quarta-feira, 5 de setembro de 2018
“Acreditar num Deus criador implica cuidar da criação e da casa comum”
domingo, 25 de fevereiro de 2018
Alterações climáticas – responsabilidade individual e social
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Em defesa da Amazónia e da Casa Comum
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Clima: Isto muda tudo!
Texto anterior no blogue
Papa já está num país “vibrante” para uma viagem de alto risco - início da viagem do Papa Ao Quénia, Uganda e República Centro-Africana
sábado, 15 de agosto de 2015
Taizé: as peregrinações cristãs pelo clima já começaram e querem chegar a Paris
sábado, 27 de junho de 2015
Encíclica “Laudato Si’”, o primeiro acto de um apelo para uma nova civilização
sábado, 20 de junho de 2015
Cinco notas para a leitura de uma encíclica
É um texto histórico e um marco na doutrina social da Igreja, onde o Papa o situa. A encíclica Laudato Sí – Sobre o Cuidado da Casa Comum foi apresentada anteontem em Roma e está já a marcar o debate político, financeiro, ambiental até à Conferência de Paris sobre o Clima, no final do ano. Podem destacar-se do texto algumas notas, que não impedem a sua leitura integral por cada pessoa, já que o Papa o destina a cada habitante do planeta.
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Sobre o cuidado da casa comum - a nova encíclica
Fica o início de um apelo do Papa a todas aspessoas de boa vontade (nº 14 e início do 15):
Para descarregar o ficheiro pdf: AQUI"Lanço um convite urgente a renovar o diálogo sobre a maneira como estamos a construir o futuro do planeta. Precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental, que vivemos, e as suas raízes humanas dizem respeito e têm impacto sobre todos nós. O movimento ecológico mundial já percorreu um longo e rico caminho, tendo gerado numerosas agregações de cidadãos que ajudaram na consciencialização. Infelizmente, muitos esforços na busca de soluções concretas para a crise ambiental acabam, com frequência, frustrados não só pela recusa dos poderosos, mas também pelo desinteresse dos outros. As atitudes que dificultam os caminhos de solução, mesmo entre os crentes, vão da negação do problema à indiferença, à resignação acomodada ou à confiança cega nas soluções técnicas. Precisamos de nova solidariedade universal. Como disseram os bispos da África do Sul, «são necessários os talentos e o envolvimento de todos para reparar o dano causado pelos humanos sobre a criação de Deus».[22]Todos podemos colaborar, como instrumentos de Deus, no cuidado da criação, cada um a partir da sua cultura, experiência, iniciativas e capacidades.
Espero que esta carta encíclica, que se insere no magistério social da Igreja, nos ajude a reconhecer a grandeza, a urgência e a beleza do desafio que temos pela frente."
COMPLEMENTO:
"Ecologia integral. A grande novidade da Laudato Si'. "Nem a ONU produziu um texto desta natureza''. Entrevista especial com Leonardo Boff"
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Papa quer revisão profunda do modelo de desenvolvimento
O Papa Bento XVI publicou terça-feira passada a sua mensagem para o Dia Mundial da Paz (próximo 1 de Janeiro). Dedicada ao tema “Se queres cultivar a paz, preserva a criação”, a publicação do texto coincidiu com os últimos dias da cimeira de Copenhaga, onde um eventual acordo eficaz parece ainda nublado (ver post anterior). A necessidade d erever o modelo de desnvolvimento já tinha sido defendida na encíclica Caritas in Veritate, mas para muitos sectores, memso no interior da Igreja Católica, esta é uma ideia que custa a ser assumida. O sistema económico que conhecemos é o responsável pela crise ecológica, diz também o Papa, mas muitos preferem ignorar essa ideia e sublinhar as frases mais anódinas dos textos do Papa. No Público, fiz uma síntese da mensagem da Paz, remetendo para o texto integral:O Papa Bento XVI defende “uma revisão profunda e clarividente do modelo de desenvolvimento”. Na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, que se assinala a 1 de Janeiro próximo, o Papa acusa mesmo os países industrializados de serem responsáveis pela “crise ecológica” que se vive. E diz ser necessário “reflectir sobre o sentido da economia e dos seus objectivos, para corrigir as suas disfunções e deturpações”.
Depois de ter intensificado referências ao tema do ambiente e da ecologia, nas últimas semanas, a propósito da Cimeira de Copenhaga, Bento XVI vem agora defender a responsabilidade da preservação do ambiente, quer em relação às gerações futuras, quer “entre os indivíduos da mesma geração, especialmente nas relações entre os países em vias de desenvolvimento e os países altamente industrializados”.
Com o título “Se queres cultivar a paz, preserva a criação”, diz Bento XVI que é necessária uma “actividade económica mais respeitadora do ambiente”. E escreve: “O desenvolvimento humano integral está intimamente ligado com os deveres que nascem da relação do homem com o ambiente natural, considerado como uma dádiva de Deus para todos, cuja utilização comporta uma responsabilidade comum para com a humanidade inteira, especialmente os pobres e as gerações futuras.”
Não é a primeira vez que um Papa liga a questão da paz aos problemas ambientais. Já em 1990, o Papa João Paulo II escreveu a mensagem do Dia Mundial da Paz com o tema “Paz com Deus criador, paz com toda a criação”. A teologia cristã vem acentuando, desde há três décadas, a questão do cuidado com a criação. Bento XVI recorda que o seu antecessor previa já que a “exploração inconsiderada da natureza” traria o risco de tornar a humanidade “vítima dessa degradação”.
Nesta mensagem (disponível na íntegra aqui), o Papa enumera os problemas ambientais que se verificam. Entre outros, alterações climáticas, desertificação, poluição das águas, perda da biodiversidade, aumento de calamidades naturais, desflorestamento, refugiados ambientais.
“Trata-se de um conjunto de questões que têm um impacto profundo no exercício dos direitos humanos, como, por exemplo, o direito à vida, à alimentação, à saúde, ao desenvolvimento”, escreve.
As sociedades mais avançadas têm que favorecer também “comportamentos caracterizados pela sobriedade”, acrescenta ainda Bento XVI.
(Foto: Uma índia brasileira no rio Amazonas, durante o simpósio Religião, Ciência e Ambiente, realizado em Manaus, em 2006)
Copenhaga à beira do fim e o apelo urgente dos bispos
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
350 toques a rebate pelo clima
No próximo domingo, dia 13, os sinos de muitas igrejas em todo o mundo irão tocar pelo clima, enquanto decorre a Cimeira de Copenhaga sobre as alterações climáticas. Um toque a rebate, quase se poderia dizer. Mas serão antes 350 toques, às três da tarde de domingo, simbolizando as 350 partes por milhão que muitos cientistas dizem ser a medida máxima aceitável para o dióxido de carbono a lançar na atmosfera. No Público de segunda-feira, publiquei um texto sobre algumas tomadas de posição das diferentes igrejas cristãs a propósito da cimeira. E falei também d'A Rocha, uma organização ambientalista de inspiração cristã que nasceu em Portugal e está hoje presente em vinte países:domingo, 6 de dezembro de 2009
É preciso um estilo de vida sóbrio, diz o Papa
(Foto © Gérard Moss, projecto "Brasil das Águas" - efeitos do desmatamento no Rio da Saudade, Amazonas)Referindo-se à Cimeira da ONU sobre as alterações climáticas, que se inicia esta segunda-feira, em Copenhaga, o Papa dexiou votos, após a recitação do Angelus, na Praça de São Pedro, para que “os trabalhos ajudem a encontrar acções respeitosas da criação e promotoras de um desenvolvimento solidário, fundados na dignidade da pessoa humana e orientada para o bem comum”.
“A salvaguarda da criação postula a adopção de estilos de vida sóbrios e responsáveis, sobretudo em relação aos pobres e às geração futuras”, acrescentou.
A Ecclesia tem uma notícia mais completa e organizou também um dossier sobre o tema.
Para quem não sabe, pode referir-se que há em Portugal uma associação ambientalista de inspiração cristã, que nasceu há 26 anos e está hoje já presente em duas dezenas de países. A Rocha tem um site onde se podem obter informações, ler textos sobre teologia da criação e saber em que acções concretas a organizaçao está empenhada pelo mundo fora.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Espiritualidade e ética na agenda da sustentabilidade do planeta

O padre
Um ritual da água em jeito de oração precedeu a palestra da teóloga americana Emilie Townes, cuja alusão inicial a Barack Obama foi calorosamente aplaudida. O tema da sustentabilidade da terra está inscrito no seu programa de governo. Entre outras medidas, citou a sua determinação em reduzir as emissões de anidrido carbónico.
A teóloga norte-americana esclareceu que “os desastres naturais afinal são desastres criados pelos humanos”. E desenvolveu a sua afirmação com o caso do furacão Katrina, apontando erros e omissões que conduziram ao desastre com as terríveis consequências tristemente conhecidas. A teóloga da Igreja baptista lembrou que “cada um de nós tem de agir para vivermos de uma forma mais sustentável” e respeitadora da criação. Terminou afirmando que “
Por seu lado o teólogo sul-africano, Steve De Gruchy, começou o seu discurso com a apresentação de três casos emblemáticos: da eliminação dos dejectos humanos num bairro do seu país, o problema do abastecimento da água e a epidemia da cólera no Zimbabué, que se difunde pelos países vizinhos. “Como honrar a criação de Deus?”, interrogou o teólogo. Torna-se necessário “pegar na responsabilidade de viver com a água”, agarrando “os políticos pela gravata para que assumam a sua responsabilidade pela água e pela terra”, explicou com uma linguagem forte e imaginativa. “Não se trata apenas de um problema ecológico, mas da maneira como nos relacionamos com os recursos da natureza”. A teologia tem que “se debruçar sobre a cobiça da economia”. (Foto: Elísio Assunção)





