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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Papa Francisco e Eugenio Scalfari: a arte do diálogo

O título é roubado a Hans Kung, que esta quarta-feira comentava dessa forma no La Repubblica a entrevista publicada na véspera pelo jornal italiano.
O director do jornal, Eugenio Scalfari, estivera com o Papa Francisco uma semana antes. E concluía, após o colóquio: “Este é o Papa Francisco. Se a Igreja se tornar tal como Francisco a pensa e deseja, teremos uma mudança de era.”
Esta nova entrevista do Papa que nem gosta especialmente de entrevistas revela (mais do que as frases mais mediáticas sobre a Cúria ou o Vaticano), a vontade de alguém que insiste sobretudo em falar do que deve ser essencial na mensagem cristã – a pessoa de Jesus. E do modo como isso deve levar os crentes a entenderem-se com os não-crentes que, na cidade dos homens, querem uma outra forma de vida, com mais espaço para todos.
A entrevista surge no contexto da reunião que hoje termina no Vaticano, entre o Papa e os oito cardeais por ele chamados para o novo conselho de consultores, que ele pretende colocar a colaborar estreitamente com ele no governo da Igreja. Há dia, em passagem por Portugal, o cardeal Seán O’Malley, arcebispo de Boston, falava das expectativas de reforma da Igreja que esta reunião trazia – nomeadamente em termos de uma maior colegialidade e participação.
A entrevista publicada pelo La Repubblica sucede a uma troca de cartas entre Eugenio Scalfari e o Papa, publicada há poucas semanas pelo mesmo jornal. Scalfari começou por questionar o Papa, numa espécie de carta aberta, sobre a questão das reformas e o Papa tomou a iniciativa de responder ao director do jornal, manifestando-lhe também a sua vontade de se encontrar com ele.
O texto original da entrevista agora publicada pode ser encontrado aqui.
A tradução aqui utilizada, que apenas foi sujeita a uma pequena revisão, foi feita por Rui Pedro Vasconcelos, da Livraria Fundamentos, de Braga.