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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Revista católica "America" chega ao nº 5000

O próximo número da revista semanal católica America, dos Jesuítas dos Estados Unidos, atingirá o notável - para um semanário - número 5000.
Com mais de cem anos de existência, tem hoje uma circulação de 45 mil exemplares e uma trajectória por onde passaram nomes relevantes do catolicismo norte-americano e mundial.
Com a chegada a este número, o semanário vai passar a incluir vários novos colunistas, entre os quais um que foi já jornalista do progressista National Catholic Reporter e uma outra que integrou a equipa de escritores de discursos para o presidente Bush. Esta procura de equilíbrio de visões não será alheia às tensões que esta publicação teve, em anos relativamente recentes, com os responsáveis da Igreja (incluindo a Congregação para a Doutrina da Fé, quando era dirigida pelo Cardeal Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI).
Comentando estas mudanças, o chefe de Redação, Matt Malone, o mais jovem neste posto na história da revista, explica, no último número: "Pode parecer estranho que America venha a ter um colunista que costumava escrevr para o National  Catholic Reporter e outro que escreveu para George Bush. Para nós não é. O mote da centenária América é Veritatem facientes in caritate (fazendo a verdade no amor). Não há voz de fiel católico que não seja bem-vinda nestas páginas, assim como não há recanto da Igreja em que América não se sinta em casa".

(Sugestão de leitura do número acabado de sair: The Age of Skepticism")

sábado, 15 de dezembro de 2012

Quem com armas mata, com armas morre


Mais um massacre nos Estados Unidos. Desta vez, na cidade de Newtown, no Connecticut. Mais 20 crianças mortas, para lá de outros adultos, incluindo o rapaz que atitou a matar – ao que parece, usando armas que a mãe, professora, tinha em casa (o autor do crime terá também morto o pai e a mãe e ter-se-à suicidado a seguir ou sido morto pela polícia –as circunstâncias estão ainda pouco esclarecidas).
Nas rádios, televisões e jornais repetem-se, como em vezes anteriores, vozes que se espantam a perguntar como é possível tal coisa. A memória é curta e a incapacidade de ver fundo é muita. Em 1999, um massacre na escola de Columbine, no centro interior dos Estados Unidos, também já tinha espantado muita gente. Três anos depois, Michael Moorre fez mesmo um filme a partir desse acontecimento: Bowling for Columbine desmonta a paranóia de uma sociedade que se diverte com armas de fogo, que defende as armas de fogo, que se mata com armas de fogo. Mas Michael Moore é um homem de esquerda e os factos que apresenta no filme são vistos por muitos como ideologia e não como realidades que devem ser profundamente debatidas e alteradas.
Agora, mais uma vez, é de novo tarde demais para chorar as vítimas duplamente inocentes desta tragédia. E da próxima vez, será de novo tarde demais, se os Estados unidos nada fizerem para inverter este flagelo social. Uma sociedade que persiste em matar com armas, com armas morre. 
Há vozes, entretanto, que começam a colocar os dedos nas feridas certas. Os bispos católicos dos EUA criticam a “cultura de violência”. A RTP entrevistou um intendente da Florida (erradamente identificado no site como governador do Connecticut) que diz que é preciso mudar a lei, acabar com a facilidade de acesso a armas ligeiras e com o poder do "lobby" das armas que vigoram nos Estados Unidos.
O Presidente Obama, numa declaração a propósito deste último massacre, recordou vários outros massacres do género e disse que é necessário tomar medidas para evitar que casos como este se repitam. Pode ser que tenha entendido que é necessário de vez mudar a lei e começar a criar uma mentalidade menos violenta no seu país.
Mas este é um problema que atravessa fronteiras, como não se tem cansado de repetir o Observatório Permanente Sobre a Produção,
Comércio e a Proliferação de Armas Ligeiras. Basta recordar que há pouco mais de um mês este organismo da Comissão Justiça e Paz alertara, por exemplo, para o aumento significativo das licenças de armas ligeiras em Portugal, em 2011.

(Foto: REUTERS/Newtown Bee/Shannon Hicks/, reproduzida daqui)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Eleições nos EUA: qual é o mais católico para Presidente?


Reeleger um Presidente evangélico (sem filiação), para quem o cristianismo deve ser “um agente activo e tangível no mundo” ou eleger um Presidente mórmon para o qual a fé deve promover uma crença comum em convicções morais. A escolha não é esta, mas esse é um dos aspectos em jogo nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, que se disputam amanhã, terça-feira, para o mandato 2013-2016.
Em pano de fundo, está também a maior ou menor aproximação dos dois candidatos à Igreja Católica, cujo peso nos EUA é importante – perto de 70 milhões de pessoas numa população de cerca de 310 milhões. Neste último ano, o debate sobre este tema cresceu de tom, por causa do plano nacional de saúde promovido pela Administração Obama, e das declarações do Presidente apoiando o casamento homossexual. Não por acaso, os dois candidatos a vice-presidente – Joe Bidden, do lado de Obama, e Paul Ryan, na dupla com Romney – são ambos católicos, embora pouco tenham a ver um com o outro, em termos ideológicos.
Quem teve a oportunidade de ler algum ou os dois livros de Obama já publicados em Portugal – “A Minha Herança” e “A Audácia da Esperança” (ambos editados pela Casa das Letras) – reparou com certeza em alguém que faz da sua fé um fundamento para a acção cívica e a intervenção social. E que identifica a história do povo bíblico com a vida actual dos crentes.
No primeiro dos livros citados, a descrição do momento em que Barack Obama decidiu tornar-se cristão é comovente: “E naquela única nota – esperança! – ouvi outra coisa; aos pés daquela cruz, dentro dos milhares de igrejas espalhadas pela cidade, imaginei as histórias dos negros comuns a fundirem-se com as histórias de David e Golias, Moisés e o Faraó, os cristãos lançados aos leões, o campo de ossos secos de Ezequiel. Essas histórias – de sobrevivência e liberdade e esperança – tornavam-se a nossa história, a minha história; o sangue que fora derramado era o nosso sangue, as lágrimas as nossas lágrimas.”
Stephen Mansfield, autor de “A fé de Barack Obama” (não publicado em Portugal) e considerada por várias pessoas como uma das melhores biografias do actual Presidente, diz na revista católicafrancesa “La Vie”“Obama considera que a sua fé deve influenciar a maneira de governar o país. E assim ele leva os valores religiosos à esfera política.”
Esse modo de agir funda-se desde cedo na trajectória do jovem animador social dos bairros negros e pobres de Chicago e atinge um momento decisivo exactamente quando Obama descobre na fé cristã o fundamento e o horizonte da sua acção. “A minha fé crista dá-me uma perspectiva e uma segurança que eu não teria por outros meios: que eu sou amado e que, no fim do caminho, Deus está a guiar”, dizia o Presidente-candidato, a 21 de Agosto, à “Washington National Cathedral Magazine”, uma revista religiosa, citado pela “La Vie”.
No texto publicado neste semanário francês, Henrik Lindell caracteriza a fé de Obama como “livre e descomplexada, que não se assemelha à do seu adversário Mitt Romney” e que corresponde a uma América “mais heterogénea que nunca”. O mesmo articulista aponta, alias, três actos da Presidência de Obama que são “explicitamente inspirados pelos seus valores cristãos”: a reforma do sistema de saúde, que permitirá a 35 milhões de cidadãos o acesso, pela primeira vez, a cuidados de saúde; a salvação dos empregos na indústria automóvel; e o “discurso do Cairo”, de 4 de Julho de 2009, onde o Presidente defendeu o diálogo entre os EUA e o islão, baseados ambos em princípios comuns como “a justiça e o progresso, a tolerância e a dignidade de cada ser humano”. Esse discurso é muitas vezes considerado como tendo aberto as portas às Primaveras árabes.
Ora, precisamente a reforma do sistema de saúde é um dos campos de batalha da hierarquia católica norte-americana com o ainda Presidente. Os bispos têm-se mobilizado contra a posição do Presidente, que pretende que todos os centros de saúde – incluindo os que são propriedade da Igreja – dêem acesso a métodos de planeamento familiar gratuito a todos os que o solicitem. Ao mesmo tempo, Obama afirma-se favorável à despenalização do aborto, posição que ele explica no livro “A Audácia da Esperança”, num capítulo dedicado exactamente às questões da fé.
A atitude proposta por Obama para enfrentar a questão do aborto é a de perceber que existe um problema e que um político tem que tentar resolver de alguma maneira, a bem das pessoas. Tal como as questões da pobreza, do racismo ou do desemprego, que não são “simples problemas técnicos”, antes exigem “levar a cabo mudanças nas políticas governamentais e também nas mentes e nos corações” dos cidadãos.

O que viu Mitt Romney

No seu discurso sobre a religião nos EUA, em 2007, Mitt Romney fala da “crença comum nas convicções morais” que as religiões devem promover. E recordava: “Fui ensinado em minha casa a honrar Deus e amar o meu vizinho. Vi o meu pai marchar com Martin Luther King. Vi os meus pais prestar cuidados compassivos a outras pessoas (...). Emociono-me com as palavras do Senhor: ‘Eu estava com fome e destes-me de comer; tive sede e destes-me de beber; era peregrino e recolhestes-me, estava nu e vestistes-me.”
No “La Vie”, o articulista Henrik Lindell situa as diferenças de Romney em relação a Obama precisamente no campo das escolhas sociais. Se vencer, o candidato republican imporá a desregulação da economia e a descida de impostos sobretudo para os mais ricos. E uma das suas primeiras medidas sera a abolição da reforma do sistema de saúde.
A oposição de Romney ao sistema de saúde é explicada na revista francesa por Brian Fikkert, director do Chalmers Center para o desenvolvimento económico, que depende do Covenant College, na Georgia: “A ideologia republicana funda-se no medo de um Estado centralizador que ditaria todas as regras. Confia-se mais nas autoridades locais, nos Estados (dos quais alguns são comparáveis em tamanho aos grandes países europeus) e às iniciativas privadas e mesmo religiosas, por vezes actuantes, sobre as quais se pode exercer um certo controlo”, diz o especialista.
Ao mesmo tempo, a oposição de Romney ao casamento homossexual e ao planeamento familiar e à contracepção pagos pelo Estado é considerada como pouco consequente por Max Mueller, politólogo da Universidade de Harvard e especialista na influência dos mórmones na política: “Romney é conhecido pelo seu estatuto de bom administrador e pela sua capacidade de mudar de ponto de vista em função dos eleitores. O seu conservadorismo moral é tipicamente republicano e ele não mudará nada das regras actuais. Ele diz que é contra o aborto mas Bush, pai e filho, e Reagan, também o eram e não puseram em causa o direito de abortar.”
O texto da revista “La Vie” recorda outras diferenças, relativas à política internacional: Romney defende o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e o direito deste país desenvolver acções militares contra o Irão. E tal como Bush, e ao contrário de Obama, advoga a ideia do “excepcionalismo” americano no mundo. A par do aumento do orçamento da Defesa, que em 2022 deveria atingir um bilião de dólares anuais, o dobro do orçamento actual.

(No site da CNN, podem ler-se dois mais extensos e fundamentados retratos da dimensão religiosa dos candidatos Barack Obama e Mitt Romney; fotos Getty Images reproduzidas nos artigos da CNN)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Ventos que sopram de Roma

Chamei aqui a atenção para o que se tem vindo a passar nas negociações entre Roma e a Fraternidade Sacerdotal S. Pio X, seguidora do cismático bispo Marcel Lefebvre. Hoje o Vaticano confirmou ter proposto a este grupo a plena integração eclesial sob a forma canónica de uma prelatura pessoal, a exemplo do que se verificou e verifica com o Opus Dei. Aparentemente, há ainda dificuldades internas à Fraternidade que, na gíria, 'está a procurar vender cara' a abertura do Papa Bento XVI.
As fontes católicas que acompanham esta matéria revelam, por estes dias, grandes cautelas no modo de noticiar este assunto. Algumas ainda chegam a sugerir que o gesto papel é "generoso", deixando sugerido que a mesma atitude não existe (ou se espera agora) do outro lado.
Veremos no que tudo isto dá.
A verdade é que não existem praticamente análises de contextualização e leitura crítica e menos ainda debate sobre uma matéria desta magnitude.
Não há muito tempo, contrariando a sugestão dos que reivindicam um novo concílio - o Vaticano III - gradas figuras da Igreja respondiam que essa pretensão era inoportuna, visto que faltava cumprir o Vaticano II. Pois agora, numa altura em que seria oportuno relançar a aplicação do espírito e da letra conciliares, vemos uma  atitude geral de retração e de tolerância doutrinal que não tem existido noutras situações e noutros contextos. O bispo Bernard Fellay é claro: "Não estamos de acordo doutrinalmente, no entanto, o Papa quer reconhecer-nos". Como é sabido, as duas matérias relevantes que os seguidores de Lefebvre repudiam do Vaticano II são a liberdade religiosa e o ecumenismo, duas matérias cruciais no modo de estar da Igreja no mundo contemporâneo. A mudança de atitude, que atribuem ao atual Papa, leva-os já a considerar que estes são "problemas secundários", em face daqueles que, esses sim, seriam "tremendamente importantes na Igreja de hoje". Resta saber quais serão eles.

[À margem:
É precisamente a liberdade religiosa - que seria "problema secundário" na orientação que lhe foi dada pelo Concílio, mas que é sentida como grave problema hoje, em várias partes do mundo - que vai levar o Episcopado dos Estados Unidos, com o apoio expresso que lhe acaba de chegar de Roma, via núncio apostólico, a lançar a partir da próxima semana e até 4 de Julho, dia da independência dos EUA,  uma vigorosa campanha contra a administração de Obama. Campanha que não pode escapar a uma leitura político-partidária, por decorrer em plena corrida eleitoral à presidência do país.
De resto, um sinal diverso mas de sentido globalmente convergente, pode observar-se em Itália, onde está na forja um partido católico de centro direita, com o aparente beneplácito da Conferência Episcopal Italiana. Mostra-o claramente o jornalista e vaticanólogo Paolo Rodari, num artigo hoje publicado no seu blog Palazzio Apostolico).

quinta-feira, 10 de março de 2011

Apagar Deus das notas de dólar?


O Supremo Tribunal dos EUA recusou a tentativa de retirar a frase “In God we trust” (“Em Deus confiamos”) das notas e moedas de dólar. A  acção foi interposta pelo advogado Michael Newdow, que sustenta que a frase é discriminatória ao promover uma religião monoteísta.
Newdow dirige associação de ateus FACTS e considera que a discriminação contra os ateus é similar à que sofreram noutros momentos da história dos EUA as mulheres, os homossexuais e os negros.
De certo que muitos cristãos não se importariam nada com a eliminação da inscrição, embora as sondagens digam que 90 por cento dos norte-americanos concordam com a alusão a Deus.

A notícia veio na BBC e no Religión Digital.

domingo, 17 de maio de 2009

Obama e os movimentos pró-vida

Concretizou-se este domingo a cerimónia da graduação na Universidade Católica de Notre-Dame, nos Estados Unidos da América, para a qual foi convidado a fazer o "commencement address", no meio de grande polémica, o presidente do país, Barack Obama. A polémica foi desencadeada pelos sectores católicos mais radicais, que pretendiam impedir que fosse concedida tamanha honra a um presidente que é pró-escolha em matéria de aborto e que promove a investigação com células estaminais.
Apesar de várias manifestções de protesto, o acto realizou-se, não sem antes terem chegado do Vaticano sinais de moderação.
Vale a pena ler o discurso na ocasião, pronunciado pelo presidente dos EUA. Como seria de esperar, não se esquivou a reflectir sobre a polémica que rodeou a sua participação na cerimónia.
(Crédito da foto: AFP/Getty)

Actualização (18.5.09):
Sobre este mesmo assunto, o jornal diário Página 1, da Renascença, publica hoje o seguinte (a uma coluna, com chamada na primeira página e uma foto de um manifestante a interromper o discurso presidencial):
Obama vaiado
em universidade

O discurso do presidente dos EUA, na Universidade de Notre Dame de South Bend, no estado do Indiana, foi interrompido por activistas pró-vida, que criticaram as posições de Barack Obama em favor do aborto.
Foi necessária a intervenção da polícia para retirar do local as pessoas que interromperam e vaiaram o presidente.
A Universidade de Notre Dame atribuiu a Obama o doutoramento honoris causa, decisão que gerou polémica em vários quadrantes católicos no país.
Para um jornal de inspiração cristã, isto não é sério. Porque não se diz que se trata de uma Universidade Católica, das mais importantes do país? Porque se escamoteia que foi a Universidade Católica que convidou o presidente? Porque não se diz uma palavra sobre o conteúdo das intervenções, que debateram precisamente a polémica suscitada pelo convite? Depois estranha-se que os media laicos tratam mal a religião. Com exemplos destes...

quinta-feira, 5 de março de 2009

Salvar Kenneth Morris

A Comunidade de Santo Egídio divulgou um apelo urgente para salvar Kenneth Morris, deficiente mental, de 37 anos, condenado à morte no Texas.

A notícia de Nieves San Martín, retirada da Zenit:
Estava fixada para hoje, 4 de março, a data de execução de Kenneth Morris, condenado à morte no Texas (EUA). A comunidade de Sant'Egidio enviou um pedido urgente ao governador e a outra entidade local.
Kenneth, afro-americano, analfabeto e pobre, como tantos do corredor da morte do Texas, completava 38 anos no mesmo dia em que estava fixada a execução. Dada a diferença horária, torna-se mais urgente seu convite a enviar pedidos de clemência, explica esta comunidade católica.
Ele tinha 23 anos quando foi condenado à morte, acusado de matar um homem no curso de um roubo, junto a mais dois cúmplices, dois primos, que, ao contrário, receberam condenações comuns, após fazer recair a culpa do homicídio inteiramente sobre ele. Kenneth, contudo, sempre jurou não ter sido o autor material do crime, continua dizendo a Comunidade de Sant'Egidio.
Quando a polícia o fez assinar a declaração de culpabilidade, ele não sabia de que se tratava e assinou «cegamente» sua própria condenação capital.
Não podendo pagar um bom advogado, ele não pôde defender-se adequadamente. Em 15 de abril de 2003, tinha fixada a data de sua execução, que foi detida apenas duas horas antes. Havia sido admitida uma apelação para verificar seu retardo mental, que efetivamente foi reconhecido.
Apesar disso, tal apelação foi inexplicavelmente rejeitada em todas as sucessivas fases do julgamento, por último, diante do Tribunal Superior, em 6 de outubro de 2008.
O pedido pode ser assinado facilmente através do site:
http://www.santegidio.org/it/pdm/news/ap_morris_2.htm