Texto de Maria Wilton
“Comportamentos mais ecológicos e força para resistir às seduções dos males
que afetam a nossa casa comum”, defende Manuela Silva
(foto © Maria Marujo)
Na crise ecológica que estamos a viver, os desafios com que nos confrontamos “são de tal ordem que precisamos mesmo de rezar a Deus, para que converta os nossos corações para termos comportamentos mais ecológicos e força para resistir às seduções dos males que afetam a nossa casa comum”.
A economista Manuela Silva,responsável da rede Cuidar da Casa Comum (CCC), que reúne pessoas individuais, instituições, organizações e grupos católicos e de outras igrejas cristãs, refere-se deste modo aos objetivos da vigília de oração que se realiza sexta-feira, 7 de setembro, às 21h, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus (R. Camilo Castelo Branco, ao Marquês de Pombal), em Lisboa.
A iniciativa, diz a economista, tem como objetivo a reflexão sobre a encíclica Laudato Si’, publicada pelo Papa Francisco em 2015, dedicada ao ambiente e ao “cuidado da casa comum”. O tempo de oração pretende sensibilizar para o conhecimento da encíclica, levando os cristãos a uma conversão ecológica, no sentido de “um estilo de vida que não seja predador nem excludente de grande parte da população e até de outros seres vivos”.
Há uma acrescida responsabilidade ecológica que os cristãos devem demonstrar, diz Manuela Silva: acreditar num Deus criador implica acreditar que este confiou à humanidade a tarefa de cuidar da criação e da “casa comum”.
Entre as propostas da CCC, estão os “focos de conversão ecológica”, pequenos grupos que pretendem alargar a sensibilização para as questões ambientais e ecológicas. “Os focos têm por missão escutar o grito da nossa Casa Comum ‘contra o mal que lhe provocamos’, identificar, na vida quotidiana, ‘o uso irresponsável’ dos bens da Terra”, lê-se na apresentação dos objetivos. Ao mesmo tempo, os focos propõem-se “criar no seio das respetivas comunidades “pontes de diálogo com vista à construção de uma ecologia integral, tanto no plano dos comportamentos individuais como nas opções e práticas das comunidades da sua área de influência”.
No próximo sábado, uma outra iniciativa, esta de caráter mundial, terá concretização também em três cidades portuguesas: às 17h, Lisboa (concentração no Cais do Sodré), Porto (Praça da Liberdade) e Faro (Largo da Sé) participam na Marcha Mundial do Clima.





