Texto de Maria Wilton
Quatro monumentos portugueses serão iluminados de vermelho, na quarta-feira, 28 de Novembro, a partir das 20h, como homenagem e recordação dos cristãos perseguidos em todo o mundo. Será uma Red Wednesday, quarta-feira vermelha para recordar pessoas vítimas de violências.
A Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), organização católica internacional dependente da Santa Sé e responsável pela iniciativa em Portugal, escolheu pela segunda vez o Santuário do Cristo-Rei (Almada) e a Basílica dos Congregados (Braga), que já se tinham iluminado este ano. Desta vez, a lista será acrescentada com o Mosteiro dos Jerónimos (Lisboa) e a Torre dos Clérigos (Porto). Em Fevereiro, os dois primeiros monumentos iluminaram-se como parte de uma jornada de oração e de sensibilização da opinião pública para a questão da perseguição aos cristãos que, na altura, juntou também o Coliseu de Roma, a Catedral maronita de Santo Elias, em Alepo (Síria), e a Igreja de São Paulo, em Mossul (Iraque).
Segundo Félix Lungu, porta-voz da AIS em Portugal, esta Red Wednesday é “uma forma de mostrar que Portugal também se importa com os direitos humanos”, e pretende “despertar para esta realidade”, já que a religião é um tema que “costuma ficar em segundo plano na agenda mediática”.
Na última sexta-feira, 23, a Basílica da Sagrada Família em Barcelona (Espanha) foi iluminada com o mesmo propósito, juntando-se a um leque de monumentos internacionais, que se iluminarão na ocasião mais propícia em cada país. Esta quarta-feira, além de Portugal, juntam-se a esta iniciativa países como o Reino Unido (Parlamento Britânico), Austrália, Irlanda e Estados Unidos, todos com o mesmo intuito de combater a indiferença perante a dramática realidade atual.
Segundo o relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, divulgado na semana passada pela AIS, estima-se que o número de cristãos perseguidos no mundo seja perto de 300 milhões. Isto significa que um em cada cinco cristãos reside em países onde há perseguição ou discriminação com base nas questões da fé. A falta de liberdade religiosa, relembra a AIS, apresenta por vezes contornos dramáticos, com pessoas, famílias e comunidades inteiras a sofrerem violência, terrorismo, ameaças, perseguição, prisão e até a morte.








