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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

De seita messiânica a Igreja Cristã – Os primeiros 100 anos do cristianismo

Agenda



Os Primeiros 100 Anos do Cristianismo. De seita messiânica a Igreja Cristãé o tema do encontro de formação que a Associação Fraternitas promove entre sexta, dia 5 (início às 15h) e domingo, 7 (termina com o almoço). O encontro, que decorre no Seminário Nossa Senhora de Fátima, dos padres Dehonianos (Largo Padre Adriano Pedrali, 1, em Alfragide, Amadora), será orientado pelo pastor Dimas Almeida, da Igreja Presbiteriana de Portugal, que tem estudado esse período inicial da formação da ecclesia
“As origens cristãs revestem-se de apaixonantes dimensões, não pela unanimidade das vozes (que nunca existiu), mas sim pela vivência de uma pluralidade fecunda”, lê-se no texto de apresentação do encontro, que adapta um texto de Henri Tincq publicado em Os Génios do Cristianismo(ed Gradiva). “Como é que a crença no Messias-Jesus, que caracterizou uma obscura seita judaica do século I, se foi transformando, nos seus primeiros cem anos, numa nova religião distinta do judaísmo? Como é que nos começos incertos vividos pelas primeiras comunidades se foi progressivamente tomando consciência da sua especificidade e identidade?”
A perguntas como estas procurará responder o itinerário proposto, que começará por abordar a pluralidade dos escritos sobre Jesus e a questão do cânone do Novo Testamento. Uma segunda etapa tratará dos diversos actores na progressiva autonomização da nova comunidade: a caracterização do judaísmo do início do século I, João Baptista e Jesus de Nazaré, a primeira comunidade de Jerusalém, os helenistas, Paulo de Tarso, João e Maria Madalena. 
“Jerusalém, a cidade santa, alarma-se com o proselitismo dos neocristãos da diáspora na Fenícia, em Chipre, na Síria”, explica ainda o documento de apresentação da iniciativa. “Para Pedro, Tiago e os outros discípulos que seguiram Jesus e mantêm a sua herança, a ideia de romper com o judaísmo é completamente estranha: […] eles continuam a ir diariamente ao Templo para as suas devoções, recitam os salmos de David e as Escrituras (ainda falta muito até que os Evangelhos sejam escritos), celebram anualmente a Páscoa judaica, praticam a circuncisão, rezam em hebreu e, mais frequentemente, na língua local aramaica (ámen, aleluia, hossana, marana-tha).