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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Está a ser notícia

GULAG – Assim classifica um comentário no The New York Times a situação dos muçulmanos na China, especialmente da minoria Uigur, com a campanha de prisões de “reeducação” que tem vindo a ser levada a cabo pelas autoridades do país.

BELÉM – A Autoridade Palestiniana foi o primeiro contribuinte para o projeto de restauração da Basílica da Natividadeem Belém, na Cisjordânia. Um gesto simbólico mas também interessado no potencial turístico do edifício, na leitura feita por Le Monde.

MONJAS – Um trabalho da Associated Press vem dar âmbito mais largo às denúncias de abusos sexuais de membros do clero católico sobre freiras e monjas, em dioceses da Índia.

ORTODOXOS – O processo de ‘autocefalia’ da igreja ortodoxa da Ucrânia foi considerada “ilegítima” e “nula” pelo patriarca Cirilo, de Moscovo, numa carta dura que dirigiu ao patriarca ecuménico Bartolomeu, de Constantinopla, que apoia o processo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

China acusada de criar campos de concentração para muçulmanos uigures

Texto de Maria Wilton


São cada vez mais as denúncias de que muçulmanos uigures e do Turquestão (China) têm sido perseguidos, detidos e mesmo encaminhados para campos próprios para o efeito. Ainda mais graves são as fortes indicações de que, para além de detidos, os uigures têm sido obrigados a trabalhos forçados, como se estivessem em campos de concentração.
Os Uigures são uma etnia maioritariamente muçulmana com cerca de 11 milhões de pessoas que vivem na região autónoma de Xinjiang (noroeste da China). Consideram-se cultural e etnicamente semelhantes a várias nações da Ásia central e a sua língua é parecida com o turco.
Há muito tempo que a China tenta restringir a prática do islão e manter um punho de ferro sobre Xinjiang. Nas últimas décadas, uma migração em massa dos chineses han (a maioria étnica do país) para esta região tem colocado as vidas e cultura dos uigures sob ameaça. Tensões económicas e étnicas têm crescido entre os uigures e os han, culminando muitas vezes em protestos e ataques violentos de grupos extremistas.
Em resposta aos ataques, o Governo chinês pôs em vigor medidas extremas na comunidade de Xinjiang: maior policiamento, câmaras de vigilância e detenções. A medida mais controversa foi a detenção, por tempo indefinido, de um milhão de uigures em “centros de treino político”: em agosto de 2018, a Comissão dos Direitos Humanos (CDH), das Nações Unidas, disse ter testemunhos credíveis de que a China tinha tornado a região dos uigures em algo que se assemelhava a um campo de internamento gigante.
Nos campos, as pessoas são obrigadas a aprender mandarim, a jurar lealdade ao Presidente Xi Jinping e a renunciar à sua fé. Adicionalmente, cantam hinos que enaltecem o Partido Comunista Chinês, escrevem ensaios de autocrítica e, em casos mais extremos, são torturados. A BBC entrevistou Omir, um dos ex-prisioneiros que conseguiu sair para outros países e contou o tormento que lá sofreu: “Não me deixavam dormir. Penduravam-me durante horas e batiam-me. Tinham muitos instrumentos de tortura que colocavam ao pé de mim, prontos a utilizar. Conseguia ouvir outras pessoas a gritar nas suas celas.” 

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Acordo entre a China e a Santa Sé: modelo vietnamita (e português?), “muito mais” que uma concordata

Texto de António Marujo



(Foto reproduzida daqui

“O que foi assinado sábado passado, dia 22 de Setembro, “não foi uma concordata entre a Santa Sé e a China: é muito mais”. A afirmação é do historiador italiano Alberto Melloni, professor da Universidade de Modena-Reggio Emilia e director da Fundação de Ciências Religiosas João XXIII, de Bolonha, num artigo publicado no La Repubblica, logo no domingo (e traduzido para português na Unisinos). 
Apesar de ainda não se conhecerem em detalhe os termos do acordo, sabe-se que ele permite ao Papa e ao Vaticano interferir na escolha dos bispos e, ao mesmo tempo, integrar numa única hierarquia católica oito bispos que tinham sido ordenados à revelia da Santa Sé e que, por esse facto, estavam excomungados. 
Em vez de uma concordata, continua Melloni, a diplomacia vaticana, desde o Papa João XXIII até agora, “aprendeu que, com qualquer instrumento diplomático, pode dar muito”, quando activa a comunhão das Igrejas e a comunhão dos bispos. “E o ‘acordo secreto’ entre a China e a Santa Sé é um grande serviço à comunhão. A questão da eleição dos bispos que criou não duas Igrejas, mas sim três hierarquias: uma que agrada o governo, por ter surgido a partir de uma escolha interna ao país; a outra em comunhão com Roma; e uma terceira cada vez mais vasta com a qual se convergia”, acrescenta o historiador.
Luis Badilla, no Il Sismografo, retoma a ideia do desconhecimento do texto, para citar uma frase do Papa na sua visita à Lituânia, também no sábado: “‘Não é possível caminhar sozinhos. Às vezes é necessário arriscar juntos’: disse o Papa Francisco aos jovens lituanos no Encontro de Vilnius, no sábado. Palavras úteis para ler o acordo entre a China e o Vaticano.”
O padre português Peter Stilwell, reitor da Universidade de São José, em Macau (a única universidade católica na China continental), concedeu uma curta entrevista ao DN, na qual considera que o acordo “é um grande desafio” à Igreja e aos católicos chineses, “que é o de criar condições para as duas comunidades, a comunidade clandestina e da Igreja patriótica, como é chamada, viverem e trabalharem juntas. Têm sido anos de separação e não será fácil a relação entre as duas partes.” 
Stilwell acrescenta que, mesmo apesar da oposição de alguns sectores – com o cardeal Zen, arcebispo emérito de Hong Kong à cabeça – ele é positivo: “Há que abrir espaço para que as duas comunidades se possam encontrar. É um trabalho de longo prazo, que se vai fazendo. Será positivo para a Igreja na China se, decorrente do acordo, for possível que os bispos se possam deslocar para os encontros internacionais, em que bispos de todo o mundo se encontram e trocam impressões. E será positivo até mesmo para a China em geral.” (Podem ler-se e ouvir-se também algumas declarações de Peter Stilwell à Rádio Renascença)
Aliás, esta notícia surge num momento em que se verifica uma vaga de atentados à liberdade religiosa na China, quer contra cristãos quer contra muçulmanos ou budistas. 

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Um milhão de Bíblias para a China

Durante a sua meditação de sábado à noite, o irmão Alois, de Taizé, anunciou que os primeiros cem mil exemplares do milhão de Bíblias que a comunidade monástica ecuménica de Taizé está a fazer imprimir para a China começam agora a ser distribuídos através do país: “Assumimos a iniciativa de imprimir e distribuir um milhão de Bíblias na China. As primeiras cem mil já foram impressas e começam a ser distribuídas na Páscoa... É uma forma de apoiarmos os cristãos deste grande país.”

A impressão desta edição, segundo a tradução franciscana "Studium Biblicum", com introduções e notas, foi feita em Nanjing. Os restantes novecentos mil exemplares serão enviados para toda a China ao longo dos anos de 2009 e 2010. O papel é fornecido pela United Bible Societies (Sociedade Bíblica). Na China, os responsáveis da Igreja encorajam a leitura da Bíblia, sobretudo junto dos jovens, dos catecúmenos e dos novos crentes. Taizé procura apoiá-los através desta edição.


O irmão Alois também quis partilhar uma preocupação: "Para o conseguirmos realizar, precisamos da ajuda financeira daqueles que puderem apoiar este projecto." É possível contribuir para esta iniciativa de Taizé fazendo uma transferência bancária para: Opération Espérance, IBAN: FR76 30003 01212 00037260029 02, SWIFT: SOGEFRPP. Mais informações em Operação Esperança: http://www.taize.fr/pt_article602.html
(Fonte: Taizé)

terça-feira, 24 de março de 2009

Dalai Lama e África do Sul: onde já vimos isto?

A conferência sobre a paz que se iria realizar na África do Sul com a presença do Dalai Lama foi suspensa, porque o Governo do país não concedeu o visto ao líder religioso tibetano. O arcebispo anglicano Desmond Tutu e o último Presidente do regime do apartheid, Frederik de Klerk (ironia das ironias!), retiraram-se ambos da conferência em protesto pela não concessão do visto, depois de pressões do Governo chinês.

Nelson Mandela deve estar a perguntar-se se foi para isto que abriu o seu país à democracia e ao respeito pelos direitos humanos.

Vale a pena indignarmo-nos em demasia? Das duas vezes que esteve em Portugal, o Dalai Lama teve que se encontrar meio às escondidas com presidentes e deputados, também com medo de que o Governo da China descobrisse que os líderes políticos portugueses se andavam a encontrar com um perigoso pacifista e defensor dos direitos humanos.