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domingo, 15 de fevereiro de 2015

E se Deus fosse mãe? – um debate em Lisboa

Agenda

Um debate sobre o tema E se Deus fosse Mãe? terá lugar em Lisboa, no próximo dia 24, a propósito da publicação do livro Deus Ainda Tem Futuro? 
O debate conta com a participação da escritora Lídia Jorge, da deputada Maria de Belém Roseira, do presidente do Centro Nacional de Cultura (CNC) e Tribunal de Contas, Guilherme d’Oliveira Martins, e de Anselmo Borges, organizador do livro que serve de pretexto para o debate.

A iniciativa decorre a partir das 18h30, na sede do CNC (R. António Maria Cardoso, 68). A entrada é livre.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Jesus e Deus, política, ateísmo e liberdade religiosa

Crónicas

No comentário aos textos bíblicos da liturgia católica de domingo passado, Vítor Gonçalves escreve, na Voz da Verdade, sob o título Conheço Jesus?:

Que “vinde e vede” podemos hoje oferecer a quem procura Jesus? Que testemunho de alegria, de jovialidade, de esperança, de “gosto de gostar de alguém” vivemos, nós, cristãos? Com que Jesus vivemos, que possa interpelar os que sentem o vazio do consumo, como perguntava o Papa Bento XVI: “vós que tendes tudo, porque não alcançastes a felicidade?”
(o texto completo está disponível aqui)


Na crónica de domingo, no Público, frei Bento Domingues escreve sobre A política do Natal:

A conversa de taxista sobre política e políticos generalizou-se. Faz deles os responsáveis por todos os males. Está decretado que são e serão todos iguais.
 Pela ausência de pensamento crítico, esta atitude é preguiçosa e perigosa. Certeiro é o aforismo: as mãos mais puras são as de quem as não tem. Não querer nada com a política é esquecer que ela, desde que nascemos até ao cemitério, nunca nos larga.
Descobri há 60 anos, com algum espanto, a apologia da política, precisamente ao começar o estudo da obra filosófica de S. Tomás de Aquino. No proémio do seu comentário à Política de Aristóteles observa: se a ciência mais importante é aquela que estuda o que há de mais nobre e mais perfeito, é necessário que seja a política a principal das ciências práticas e a matriz arquitectónica de todas as outras.
(o texto completo está disponível aqui)


Sábado, no DN, com o título A dignidade de ser ateu, Anselmo Borges escrevia sobre questões como o ateísmo e liberdade religiosa:

Penso que, para a liberdade religiosa, há duas condições essenciais. Uma tem que ver com a leitura histórico-crítica dos textos sagrados. A outra exige a separação do Estado e da Igreja, da religião e da política. Sem um Estado confessionalmente neutro, laico, que garanta a liberdade religiosa de todos, continuará a capitis diminutio (perda de direitos) dos cidadãos que não sigam a religião oficial do Estado.
(o texto completo está disponível aqui)


Na sexta, no Correio da Manhã, Fernando Calado Rodrigues escrevia sobre a pergunta Deus existe?, a propósito do livro Deus Ainda Tem Futuro:

Ninguém tem a certeza absoluta da sua existência, mas os cristãos leem a história do mundo e a sua história pessoal à procura desses sinais da presença de Deus ou da sua ausência. Descobrem que o podem fazer presente pelos seus gestos de gratuidade, ainda que os que não creem os reduzam a mera filantropia.
Não sabem se Deus tem futuro. Mas acreditam num futuro melhor quando tem Deus como horizonte. Deus que os desafia a empenharem-se na transformação e na humanização de um presente em ordem a um melhor futuro. Assim encontram razões para acreditar e dão testemunho da sua fé.
(o texto completo está disponível aqui)

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Deus ainda tem futuro?

Livro e debates

Três debates assinalam, na próxima semana, no Porto, Coimbra e Lisboa, a publicação do livro Deus Ainda Tem Futuro? (ed. Gradiva). Coordenado por Anselmo Borges, o livro resulta do colóquio internacional Igreja em Diálogo 2013, realizado em Valadares (Gaia), em Outubro de 2013. O livro inclui ainda textos de Javier Monserrat e José Ignacio Gonzalez Faus, que não participaram no colóquio. O prefácio é de Eduardo Lourenço.
Os debates decorrem dias 2, 3 e 4 de Dezembro (terça, quarta e quinta da próxima semana). Nos dois primeiros, o tema é Deus na era da ciência e participam Anselmo Borges, Carlos Fiolhais (professor do Departamento de Física da Universidade de Coimbra) e Javier Monserrat (Universidade Autónoma de Madrid). No Porto, dia 2, o debate decorre na Fundação Cupertino de Miranda (Av. Boavista, 4245), a partir das 21h30. Em Coimbra, dia 3, será às 18h30, na Sala de São Pedro da Biblioteca Geral Universidade.
No dia 4, em Lisboa, na sede do Centro Nacional de Cultura (R. António Maria Cardoso, 68, ao Chiado), a partir das 18h30, o tema é Futuro sem Deus? Aqui, intervêm Anselmo Borges, Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do CNC, Javier Monserrat e Miguel Oliveira da Silva, presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.


O livro aborda temas como o problema de Deus e do sentido último da existência; a situação religiosa do mundo contemporâneo; as representações e experiências de Deus no Ocidente e no Oriente; o rosto feminino de Deus; a autonomia da ética; a ciência e a razão; a genética, o animalismo, as neurociências, o trans-humanismo; a natureza e a criação.
Entre os autores estão nomes consagrados da teologia contemporânea como Paul Valadier, Juan Masiá, Andrés Torres Queiruga, González Faus e José Arregui, além de Isabel Gómez-Acebo, uma das autoras importantes da teologia no feminino. De outras áreas do saber vêm nomes como Jean-Paul Willaime, Carlos Fiolhais, Miguel Castelo-Branco, Leandro Sequeiros, Diego Gracia e Javier Monserrat, que cruza a filosofia, a neurologia e a teologia.
No prefácio, com o título Suicidário Ocidente, Eduardo Lourenço escreve: “Questão atrevida e que na verdade soa a blasfémia (ou soaria, se a formulássemos em terras do islão) esta, que sabemos grave como nenhuma outra para ocidentais em vésperas de descerem a noivas catacumbas: Deus ainda tem futuro? Quando aquela, menos vertiginosa mas não menos apocalíptica, seria: o Homem, a Humanidade, ainda tem futuro?”

sábado, 25 de janeiro de 2014

O Deus que é, o Deus que está

Crónica

Na sua crónica de hoje no DN, Anselmo Borges fala dos problemas que as traduções do texto bíblico podem levantar para o próprio entendimento de Deus. E da forma como esse entendimento pode ou deve levar a diferentes consequências:

A teologia, a partir da Bíblia, é, antes de mais, teologia narrativa e não dogmática. Quer dizer: tem uma estrutura histórica. Na teologia especulativa, o centro de interesse é o ser; na teologia narrativa, o decisivo é o que acontece. Por isso, na perspectiva cristã, o fundamental e essencial consiste na pergunta: O que é que acontece quando Deus está presente? Na linha dogmático-doutrinal, pode dar-se um assentimento intelectual, mas a existência continua inalterada.
Decisivo na orientação do Papa Francisco foi esta passagem do dogma e da doutrina para a existência e a praxis transformadora. O que acontece quando Deus está presente? Afinal o nome de Deus, tantas vezes ouvido no Natal, é Emmanuel, o Deus connosco. 

(a crónica integral pode ser lida aqui)


sábado, 21 de dezembro de 2013

Ser religioso, ser inconformista – Deus ainda tem futuro?


Se a palavra “Deus” deixasse de existir, isso significaria que o ser humano deixaria de se colocar a questão do sentido da sua existência, voltaria a ser apenas um homo faber. Essa é uma das ideias defendidas por Anselmo Borges, coordenador dos colóquios Igreja em Diálogo, no programa “Deus ainda tem futuro?”. Esta reportagem de Manuel Vilas Boas, que passou na TSF a 10 de Novembro, escutou biblistas, teólogos, filósofos, cientistas e sociólogos originários de Portugal, Espanha e França para debater a questão das formas de presença de Deus nas sociedades contemporâneas – e do modo como as comunidades religiosas vivem essa experiência.
“A religião tem um futuro, mesmo se não somos religiosos do mesmo modo que o fomos antes”, diz Jean-Paul Willaime, um dos mais importantes nomes da sociologia religiosa contemporânea e outro dos participantes e entrevistados no programa. Willaime acrescenta que, hoje, ser religioso, é ser inconformista.
O programa tem como ponto de partida a edição de 2013 do colóquio Igreja em Diálogocom o mesmo título, que decorreu no Seminário da Boa Nova, em Valadares. Nele se incluem ainda depoimentos dos cientistas portugueses Carlos Fiolhais e Miguel Castelo Branco e dos teólogos Juan Masiá, Andrés Torres Queiruga, Isabel Gomez-Acebo (de Espanha) e Paul Valadier (França). O programa pode ser escutado aqui.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Deus ainda tem futuro?

Agenda


O que aconteceria se a simples palavra “Deus” deixasse de existir? Esta pergunta de Karl Rahner serve de mote para mais uma edição dos colóquios Igreja em Diálogo, promovidos pela Sociedade Missionária da Boa Nova, no seu seminário de Valadares (Gaia).
De novo coordenado pelo padre e professor de Filosofia Anselmo Borges, o colóquio deste ano – um dos mais destacados debates de teologia em Portugal – decorre no próximo fim-de-semana (sábado e domingo) e tem por título “Deus ainda tem futuro?”.
O programa, que pode ser consultado na íntegra aquiconta com um leque de participantes deveras apelativo, entre os quais: Jean-Paul Willaime, um dos nomes de topo da sociologia religiosa contemporânea, que irá descrever a situação espiritual do mundo; o físico Carlos Fiolhais, que tratará da relação entre a ciência e o divino; o jesuíta Juan Masiá, que vive há décadas no Japão e irá destrinçar “o Deus do Oriente e o Deus do Ocidente”; o também jesuíta Paul Valadier, ex-director da revista Études, que tem investigado as relações entre fé, política e moral; Isabel Gómez-Acebo, um dos mais importantes nomes das teologias feministas; e Andrés Torres Queiruga, um dos teólogos contemporâneos mais importantes.
“A morte absoluta da palavra ‘Deus’ uma morte que eliminasse até o seu passado, seria o sinal, já não ouvido por ninguém, de que o Homem morreu”, escrevia ainda Rahner, citado por Anselmo Borges na apresentação do tema.
O coordenador do colóquio acrescenta: “Václav Havel, o grande dramaturgo e político, pouco tempo antes de morrer surpreendeu muita gente ao declarar que ‘estamos a viver a primeira civilização global’ e ‘também vivemos na primeira civilização ateia, numa civilização que perdeu a ligação com o infinito e a eternidade’, temendo, também por isso, que ‘caminhe para a catástrofe’”. Daí que, “no contexto de uma crise global do mundo – crise financeira, económica, social, política, moral – é preciso perguntar se a crise de Deus não ocupa lugar central”.

Para debater sábado e domingo, em Valadares.

sábado, 24 de agosto de 2013

O que pensa o Papa Francisco – sobre Deus, a Igreja, o clero e a reforma da Cúria

Crónicas

Nas crónicas destes dois últimos sábados, no DN, Anselmo Borges debruça-se sobre o pensamento do actual Papa acerca de Deus e também sobre a Igreja
Fernando Calado Rodrigues falou igualmente do Papa Francisco nas suas últimas crónicas. Primeiro para falar sobre o clero, a partir de um estudo sobre o perfil psicológico dos padres, feito nos Estados Unidos – e que revela dados preocupantes – e, depois, para perspectivar as mudanças na Cúria Romana que se anunciam para depois do Verão.