Os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (V)
A liberdade de imprensa no Bartoon do Público (23 de Abril de 2016)
© Luís Afonso
Texto de Fernando Sousa
“Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão”, diz a Declaração Universal dos Direitos Humanos, artigo 19. E, no entanto, este direito base da própria liberdade é um dos mais atropelados todos os dias segundo o mais recente relatório da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Aliás, o título do documento é elucidativo: “O ódio ao jornalismo ameaça as democracias”.
De Janeiro até Novembro de 2018, tinham sido mortos 63 jornalistas, para além de 13 profissionais informais e quatro colaboradores, escreve a organização. E na prisão, detidos ou condenados, estavam 165, mais 150 informais e ainda 18 colaboradores.
“A hostilidade dos dirigentes políticos em relação aos meios de comunicação já não é privilégio de países autoritários como a Turquia ou o Egipto, que mergulharam na ‘fobia dos meios de comunicação’ ao ponto de generalizarem as acusações de ‘terrorismo’ contra os jornalistas e de prenderem arbitrariamente os profissionais críticos dos seus governos”, acusa a RSF, que se debruçou sobre a situação em 180 países.
















