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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Papa insiste no papel das mulheres em lugares de responsabilidade

Texto de António Marujo


O Papa Francisco com Marianne Schlosser e Mario Botta, os dois laureados 
(foto reproduzida daqui)


O Papa Francisco sublinhou que “é muito importante que se reconheça cada vez mais a contribuição das mulheres no campo da investigação teológica científica e do ensino da teologia, considerados durante muito tempo territórios quase exclusivos do clero”. 
Num curto discurso na cerimónia de entrega do Prémio Ratzinger, no passado sábado, 17 de Novembro, o Papa acrescentou: “É necessário que esta contribuição seja estimulada e encontre um espaço mais amplo, de modo coerente com a crescente presença de mulheres nos diversos campos de responsabilidade da Igreja, em particular, e não só no campo cultural.”
O Prémio Ratzinger deste ano contemplou, pela segunda vez, depois da francesa Anne-Marie Pelletier, o nome de uma mulher: Marianne Schlosser, professora na Universidade de Viena, especialista em teologia das épocas patrística (primeiros séculos cristãos) e medieval. São Boaventura é um dos autores que tem trabalhado e Joseph Ratzinger (o Papa emérito Bento XVI), patrono do prémio, dedicara também, em 1959, a São Boaventura e a Teologia da Históriaum dos seus primeiros trabalhos de jovem teólogo. 

As doutoras da Igreja

“Desde que Paulo VI proclamou doutoras da Igreja a Teresa de Ávila e Catarina de Sena, não pode haver dúvida alguma de que as mulheres possam alcançar os cumes mais altos da inteligência da fé. João Paulo II e Bento XVI também o confirmaram, incluindo na série de doutoras os nomes de outras mulheres, Santa Teresa de Lisieux e Hildegarda de Bingen”, afirmou o Papa. 

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Os riscos de dois artistas a desenhar igrejas modernas

In Memoriam
António Freitas Leal (1927-2018) e António Flores Ribeiro (1934-2018)



Texto de João Alves da Cunha

Nos últimos tempos vimos partir dois importantes nomes da arquitetura religiosa em Portugal, António de Freitas Leal e António Flores Ribeiro. Dois colegas, dois amigos, que dedicaram a maior parte da sua vida à construção de igrejas modernas fiéis ao espírito do Concílio Vaticano II. Pela sua dedicação e trabalho no MRAR – Movimento de Renovação de Arte Religiosa e no SNIP – Secretariado das Novas Igrejas do Patriarcado, o património arquitetónico religioso em Portugal dos últimos 60 anos muito deve à sua reflexão e ao risco de suas mãos.

António Aires de Freitas Leal

Nasceu no Funchal em 1927. Em 1950 frequentou o curso de Sociologia e Ordenamento de Território da “Économie et Humanisme”, em L’Arbresle, Lyon. Participou no 1º Congresso dos Universitários Católicos, realizado em Lisboa em 1953, onde apresentou, juntamente com José Pedro Martins Barata, uma comunicação intitulada “Natureza e espiritualidade da profissão de arquiteto” (1). No ano letivo de 1953-45 organizou para os estudantes de Arquitetura um curso de Habitação e Urbanismo, e no ano seguinte lecionou a cadeira de Higiene e Urbanismo no Instituto de Serviço Social de Lisboa. Entre 1954 e 1957 foi professor contratado da Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa.
(O texto pode continuar a ser lido aqui)

Foto: Igreja de Santo António de Moscavide (reproduzida daqui)



segunda-feira, 16 de julho de 2018

Nascida como um oásis na cidade


Agenda

Foto ao lado : Igreja de Nossa Senhora da Conceição, dos Olivais Sul, em Lisboa (reproduzida daqui)

Nasceu como um oásis. Isto é, “um conjunto de instalações, dificilmente definível como edifício, vivendo por si próprio e por si próprio possibilitando uma maneira de viver”. Era assim que o arquitecto Pedro Vieira de Almeida definia, em 1970, a nova igreja e complexo paroquial dos Olivais Sul, em Lisboa, onde a invenção pretendia ser “um sistema e não uma forma”. Trinta anos depois da dedicação da igreja (em 1988), aquele espaço será objecto de um debate nesta terça-feira, dia 17 de Julho, às 21h30, com a participação do arquitecto Gonçalo Byrne.
O mote para a conversa será Passado, Presente, Futuro: Oportunidades. Fruto de um concurso de arquitectura lançado em 1969 e construído na década de 1980, o complexo (apenas parcialmente concluído) implanta-se sobre uma pequena encosta no moderno bairro de Olivais Sul (Lisboa). O volume caracteriza-se pela sua horizontalidade, apresentando-se mais como uma estrutura ao serviço da comunidade do que como referência arquitectónica dominante no território, numa interpretação muito concreta dos princípios de integração de uma igreja na cidade, no pós-Concílio Vaticano II (1962-65).
Concluída pelo Secretariado das Novas Igrejas do Patriarcado, a igreja celebra este ano os 30 anos da sua dedicação, pretexto para esta iniciativa, organizada pelo Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa e a Paróquia de Olivais Sul.
Também no próximo sábado, 21 de Julho, às 21h30, será apresentado o documentário A espessura da luz, de João Valério, Sofia Almeida e Tiago Santos, sobre o projecto e construção da igreja de Olivais Sul. Em ambos os casos, as iniciativas decorrem na igreja dos Olivais Sul, com entrada gratuita. O filme de apresentação do documentário pode ser visto a seguir. 




sexta-feira, 11 de maio de 2018

Os dominicanos, a arte e a modernidade

Exposição e Agenda



Claustro do Convento de São Domingos, em Lisboa, com o interior da igreja ao fundo 
(arquitectos José Fernando Gonçalves e Paulo Providência); 
(foto © Francisco Marujo)
as fotos deste texto são de peças que podem ser vistas na exposição

Será um momento irrepetível: cinco nomes da arquitectura, que já deixaram marcas importantes na arquitecura portuguesa e, em especial, em obras encomendadas pela Ordem dos Pregadores (Dominicanos) estarão este sábado, dia 12, a partir das 16h, num debate com o título Diálogos com a Modernidade. São eles Diogo Lino Pimentel, autor da Capela do Seminário do Olival (Aldeia Nova, Ourém, 1964-67), Luiz Cunha, que desenhou o Convento de Nossa Senhora do Rosário (Fátima, 1962-65), José Fernando Gonçalves e Paulo Providência, autores do Convento de São Domingos (Lisboa) e João de Almeida, que trabalhou com o padre dominicano francês Marie-Alain Couturier (1897-1954), responsável da revista L’Art Sacré, símbolo da renovação artística em França. A conversa, que terei o gosto de moderar, terá ainda a participação de frei Bento Domingues, que tem acompanhado os movimentos de renovação da arquitectura e da arte religiosa desde a segunda metade do século XX. Diogo Pimentel, Luiz Cunha e João de Almeida integraram também o Movimento de Renovação da Arte Religiosa (MRAR), que teve uma importância decisiva nas mudanças ocorridas em Portugal, neste âmbito, nas décadas de 1950-70. 
O debate é uma das actividades paralelas à exposição Dominicanos – Arte e arquitectura portuguesa; Diálogos com a modernidade, patente no Convento de São Domingos (Lisboa), até 10 de Junho. Mas a exposição, além de mostrar peças de arte, desenhos e maquetes, faz do próprio convento um dos seus objectos, como se diz nesta reportagem do Público (sobre o convento e a sua arquitectura, publiquei no livro Vidas de Deus na Terra dos Homens, ed. Círculo de Leitores, 1999, um texto que pode ser lido aqui).
Organizada pelo Centro de Estudos de História Religiosa, da Universidade Católica Portuguesa (CEHR-UCP), e pelo Instituto São Tomás de Aquino, da Província Portuguesa da Ordem dos Pregadores, a exposição tem curadoria pelos arquitectos João Alves da Cunha (CEHR-UCP), João Luís Marques (CEAU-Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto), Paulo Miranda (ISCTE-IUL) e Pedro Castro Cruz. Esta exposição insere-se ainda no programa das comemorações dos 800 anos da Ordem dos Pregadores, que em Portugal incluiu a organização de três jornadas de estudo, das quais resultou já um livro de actas. 
(foto acima, à direita: São Domingos, de José Grave, escultura do Convento dominicano de Fátima. 
Foto © Francisco Marujo) 


Um percurso agitado

Na apresentação da exposição, pode ler-se o seguinte texto: 

No século XX, a arte e a arquitetura religiosa conheceram um percurso agitado como nenhum outro na sua já longa história. Num tempo em que a modernidade desafiou as respostas conservadoras, reivindicando o seu lugar na história e na vida da Igreja, a Ordem de São Domingos participou ativamente neste processo, tendo a sua ação dado origem a algumas das mais emblemáticas obras da história da arte religiosa moderna.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Os 50 anos da igreja do seminário da Luz

Agenda



Igreja do Seminário da Luz (foto reproduzida daqui)

Os 50 anos da igreja do Seminário da Luz (Lisboa), da Ordem dos Frades Menores, ou franciscanos, são o pretexto para um ciclo de três conferências a realizar durante os próximos meses e que culminam com a edição de um livro sobre a mesma. Amanhã, dia 16, às 21h (com entrada pelo Largo da Luz, 11) realiza-se a primeira conferência, na qual o arquitecto João Alves da Cunha falará sobre a história e arquitectura da igreja e o curador e professor universitário Paulo Pires do Vale abordará o património artístico: vitrais, betão e alfaias litúrgicas. As outras conferências decorrerão a 16 de Junho (sobre o palácio e os jardins do seminário) e a 12 de Outubro (sobre pessoas e percursos pelo seminário). A edição do livro está prevista para 8 de Dezembro.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Arquitectura para uma Igreja serva e pobre

Agenda


No próximo sábado, a sede nacional da Ordem dos Arquitectos acolhe a jornada Liturgia, arte e arquitectura, dedicada ao tema Arquitectura para uma “Igreja pobre e servidora”.
“Os arquitectos são os primeiros responsáveis pela definição da identidade formal de uma igreja, mas esta é também determinada e muito por quem a promove, assim saiba programar e definir objectivos”, lê-se no texto de apresentação da iniciativa. “Se hoje muito se pratica uma arquitectura-espetáculo, é bom que as novas igrejas, pelo contrário, assumam outra linguagem e se apresentem humildemente como arquitectura de serviço e acolhimento. Assim, a arquitectura que recebe ‘aqueles que se reúnem em Seu nome’ deverá ser reconhecida, já não pela ostentação que outros tempos atribuíram à ‘Casa de Deus’, mas pela simplicidade da casa de oração da comunidade cristã.”
O mesmo texto acrescenta:
“Em 1962, os Padres Conciliares, numa mensagem dirigida à Humanidade na abertura do Concílio Vaticano II, afirmaram: ‘Não é verdade que por estarmos ligados a Cristo estamos dispensados das tarefas e obrigações terrenas. Pelo contrário, a Fé, a Esperança e o Amor de Cristo levam-nos a servir os nossos irmãos, e assim seguimos o exemplo do Divino Mestre, que «veio para servir e não para ser servido“ (Mt20, 28). Deste modo, também a Igreja não nasceu para dominar mas para servir.’

domingo, 28 de junho de 2015

Sem mulher nem filhos, junto de uma capela encantada

Reportagem

Um padre invisual, pároco de uma aldeia; outro, trabalhando como enfermeiro no Hospital de São João; ambos passaram pelo Seminário Conciliar de Braga, local de formação do clero da diocese, onde também se aprende a cantar, se pratica futebol, se fala de arte e liturgia e se escreve e publica nas redes sociais. A reportagem de Manuel Vilas Boas, que passou este fim-de-semana na TSF, registou que ali se tentam formar “pastores nómadas” e peregrinos, que saibam entender os sinais deste tempo. A reportagem Sem mulher nem filhos pode ser escutada aqui.

Na reportagem fala-se também da capela Árvore da Vida, que foi construída dentro do seminário e que recebeu já várias distinções internacionais de arquitectura. A 11 de Setembro de 2011, publiquei na revista Pública um texto sobre A capela encantada de Braga, dedicado em exclusivo a este espaço, e acompanhado de fotos de Daniel Rocha, e que a seguir reproduzo:

A capela encantada de Braga


(fotos © Daniel Rocha)

É a Árvore da Vida. A madeira contorce-se, mostra as suas feridas, "como uma pessoa". Esta capela pode ser um jardim, um bosque ou uma avalanche de metáforas. Desde logo, uma metáfora de luz. E um jogo de sombras, alusivo à criação do mundo. Vinte toneladas de madeira, sem pregos.
Será uma cabana? Um barco? Um favo de mel? Talvez um abrigo? Uma caixa de luz? Um bosque? Há uma capela encantada no meio do Seminário Conciliar de Braga. São 20 toneladas de madeira que escrevem todo um tratado de teologia e beleza. E que permitem uma experiência estética de espanto.
Esta capela também se transforma numa grande estante, onde se podem abrigar livros de canto, de oração ou de liturgia, colocando-os no intervalo das lamelas. Ela é, ainda, um jogo de luz permanente, tricotando rendas, traços, sombras, redes, puzzles, desenhos inesperados... E, sim, pode visitar-se.
"Quando começámos a pensar no trabalho, sabíamos o que não queríamos: que o espaço fosse reconhecido como capela apenas por ter um altar e um ambão", diz à Pública o arquitecto António Jorge Fontes, que, com o irmão André Fontes, é autor do projecto.
Claro que nada há mais fácil do que projectar uma igreja: uma nave central, um altar para a mesa da celebração, um ambão para a leitura dos textos, algumas peças mais que fazem o conjunto. Diga-se de outro modo: nada há mais difícil do que projectar uma igreja, que conceber um espaço que remeta para o sagrado. E que o faça a partir de elementos singelos como uma mesa de altar, uma estante de leitura e pouco mais.
No caso da capela Árvore da Vida - iremos depois às razões do nome - do Seminário de Braga, o que constrói a ideia de capela é mesmo o espaço, diz António Jorge Fontes. Não há um adro, mas ele existe. Não há portas, mas estão lá duas. Não há uma cúpula, mas insinua-se uma.
Entra-se assim: podemos vir de baixo, da igreja de S. Paulo (que foi renovada com uma colecção de telas de Ilda David" sobre a vida do apóstolo) e, um piso acima, da capela São Pedro e São Paulo, o grande espaço litúrgico do seminário, que também já foi objecto de reforma espacial. Subimos em direcção ao primeiro piso. Duas janelas de vidro, grandes, a meio da escada, permitem ver o jardim que mais tarde será também trabalhado. E possibilita a entrada de luz que irá brincar com claridades e sombras no interior da capela. Uma porta pesada, sem verniz, para deixar a madeira respirar, dá acesso a um corredor do seminário.
Ou será um átrio? É uma caixa que envolve outra, a da capela propriamente dita. É um lugar de passagem, para o qual convergem mais duas portas que permitem idas e vindas para os quartos dos seminaristas. Aqui se faz um adro, com chão e paredes em microcimento, com relevos insinuados. Como lava informe, um caos.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Um circuito temático pela arquitectura religiosa contemporânea da diocese do Porto

Agenda

No próximo sábado, 20 de Junho, um grupo de jovens arquitectos interessados na temática da arquitectura religiosa contemporânea propõe um dia de visitas a igrejas modernas na diocese do Porto. Entre elas, o Complexo Paroquial da Boavista (Porto, 1974-99) e o Santuário de Santo António (Vale de Cambra, 1986-93), ambos projectados pelo arquitecto Agostinho Ricca, cujo centenário do nascimento se comemora este ano.
Estes dois edifícios, encomendados nas décadas de 1970 e 1980, respectivamente, são “obras de excelência de um autor cujo percurso ímpar ressalta no panorama da renovação da arquitectura religiosa moderna realizada em Portugal na segunda metade do século XX”, diz João Alves da Cunha, um dos organizadores do programa do próximo sábado.
O dia prevê ainda um percurso através de obras de Fernando Távora (Igreja de S. João de Ver, 1959-2008), Álvaro Siza (Centro Paroquial de Matosinhos, 1956-59), Luís Cunha (Centro de Caridade Perpétuo Socorro, Porto, 1964-73) e Fernando Abrunhosa de Brito e Manuel Magalhães (Seminário da Boa Nova, Valadares, 1967-69, na foto em cima, à direita, da autoria de Daniel Rocha).
“O conjunto das obras seleccionadas é um património diversificado e pouco conhecido que testemunha a participação da Igreja na construção da cidade”, nota João Alves da Cunha. “A expressão dos edifícios e a natureza dos programas espelham novos entendimentos sobre o lugar da igreja na urbe. São obras idealizadas por arquitectos formados nas Belas Artes do Porto que, com a obra sonhada e construída, conquistaram a modernidade para a arte ao serviço da Igreja.”
As visitas, com inscrição obrigatória aqui, terão início às 9h30, junto da igreja Nossa Senhora da Boavista, na Rua Azevedo Coutinho (Foco). Há diferentes possibilidades de inscrição, que podem ser consultadas na mesma página. O regresso à igreja de Nossa Senhora da Boavista está previsto para as 18h00 e no mesmo local realiza-se, às 21h30, uma conferência com entrada livre, sobre a obra do arquitecto Agostinho Ricca e o complexo paroquial da Boavista. Intervêm nesta sessão os arquitectos João Alves da Cunha, Helena Peixoto e João Luís Marques.


Este é o terceiro roteiro ao redor da arquitectura religiosa contemporânea, organizado pelos arquitectos João Luís Marques, João Alves da Cunha e Madalena Mariz Rodrigues. Em 2013, o primeiro percurso, à volta de Lisboa, inclui igrejas projectadas por João de Almeida (Paço de Arcos, 1969), Pedro Vieira de Almeida (Brandoa, 1989), Miguel Pimentel (Carnaxide, 1995) e Roseta Vaz Milheiro (Galiza, Cascais, 2009). Em 2014, o segundo percurso incluiu algumas das igrejas realizadas pelo SNIP (Secretariado das Novas Igrejas do Patriarcado de Lisboa) para a região do Oeste entre 1975 e 1995, em que se destacaram as recuperações e ampliações realizadas pelos arquitectos Diogo Lino Pimentel e António Flores Ribeiro (Runa, 1975 e Ramalhal, 1983).
Mais informações, incluindo o programa completo do dia, podem ser encontradas na já referida página da iniciativa.