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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Nova Ágora: Olhares sobre a ecologia, a cidadania e o envelhecimento

Agenda

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, e o dirigente da Associação Zero, Francisco Ferreira, participam esta sexta-feira, dia 2, no primeiro debate do ciclo de conferências 2018 Nova Ágora, que a diocese de Braga promove, substituindo as conferências quaresmais.
O debate de depois de amanhã, Olhares sobre a ecologia, conta também com Sofia Guedes Vaz, que trabalhou na Agência Europeia do Ambiente, e será moderado por Manuel Carvalho, jornalista do Público.
Na próxima semana, dia 9, o tema será a Cidadania e Responsabilidade Social. Participam o ex-reitor da Universidade de Lisboa e candidato presidencial, António Sampaio da Nóvoa, o historiador Pacheco Pereira e Isabel Estrada Carvalhais, professora da Universidade do Minho.
Na última sessão, dia 16, o tema é o Envelhecimento e Qualidade de Vida e terá a participação do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José Vieira da Silva, Sobrinho Simões, fundador do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto, e Manuel Lopes, coordenador da reforma do Serviço Nacional de Saúde para a Área dos Cuidados Continuados Integrados.
As sessões decorrem sempre às 21h, no Auditório Vita, em Braga. Cada um dos debates terá ainda uma participação musical, a cargo dos coros Artave, João Paulo II e Teresiano. A entrada é livre, mas sujeita a inscrição prévia, que pode ser feita aqui.
Mais informação sobre os objectivos da iniciativa, que o arcebispo de Braga pretende que seja uma porta aberta a todos os interessados em construir um mundo melhor, pode ser lida aqui.


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Acesso dos católicos divorciados recasados aos sacramentos – um debate na praça pública

(Foto © Vipweddings, reproduzida daqui)

O tema do acesso aos sacramentos por parte de católicos divorciados que voltaram a casar tem provocado algum debate nos média nacionais. Aqui se publicam um artigo do jornalista Joaquim Franco e as ligações para alguns textos surgidos nos últimos dias (indicadas no final do artigo).

Em consciência – reflexão alternativa sobre ​a nota do patriarca

Texto de Joaquim Franco
(co-autor do livro Papa Francisco A Revolução Imparável)

Agora, que a poeira assentou, podemos e devemos reanalisar as (des)orientações. O cardeal-patriarca de Lisboa podia ter feito um documento sobre o acolhimento condicional e condicionado dos divorciados recasados sem a polémica referência à “abstinência sexual”? Podia. Mas fê-lo, à semelhança do que fizeram outros bispos, embora com um contexto que faz a diferença.

1. As orientações d​o bispo de​ Lisboa refletem também o ​seu ​pensamento. Antes do sínodo da família, entrevistado na SIC, o cardeal-patriarca de Lisboa disse que não via como seria possível os divorciados recasados voltarem aos sacramentos. Pois, se o sacramento do matrimónio é indissolúvel, ​assim se ​mantém, e a situação de recasados coloca-os em violação da integridade sacramental na Igreja.
Depois do sínodo, conhecida já a exortação Amoris Laetitia (AL), em que Francisco abre a porta do discernimento como reentrada para os sacramentos, Manuel Clemente diria noutra entrevista à SIC que aguardava que o Papa esclarecesse o que queria dizer. Conferências episcopais e dioceses começavam a dar as orientações a partir da exortação do Papa, mas Lisboa ainda precisava de esclarecimentos, que acabariam por ser dados pela interpretação e orientações dos bispos argentinos, legitimadas explicitamente pelo Papa, nas quais o patriarca diz que se baseia.
As orientações de Lisboa não deixam de ir ao encontro da abertura apontada na Amoris Laetitia – o patriarca está também a ser criticado pela ala mais conservadora e anti-Amoris, o que não deixa de ser irónico –, e relembram a argumentação de João Paulo II na exortação Familiaris Consortio, de 1981.
Francisco recorda as anteriores propostas de João Paulo II para dar força doutrinária à nova abordagem que propõe na AL. Seria necessário repeti-las no documento de Lisboa nos termos em que foram feitas? As orientações do patriarca refletem as possibilidades de readmissão de católicos divorciados recasados aos sacramentos, mas por via de um processo que se afigura aparentemente mais rigoroso. Manuel Clemente faz questão de sublinhar o “caráter restrito (em certos casos) e condicional (poderia)” destas situações...

2. Quantos católicos divorciados recasados viverão atormentados e com peso de consciência? Muitos são já acompanhados por um padre ou outra pessoa da comunidade referenciada para tal, e que, de forma discreta, sem grandes alaridos, praticam o princípio da misericórdia. 

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Dois caminhos para a Amoris Laetitia em Portugal

 (foto reproduzida daqui)

Estão consagrados dois caminhos, entre as dioceses católicas portuguesas, para a aplicação da Amoris Laetitia (AL), no que respeita às orientações para a integração comunitária e sacramental dos crentes divorciados que voltaram a casar. Depois da publicação, há duas semanas, da carta Construir a Casa sobre a Rocha, do arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga
(que rapidamente fez polémica nos Estados Unidos, certamente induzida por portugueses), foi agora a vez de o cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, publicar as orientações para a diocese de Lisboa sobre o mesmo tema.
Numa nota com data de anteontem, terça, dia 6, o patriarca começa por referir que, na Amoris Laetitia, o Papa fornece “o quadro geral da compreensão cristã do matrimónio e da família e oportunas indicações sobre a respetiva formação e acompanhamento”. No capítulo VIII da exortação – “Acompanhar, discernir e integrar a fragilidade” –, acrescenta a nota, Francisco “não esquece as situações de fragilidade, especialmente as assim chamadas ‘irregulares’, em que ao matrimónio sucedeu a rutura e um casamento civil”. Estas situações, diz ainda o patriarca de Lisboa citando o número 300 da AL, também “deverão ser acompanhadas”: “Os sacerdotes têm o dever de acompanhar as pessoas interessadas pelo caminho do discernimento segundo a doutrina da Igreja e as orientações do bispo.” 
O caminho proposto pelo patriarca diverge do de Braga (entretanto já seguido pelas dioceses de Aveiro e Viseu), precisamente e sobretudo nesta matéria: na diocese minhota, o arcebispo coloca o acento no casal e num processo de discernimento que este deve fazer. Um processo do qual o mínimo que se pode dizer é que se trata de um caminho exigente para quem decide nele entrar, pelo menos na forma como é apresentado (poderia mesmo afirmar-se que, se um caminho do género fosse seguido antes da ordenação de padres, alguns ficariam pelo caminho...).
Já em Lisboa, a responsabilidade maior é colocada no confessor ou director espiritual. Enquanto em Braga se admite que o processo pode levar o casal (com o acompanhamento de um padre ou director espiritual) a decidir-se por regressar aos sacramentos, em Lisboa acentua-se o carácter muito excepcional dessa opção e acentua-se a proposta de abstinência sexual. Em ambos os casos, sublinha-se a doutrina católica tradicional do matrimónio indissolúvel, mas admitem-se caminhos diferentes para resolver os problemas de quem acabou com o casamento desfeito. 
Pretendendo basear a sua nota em três documentos – a Amoris Laetitia, a correspondência entre os bispos da região de Buenos Aires e o Papa Francisco e as indicações dadas aos padres da diocese do Papa (Roma) pelo seu cardeal-vigário – e sugerindo a leitura desses textos na íntegra, D. Manuel Clemente acentua aquilo que, no seu entender, devem ser as “as necessárias condições de humildade, privacidade, amor à Igreja e à sua doutrina, na busca da vontade de Deus e no desejo de chegar a uma resposta mais perfeita à mesma”. (AL, 300).
Sempre citando o documento do Papa, o patriarca acrescenta que a consciência formada “pode reconhecer não só que uma situação não corresponde objetivamente à proposta geral do Evangelho, mas reconhecer também, com sinceridade e honestidade, aquilo que, por agora, é a resposta generosa que se pode oferecer a Deus e descobrir com certa segurança moral que esta é a doação que o próprio Deus está a pedir no meio da complexidade concreta dos limites, embora não seja ainda plenamente o ideal objetivo.”

sábado, 20 de janeiro de 2018

Uma carta de Braga que já faz polémica nos Estados Unidos

Comentário


Apresentação da carta pastoral Construir a Casa sobre a Rocha 
(foto reproduzida daqui)
 
As orientações da carta pastoral Construir a Casa sobre a Rocha, apresentada na passada quarta-feira pelo arcebispo de Braga (e que aqui foi referida), já foram postas em causa nos Estados Unidos. Numa mensagem na sua página no Tweet, Edward Pentin, escreve que chegam notícias de uma conferência em Roma, a realizar em Abril, acerca das “divisões na Igreja” ao mesmo tempo que uma “arquidiocese portuguesa publica orientações sobre a AL [Amoris Laetitia], cujos críticos dizem ser muito próximas da proposta de [cardeal Walter] Kasper, que foi rejeitada pela maioria dos bispos no Sínodo sobre a Família”.
O cronista do National Catholic Register, uma publicação de orientação conservadora, admite implicitamente que não leu a carta de Braga mas alinha pela tese dos que têm defendido que as propostas do Papa em relação ao acompanhamento de pessoas e casais em dificuldade tendem a criar “divisão” na Igreja. Diga-se que, durante cinco décadas, as mesmas pessoas que agora se preocupam com isso não repararam na divisão surda, mas terrivelmente efectiva, que se deu com o abandono de milhões de pessoas. Para citar apenas um exemplo, foram muitos os que preferiram deixar de se considerar como parte de uma comunidade que   não lhes reconhecia a possibilidade de serem ouvidos no que à contracepção dizia respeito.
Agora, é sintomático que tão rapidamente chegue aos Estados Unidos a notícia do documento de Braga. É facto que, no grupo Actualidade Religiosa (um grupo fechado na rede Facebook), vários comentários também criticaram, nos últimos três dias, a carta pastoral de D. Jorge Ortiga: “É o desnorte total. De um momento para o outro, alteram-se ensinamentos da Igreja que levam séculos de debate e reflexão por parte de concílios, leigos, religiosos e santos”, escrevia António Frazão. “Documento absolutamente desastroso e catastrófico”, acrescentava Bernardo Motta, que, apesar de se manifestar “sem palavras” e sem saber “o que dizer”, ainda descobria o que escrever mais: “isto é chocante. Isto é o descrédito total da doutrina católica. É o total abandono das responsabilidades pastorais de uma Diocese inteira”.
Ora, é precisamente isto que estes argumentos revelam não entender: as “responsabilidades pastorais” remetem para a ideia do pastor. E o bom pastor, como se lê no evangelho, é o que dá a vida pelas suas ovelhas. É aquele que é capaz de deixar as cinco ou dez ovelhas que (ainda) estão no redil e sair à procura daquelas que saíram porta fora ou ficaram à porta ou bateram com a porta ou a quem alguém bateu com a porta na cara. A misericórdia e a situação de cada pessoa são, no evangelho, atitudes centrais. E é a recuperação dessas ideias que a carta pastoral de Braga tenta propor.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Braga abre possibilidade de recomeço aos divorciados “recasados”

(foto reproduzida daqui)
 
Braga tornou-se, desde ontem, a primeira diocese portuguesa a regulamentar a possibilidade do acesso de pessoas casadas em segunda união à comunhão eucarística. Uma carta pastoral ao arcebispo, Jorge Ortiga, com o título Construir a Casa sobre a Rocha, e um Documento Orientador da Pastoral Familiar são os dois textos orientadores da nova estratégia pastoral para situações como a referida.
O novo Serviço Arquidiocesano de Acolhimento e Apoio à Família pretende “disponibilizar um acompanhamento integral e multidisciplinar” dos desafios e problemas que as famílias enfrentam, “com seriedade e sempre de forma fiel à doutrina da Igreja”, como afirmou o arcebispo numa conferencia de imprensa de apresentação dos textos, realizada quarta-feira.
Problemas como a violência doméstica, dependências, vida matrimonial e sexual, entre outros, são algumas das questões que o serviço acompanhará, com o contributo de uma equipa constituída por um psicólogo, um psiquiatra e um médico. Já as questões relativas aos divorciados “recasados” ou outras situações irregulares terão o apoio de três padres jesuítas e de uma jurista em Direito Canónico e Civil. Os custos podem não chegar sequer aos dois mil euros, afirmou ainda D. Jorge Ortiga. Mas, no caso dos “processos breves” instituídos pelo Papa Francisco, podem nem ter custo algum.
A nova orientação da diocese de Braga, cuja síntese pode ser lida aqui, surgiu na sequência da exortação apostólica Amoris Laetitia, do Papa Francisco. Num comentário publicado entretanto, o presidente do polo de Braga da Universidade Católica Portuguesa, João Duque,  saúda-a como uma “permanente afirmação e confirmação do valor imenso da família e das respectivas relações como núcleo da vida eclesial”. De modo nenhum acrescenta João Duque num texto que pode ser lido aqui na íntegra, o documento (no caso, a carta pastoral) segue “uma leitura facilitista dos compromissos, que são e continuarão a ser compromissos para toda a vida”. O também professor da Faculdade de Teologia defende ainda a importância de se criar um dinamismo “que ajude casais em fase de crise, para eventualmente se evitar a ruptura definitiva”, pois a mediação familiar “terá que ser uma prática corrente, precisamente para conseguir que sejam cada vez menos os casais cristãos que se separam”.
Numa notícia publicada no Jornal de Notícias de quarta-feira, a jornalista Emília Monteiro escreve que mais do que duplicou o número de pedidos de nulidade matrimonial, desde que, há dois anos, o Papa Francisco simplificou o processo. Em 2016, terão sido 200 os processos iniciados de norte a sul do país. Mais do dobro dos registados em 2015. Em 2017, quase no final do ano, somados os pedidos que deram entrada nos tribunais, o número está muito próximo dos 250, adianta a mesma fonte, num texto que pode ser lido aqui.
O mesmo texto adianta que existem já gabinetes de aconselhamento em todas as dioceses portuguesas, embora Braga seja a primeira a criar normas concretas que procuram responder aos apelos deixados pelo Papa na exortação A Alegria do Amor.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Avóspedagem: Aqui paga-se com companhia

Texto e fotos de Filipa Correia/Igreja Viva (Diário do Minho)




Aurora e Maria: empatia imediata desde o início

“Levanta-te perante uma cabeça branca e honra a pessoa do ancião.
Teme o teu Deus. Eu sou o Senhor.”
(Levítico 19:32)

Aurora, de 69 anos, “adoptou” uma neta. Tem dois filhos emigrados. O mais velho mora perto, mas “tem a vida dele”. Diz ser tímida e por isso não fazer muitas amizades. Recebeu Maria em sua casa, uma estudante que procurava alojamento. Faz-lhe companhia. Já não passa os dias e as noites só. E assim se cumpre o principal objectivo do programa Avóspedagem: alojar estudantes em casa de idosos para combater a solidão e o isolamento social da população sénior.

Um sofá para dois

Aurora, ou “D. Aurora”, como lhe chama Maria, nasceu numa aldeia em Vila Verde. Sentia-se só. Mudou-se para o centro de Braga para ter “mais companhia, ver mais pessoas”. Morava sozinha e o rebuliço da cidade não atenuou o seu sentimento de solidão. “Uma pessoa sente sempre quando está só. Quando tem alguém em casa há sempre aquele «bom dia», «boa noite», «até logo»”, explica. A noite era o que mais lhe custava. Entristecia-a o facto de “não ter ninguém com quem conversar, desabafar, dizer alguma coisa”. Hoje tem a companhia de Maria, uma estudante de 18 anos. Ao fim do jantar já não fica sozinha no sofá. Sempre que possível, sentam-se as duas a ver a novela.
Maria não tinha por hábito ver televisão, mas a hora da novela já passou a fazer parte da sua rotina. Natural de Lisboa, veio para Braga para estudar Psicologia. Quando soube que ficou colocada na Universidade do Minho, começou a procurar casa, tarefa que se revelou mais difícil do que imaginava. Uma pesquisa pelo site da Universidade deu-lhe a conhecer o programa Avóspedagem. O facto de não conhecer a cidade nem ninguém fazia com que se sentisse “desamparada”, por isso a oportunidade de morar com a “D. Aurora” pareceu-lhe a alternativa ideal. Vivem juntas desde Outubro. Maria não se arrepende. Não é de “grandes noitadas”, o que abona a favor da integração no programa. Mas sai com os amigos de vez em quando, geralmente durante a tarde. Cada uma tem as suas rotinas e garantem que não se privam de nada. Avisam quando saem e se vão demorar mais do que o habitual, apenas para que a outra não fique preocupada. E Aurora faz questão de frisar: “Quem manda nela são os pais, não sou eu”.
Os horários das refeições raramente coincidem. Aurora toma o pequeno-almoço fora. “Tenho algumas amigas que vêm ter comigo, conversamos um bocadinho e passo assim a manhã. A vida da Maria é diferente da minha”, conta. Por norma, as suas refeições são num horário mais tardio que as da estudante: “Eu só lá para as 21h é que como a minha sopinha. E ao almoço é igual, é sempre mais tarde, lá para as 13h30/14h. A Maria faz ao jeito dela, pode calhar de comermos ao mesmo tempo ou não. A gente entende-se”. Maria já conheceu uma das suas netas. “Ela gostou muito da Maria”, revela Aurora. “E eu também gostei muito da sua neta”, responde Maria, de imediato.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

A lei de Talião e as mãos lavadas como Pilatos

Agenda

“Lei de Talião”, “ano sabático”, “bode expiatório”, “lavar as mãos como Pilatos”: estas e varias outras expressões correntes na linguagem remontam à Bíblia, embora a sua origem e significado profundo nem sempre sejam compreendidos.
A Pastoral Universitária de Braga organiza a 24 de novembro e 6 de dezembro as sessões “Encontro-te na Palavra”, com o objetivo de “mostrar a relação entre a cultura e a Bíblia”, refere a página da arquidiocese.
“As raízes da Europa estão no cristianismo e as raízes do cristianismo encontram-se na Bíblia. O encontro com a cultura pode ser um bom modo para conhecer a Palavra e relacionar-se com ela”, explica a coordenadora da atividade, Federica Dotti, professora na Faculdade de Teologia da Universidade Católica.
(a notícia pode continuar a ser lida aqui)

Texto anterior no blogue: 
Francisco, um pensador em acto à escuta do mundo - sobre o modo como pensamento e acção se cruzam no modo de agir do Papa

sábado, 26 de março de 2016

Farricocos, espiritualidade, tradição e património


Foto Gonçalo Delgado/Global Imagens, reproduzida daqui

Um misto de cultura, tradição, religiosidade popular, espiritualidade e gastronomia é o que traduzem as cerimónias da Semana Santa de Braga, que decorrem até este Domingo de Páscoa.
Os rituais provêm das peregrinações que, a partir do século IV, os cristãos faziam a Jerusalém. Mas será só a partir do século XVI, com a criação das irmandades da Misericórdia e de Santa Cruz, que se organizam as procissões da Semana Santa.
Entre “farricocos”, penitentes, matracas, turistas e peregrinos, as cerimónias incluem as procissões dos Passos, da Senhora da Burrinha, do Ecce Homo e do Enterro do Senhor. Uma tradição que a comissão das solenidades prepara para candidatar a Património Imaterial da Humanidade.
Manuel Vilas Boas fez, na TSF, uma reportagem sobre a Semana Santa de Braga, que pode ser ouvida aqui.


Texto anterior no blogue
Lavar os pés, comer juntos e despertar um fogo - os símbolos das liturgias de Páscoa