Sob o título genérico A revolução franciscana, publiquei no Jornal de Notícias, durante o mês de Dezembro, oito trabalhos
sobre o Papa Francisco, que tentam fazer um balanço do que tem sido este ainda
curto mas intenso pontificado. Este é o quarto trabalho da série.
Um homossexual? "Quem sou eu
para julgar?" Uma mãe solteira? O próprio Papa baptiza-lhe o filho.
Refugiados a morrer no Mediterrâneo? Não podemos ceder à "globalização da
indiferença". Pessoas sem-abrigo a dormir à volta do Vaticano?
Providenciem-se duches e um barbeiro.
"Miserando atque
elegendo". No lema do Papa, escolhido quando Jorge Mario Bergoglio foi
nomeado bispo, está a síntese da mensagem central que ele considera dever ser
anunciada pela Igreja: "Olhou para ele com misericórdia e escolheu-o",
diz aquela frase, em latim.
Por ter esse entendimento, o Papa
Francisco decidiu convocar um ano jubilar destinado a celebrar a ideia da
misericórdia. A palavra, mesmo usada com frequência na Igreja, tinha sido
esvaziada de muito do seu conteúdo concreto e o Papa argentino quer tornar a
sua utilização mais real para a vida das pessoas.
(continuar a ler aqui, de onde também foi reproduzida a foto à direita)
14 obras para a generosidade: um tema central, mas ausente da
teologia católica
