quarta-feira, 9 de março de 2011

Nova Evangelização - um inquérito no Religionline

O Papa Bento XVI decidiu dedicar ao tema da Nova Evangelização o Sínodo dos Bispos católicos de 2102, cujas Linhas de Orientação, ou "Lineamenta", acabam de ser divulgadas, no passado dia 3 de Março (sobre esse documento, já aqui se publicou um texto). Recentemente, o Papa criou também o novo Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização. E, em Portugal, a Conferência Episcopal decidiu lançar um processo para "Repensar Juntos a Pastoral" que procura dinamizar movimentos e grupos católicos na proposta de novos dinamismos para a Igreja.

Tendo estas motivações como pano de fundo, o Religionline promove, a partir de hoje, um inquérito sobre o tema da Nova Evangelização, expressão que tem ganho notoriedade no discurso católico das últimas três décadas. Pretendemos, deste modo, trazer ao debate um conjunto de questões que têm a ver com a presença do religioso e, concretamente, da experiência católica na sociedade portuguesa.

São cinco perguntas, que submetemos a um leque alargado de pessoas sensíveis à relação do catolicismo com a sociedade e cujas respostas irão sendo publicadas durante os próximos meses.

Começamos a publicação das respostas nesta Quarta-Feira de Cinzas, dia litúrgico que no calendário cristão marca o início da Quaresma, tempo que antecede e prepara a Páscoa e que os cristãos dedicam à revisão de vida.

AS PERGUNTAS DO INQUÉRITO:

1 - No decreto de criação do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, o Papa refere as "transformações sociais" das últimas décadas e as suas causas complexas: progressos da ciência e da técnica, ampliação dos espaços de liberdade, mudanças económicas, miscigenação étnica e cultural, interdependência entre os povos. Que consequências tiveram estas transformações sociais na experiência religiosa? Só o "deserto interior" de que fala o Papa nesse texto?

2 - Como é que a Igreja pode fazer uma leitura dos sinais dos tempos de modo a acolher as marcas de Deus que estão presentes na sociedade? A secularização pode ser vista como um sinal dos tempos? De que forma?

3 - A expressão "nova evangelização" tem-se prestado a vários equívocos e a interpretações diversas. Tem sentido utilizá-la? Como poderia ser definida? Deve ser vista apenas como uma forma de a Igreja sair das suas crises ou também como desafio a repensar-se a estrutura eclesial?

4 - Também no decreto de criação do Conselho, o Papa cita a sua primeira encíclica, Deus Caritas Est: "No início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, com isto, a orientação decisiva." A Igreja não tem estado demasiado centrada numa "decisão ética" reduzida a uma moral ou em questões de disciplina e de regras internas e, menos, na Pessoa de Jesus Cristo?

5 - O Papa diz que falar de "nova evangelização" não implica que haja "uma única fórmula igual para todas as circunstâncias". A Conferência Episcopal Portuguesa lançou um debate sobre estratégias e métodos de evangelização para concluir em 2011. Neste quadro, que "fórmulas" deveriam ser encontradas para Portugal? Que prioridades e com que linguagem?

4 comentários:

Miguel Oliveira disse...

ESTAS NOVAS EVANGELIZAÇÃO.
E UMA DAS GRAÇAS QUE DEUS NOS DEIXA IR MAIS LONGE.
NÃO TER MEDO SER COMO JESUS , TANTO FAZ ESTARES EM PUBLICO ,ES MESMO DENTRO DA TUA CASA TUA FÉ E MESMA.
ELEVA JESUS POR TODA PARTE.
AMEM

jose disse...

Gostava muito de ver aqui expressa uma "voz que prega no deserto". Uma voz humilde, despojada, não intelectual, desinstalada,pobre entre os pobres. A voz da humanidade sofrida, verdadeira.Haverá coragem para ir à sua procura?...Trata-se da voz do padre Mário da Lixa.

Augusto Küttner de Magalhaes disse...

Não é preciso ser crente para vir a este blog.

Antonio Marujo no Público sempre nos habitou a escrever bem da Igreja de Roma, sem nos obrigar a ter que ser crente.

Nao faz catolocismo. Escreve sobre a Igreja Catolica de Roma, e sobre factos em volta da mesma,com conhecimentos para o fazer!

Parabens. abraço

augusto

Augusto Küttner de Magalhaes disse...

Não é preciso ser crente para vir a este blog.

Antonio Marujo no Público sempre nos habitou a escrever bem da Igreja de Roma, sem nos obrigar a ter que ser crente.

Nao faz catolocismo. Escreve sobre a Igreja Catolica de Roma, e sobre factos em volta da mesma,com conhecimentos para o fazer!

Parabens. abraço

augusto