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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Papa Francisco: É inaceitável culpar os migrantes de todos os males

Texto de Maria Wilton
Ilustração © Cristina Sampaio




“A escalada em termos de intimidação, bem como a proliferação descontrolada das armas são contrárias à moral e à busca duma verdadeira concórdia. O terror exercido sobre as pessoas mais vulneráveis contribui para o exílio de populações inteiras à procura duma terra de paz. Não são sustentáveis os discursos políticos que tendem a acusar os migrantes de todos os males e a privar os pobres da esperança”, escreve o Papa Francisco, na sua mensagem para o 52.ºDia Mundial da Paz, que será celebrado no próximo dia 1 de janeiro de 2019.
Divulgada em pleno Dia Internacional dos Migrantes, proposto pelas Nações Unidas, a mensagem do Papa argentino tem como tema a “boa política ao serviço da paz”, reflectindo sobre as “virtudes” e os “vícios” da política – como a corrupção, a xenofobia e o racismo. No documento, Francisco rejeita a guerra e a estratégia de medo utilizada por alguns políticos e mostra o seu apoio aos migrantes, dizendo: “A boa política está ao serviço da paz; respeita e promove direitos humanos fundamentais (…), para que se teça um laço de confiança e gratidão entre gerações do presente e as futuras.”
O Papa Francisco, que celebrou o seu 82º aniversário segunda-feira,17de dezembro, lembra que todas as eleições e fases da vida pública são uma oportunidade para retornar aos pontos de referência que inspiram a justiça e a lei. Falando especificamente dos jovens, o pontífice lembra como os mesmos podem perder confiança no poder político quando este protege apenas os mais privilegiados. E continua: “Quando a política se traduz, concretamente, no encorajamento dos talentos juvenis e das vocações que requerem a sua realização, a paz propaga-se nas consciências e nos rostos. Torna-se uma confiança dinâmica, que significa «fio-me de ti e creio contigo» na possibilidade de trabalharmos juntos pelo bem comum.”
A propósito deste dia do migrante, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, divulgou também uma mensagem, que convida a comunidade mundial a refletir sobre o tópico: “A migração é um poderoso motor de crescimento económico, dinamismo e compreensão. (…) Mas, quando mal regulada, pode intensificar divisões dentro e entre sociedades e expor as pessoas a exploração e abuso, retirando fé aos governos.” 
Neste âmbito, o antigo primeiro-ministro português falou do Global Compact, uma iniciativa proposta pela Organização das Nações Unidas que encoraja empresas a adotar políticas de responsabilidade social corporativa e sustentabilidade.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Refugiados: o Papa e os pactos, os encalhados e os rohyngia, e as fotos de “nós, os muçulmanos”

 
 A família Dabbah, "encalhada" na Turquia, 
que aguarda a possibilidade de viver em Portugal, 
uma das histórias da reportagem de Catarina Santos na Renascença, citada no final

O Papa Francisco deseja que, durante o ano de 2018, se consigam definir e aprovar dois pactos mundiais: um para migrações seguras, ordenadas e regulares, outro referido aos refugiados. O anseio é manifestado na sua mensagem para o 51º Dia Mundial da Paz, que a Igreja Católica assinala depois de amanhã, dia 1 de Janeiro. Desta vez, o texto é dedicado ao tema Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz
É importante que tais documentos “sejam inspirados por sentimentos de compaixão, clarividência e coragem, de modo a aproveitar todas as ocasiões para fazer avançar a construção da paz: só assim o necessário realismo da política internacional não se tornará uma capitulação ao cinismo e à globalização da indiferença”, acrescenta o Papa.
Na mensagem, disponível aqui na íntegra, Francisco recorda os “mais de 250 milhões de migrantes no mundo, dos quais 22 milhões e meio são refugiados” (os números do Alto Comissariado das Nações Unidas apontavam, em 2016, para mais de 60 milhões de refugiados e deslocados internos no mundo). E diz que eles são mulheres e homens que apenas buscam um lugar para viver em paz. “Para o encontrar, muitos deles estão prontos a arriscar a vida numa viagem que se revela, em grande parte dos casos, longa e perigosa, a sujeitar-se a fadigas e sofrimentos, a enfrentar arames farpados e muros erguidos para os manter longe da meta.”
As pessoas fogem de conflitos armados, mas também levadas pelo “desejo de uma vida melhor, unido muitas vezes ao intento de deixar para trás o ‘desespero’ de um futuro impossível de construir”. E se a maioria o faz através de um percurso legal, “há quem tome outros caminhos, sobretudo por causa do desespero, quando a pátria não lhes oferece segurança nem oportunidades, e todas as vias legais parecem impraticáveis, bloqueadas ou demasiado lentas”.
O Papa contesta a retórica, largamente generalizada em muitos países de destino, “que enfatiza os riscos para a segurança nacional ou o peso do acolhimento dos recém-chegados, desprezando assim a dignidade humana que se deve reconhecer a todos, enquanto filhos e filhas de Deus.”
Num comentário à mensagem, publicado no National Catholic Reporter, que pode ser lido aqui em inglês, Tony Magliano afirma que “numerosos estudos indicam que a imigração traz o crime”, referindo concretamente a realidade dos Estados Unidos – e que se confirma também em muitos outros países. Pelo contrário: “A maior parte dos dados revelam que, em média, quando a imigração aumenta, o crime diminui.”
Acrescenta o Papa: “Quem fomenta o medo contra os migrantes, talvez com fins políticos, em vez de construir a paz, semeia violência, discriminação racial e xenofobia, que são fonte de grande preocupação para quantos têm a peito a tutela de todos os seres humanos.”

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Um ecumenismo de socorro

Crónicas


Na sua crónica de ontem no Público, sob o título Consciência ecuménica, consciência baptismal, frei Bento Domingues escreve sobre a urgência de um “ecumenismo global de socorro”:

A maioria dos cristãos nada sabe das outras tradições eclesiais, a não ser os lugares-comuns de desconfiança mútua, transmitidos em casa ou nas igrejas. A verdadeira falta de ecumenismo entre as igrejas cristãs é uma falta de cristianismo e não apenas de inconvenientes a propósito de baptismos e casamentos que se resolvem de forma mais ou menos burocrática.
Em certas zonas do mundo, o cenário é devastador: matam-se os cristãos sem perguntar pela identidade eclesial. O cristianismo está a ser completamente eliminado. É urgente um ecumenismo global de socorro.

(o texto integral pode ser lido aqui)

No domingo anterior, com o título Um Papa anticlerical?, escrevia frei Bento Domingues:

Veio o Papa Francisco. Como já disse noutras ocasiões, não apareceu com o Direito Canónico na mão, para dizer o que era para continuar na mesma e o que era para reformar, como se fosse um burocrata. Veio participar numa reforma que envolvesse a Igreja toda, embora destacando responsabilidades e neutralizando forças de obstrução. Não no estilo de mandar fazer. Começou por ser ele a agir conforme aquilo que depois tem vindo a propor, em diversas circunstâncias. (...) Em todas as ocasiões denuncia o clericalismo, com expressões tais que levam alguns a julgar que pertence a uma organização anticlerical! O Papa perdeu a devoção aos monsenhores. Pobres daqueles que já se julgavam na calha.

(o texto integral pode ser lido aqui)

Da crónica da semana anterior, com o título Mensagem do Papa sobre a paz, já neste blogue se tinha destacado uma pergunta:

Bergoglio criou um problema que não sei como o irá resolver: não se cansa de denunciar a economia que mata. Que poderá ele fazer para que nas instituições universitárias católicas, o ensino no campo da economia, da finança, da gestão, da política não só denuncie e recuse qualquer tipo de participação nesse homicídio, mas sobretudo, que poderá ele fazer para que os professores e alunos dessas instituições investiguem e façam propostas que sirvam a fraternidade como fundamento e caminho da paz?

O texto completo dessa crónica pode ser lido aqui.

(ilustração reproduzida daqui)


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Desejar a Paz?

"Será legítimo duvidar da utilidade da oração para a construção da Paz quando se sabe que a religião também alimenta o conflito e a violência. E o desejo? Pode o desejo de Paz ser transversal?

(...) O pano de fundo da mensagem foi a Paz. Tirando os olhos do papel, numa ideia Urbi et Orbi que lhe veio no improviso da consciência, convidou os “não crentes” a juntarem-se “com o desejo” às orações dos crentes pela Paz. “Com a oração ou com o desejo, mas todos pela Paz”, construindo vias de diálogo. Como interpretar este apelo [do Papa] à sintonia entre o desejo e a oração?"

Pode ler aqui, na íntegra, a crónica publicada na SIC Online

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Fraternidade, fundamento e caminho para a paz

A primeira mensagem do Papa Francisco para o Da Mundial da Paz, neste 1 de Janeiro de 2014, é dedicada ao tema “Fraternidade, fundamento e caminho para a paz”. Ficam, a seguir, alguns excertos de um documento que pode ser lido na íntegra aqui.

A fraternidade é uma dimensão essencial do homem, sendo ele um ser relacional. A consciência viva desta dimensão relacional leva-nos a ver e tratar cada pessoa como uma verdadeira irmã e um verdadeiro irmão; sem tal consciência, torna-se impossível a construção duma sociedade justa, duma paz firme e duradoura. E convém desde já lembrar que a fraternidade se começa a aprender habitualmente no seio da família, graças sobretudo às funções responsáveis e complementares de todos os seus membros, mormente do pai e da mãe. A família é a fonte de toda a fraternidade, sendo por isso mesmo também o fundamento e o caminho primário para a paz, já que, por vocação, deveria contagiar o mundo com o seu amor. (...)
Em muitas partes do mundo, parece não conhecer tréguas a grave lesão dos direitos humanos fundamentais, sobretudo dos direitos à vida e à liberdade de religião. Exemplo preocupante disso mesmo é o dramático fenómeno do tráfico de seres humanos, sobre cuja vida e desespero especulam pessoas sem escrúpulos. Às guerras feitas de confrontos armados juntam-se guerras menos visíveis, mas não menos cruéis, que se combatem nos campos económico e financeiro com meios igualmente demolidores de vidas, de famílias, de empresas. (...)
Paulo VI afirma [na encíclica Populorum Progressio] que tanto as pessoas como as nações se devem encontrar num espírito de fraternidade. E explica: «Nesta compreensão e amizade mútuas, nesta comunhão sagrada, devemos (...) trabalhar juntos para construir o futuro comum da humanidade».[5] Este dever recai primariamente sobre os mais favorecidos. As suas obrigações radicam-se na fraternidade humana e sobrenatural, apresentando-se sob um tríplice aspecto: o dever de solidariedade, que exige que as nações ricas ajudem as menos avançadas; o dever de justiça social, que requer a reformulação em termos mais correctos das relações defeituosas entre povos fortes e povos fracos; o dever de caridade universal, que implica a promoção de um mundo mais humano para todos, um mundo onde todos tenham qualquer coisa a dar e a receber, sem que o progresso de uns seja obstáculo ao desenvolvimento dos outros. (...)
Além disso, se por um lado se verifica uma redução da pobreza absoluta, por outro não podemos deixar de reconhecer um grave aumento da pobreza relativa, isto é, de desigualdades entre pessoas e grupos que convivem numa região específica ou num determinado contexto histórico-cultural. Neste sentido, servem políticas eficazes que promovam o princípio da fraternidade, garantindo às pessoas – iguais na sua dignidade e nos seus direitos fundamentais – acesso aos «capitais», aos serviços, aos recursos educativos, sanitários e tecnológicos, para que cada uma delas tenha oportunidade de exprimir e realizar o seu projecto de vida e possa desenvolver-se plenamente como pessoa. (...)
Por último, há uma forma de promover a fraternidade – e, assim, vencer a pobreza – que deve estar na base de todas as outras. É o desapego vivido por quem escolhe estilos de vida sóbrios e essenciais, por quem, partilhando as suas riquezas, consegue assim experimentar a comunhão fraterna com os outros. Isto é fundamental, para seguir Jesus Cristo e ser verdadeiramente cristão. É o caso não só das pessoas consagradas que professam voto de pobreza, mas também de muitas famílias e tantos cidadãos responsáveis que acreditam firmemente que a relação fraterna com o próximo constitua o bem mais precioso. (...)
As sucessivas crises económicas devem levar a repensar adequadamente os modelos de desenvolvimento económico e a mudar os estilos de vida. A crise actual, com pesadas consequências na vida das pessoas, pode ser também uma ocasião propícia para recuperar as virtudes da prudência, temperança, justiça e fortaleza. Elas podem ajudar-nos a superar os momentos difíceis e a redescobrir os laços fraternos que nos unem uns aos outros, com a confiança profunda de que o homem tem necessidade e é capaz de algo mais do que a maximização do próprio lucro individual. As referidas virtudes são necessárias sobretudo para construir e manter uma sociedade à medida da dignidade humana. (...)

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O Papa no Ano Novo contra as "crescentes desigualdades"


O Papa Bento XVI referiu, na homilia da missa desta manhã, em Roma, que o mundo está marcado com “focos de tensão e conflito causados por crescentes desigualdades entre ricos e pobres, pelo predomínio duma mentalidade egoísta e individualista que se exprime inclusivamente por um capitalismo financeiro desregrado.
A afirmação na missa de Ano Novo retoma ideias da mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz, que a Igreja Católica propõe no início de cada ano. Nesse documento, o Papa fala também da “tarefa imensa de educar para a paz” em que as comunidades crentes estão envolvidas “de modo particular”.
Apesar dos problemas que as sociedades enfrentam, o Papa considerou “as inúmeras obras de paz, de que é rico o mundo, testemunham a vocação natural da humanidade à paz”. E acrescentou: “Em cada pessoa, o desejo de paz é uma aspiração essencial e coincide, de certo modo, com o anelo por uma vida humana plena, feliz e bem sucedida. Por outras palavras, o desejo de paz corresponde a um princípio moral fundamental, ou seja, ao dever-direito de um desenvolvimento integral, social, comunitário, e isto faz parte dos desígnios que Deus tem para o homem. Na verdade, o homem é feito para a paz, que é dom de Deus.”
Também na homilia da missa do Dia Mundial da Paz, o patriarca de Lisboa referiu as “leis fiscais que penalizam a família; a incapacidade de evitar que o drama do desemprego se abata sobre famílias inteiras” como dois factores que, somado às “leis permissivas que não valorizam o aprofundamento” dos valores constituivos da família, contribuem para o “período difícil” que estamos a viver. 

sábado, 15 de dezembro de 2012

Crescimento económico não pode ser à custa da função social do Estado, diz o Papa Bento XVI


 É o Papa Bento XVI quem o diz na mensagem para o Dia Mundial da Paz: “As ideologias do liberalismo radical e da tecnocracia insinuam, numa percentagem cada vez maior da opinião pública, a convicção de que o crescimento económico se deve conseguir mesmo à custa da erosão da função social do Estado e das redes de solidariedade da sociedade civil, bem como dos direitos e deveres sociais. Ora, há que considerar que estes direitos e deveres são fundamentais para a plena realização de outros, a começar pelos direitos civis e políticos.”
Uma primeira síntese deste importante documento do magistério papal – que nesta edição para 2013 se intitula “Bem-aventurados os obreiros da paz” – está disponível na agência Ecclesia. Mas pode adiantar-se que o Papa aponta como “prioritário o objetivo do acesso ao trabalho para todos”, um dos “direitos e deveres sociais atualmente mais ameaçados” e pede um novo modelo de desenvolvimento e “uma nova visão da economia”, criticando a perspectiva da “maximização do lucro e do consumo, numa óptica individualista e egoísta que pretendia avaliar as pessoas apenas pela sua capacidade de dar resposta às exigências da competitividade”.
O texto integral da mensagem pode ser lido aqui.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Papa quer revisão profunda do modelo de desenvolvimento

O Papa Bento XVI publicou terça-feira passada a sua mensagem para o Dia Mundial da Paz (próximo 1 de Janeiro). Dedicada ao tema “Se queres cultivar a paz, preserva a criação”, a publicação do texto coincidiu com os últimos dias da cimeira de Copenhaga, onde um eventual acordo eficaz parece ainda nublado (ver post anterior). A necessidade d erever o modelo de desnvolvimento já tinha sido defendida na encíclica Caritas in Veritate, mas para muitos sectores, memso no interior da Igreja Católica, esta é uma ideia que custa a ser assumida. O sistema económico que conhecemos é o responsável pela crise ecológica, diz também o Papa, mas muitos preferem ignorar essa ideia e sublinhar as frases mais anódinas dos textos do Papa. No Público, fiz uma síntese da mensagem da Paz, remetendo para o texto integral:

O Papa Bento XVI defende “uma revisão profunda e clarividente do modelo de desenvolvimento”. Na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, que se assinala a 1 de Janeiro próximo, o Papa acusa mesmo os países industrializados de serem responsáveis pela “crise ecológica” que se vive. E diz ser necessário “reflectir sobre o sentido da economia e dos seus objectivos, para corrigir as suas disfunções e deturpações”.

Depois de ter intensificado referências ao tema do ambiente e da ecologia, nas últimas semanas, a propósito da Cimeira de Copenhaga, Bento XVI vem agora defender a responsabilidade da preservação do ambiente, quer em relação às gerações futuras, quer “entre os indivíduos da mesma geração, especialmente nas relações entre os países em vias de desenvolvimento e os países altamente industrializados”.

Com o título “Se queres cultivar a paz, preserva a criação”, diz Bento XVI que é necessária uma “actividade económica mais respeitadora do ambiente”. E escreve: “O desenvolvimento humano integral está intimamente ligado com os deveres que nascem da relação do homem com o ambiente natural, considerado como uma dádiva de Deus para todos, cuja utilização comporta uma responsabilidade comum para com a humanidade inteira, especialmente os pobres e as gerações futuras.”

Não é a primeira vez que um Papa liga a questão da paz aos problemas ambientais. Já em 1990, o Papa João Paulo II escreveu a mensagem do Dia Mundial da Paz com o tema “Paz com Deus criador, paz com toda a criação”. A teologia cristã vem acentuando, desde há três décadas, a questão do cuidado com a criação. Bento XVI recorda que o seu antecessor previa já que a “exploração inconsiderada da natureza” traria o risco de tornar a humanidade “vítima dessa degradação”.

Nesta mensagem (disponível na íntegra aqui), o Papa enumera os problemas ambientais que se verificam. Entre outros, alterações climáticas, desertificação, poluição das águas, perda da biodiversidade, aumento de calamidades naturais, desflorestamento, refugiados ambientais.

“Trata-se de um conjunto de questões que têm um impacto profundo no exercício dos direitos humanos, como, por exemplo, o direito à vida, à alimentação, à saúde, ao desenvolvimento”, escreve.

As sociedades mais avançadas têm que favorecer também “comportamentos caracterizados pela sobriedade”, acrescenta ainda Bento XVI.

(Foto: Uma índia brasileira no rio Amazonas, durante o simpósio Religião, Ciência e Ambiente, realizado em Manaus, em 2006)