domingo, 5 de agosto de 2018

O terramoto chileno provoca o abalo que o Papa quer para toda a Igreja

Na edição de hoje do Público, escrevo um texto sobre o caso dos abusos sexuais no Chile e o modo como o Papa o pretende aproveitar para que ele seja um exemplo para toda a Igreja – não só na questão da pedofilia, mas também no modo como é exercido o poder e como se devem afrontar questões como o elitismo, o narcisismo e o clericalismo:


O Papa Francisco com os bispos do Chile, em Maio deste ano, 
no Vaticano (foto reproduzida daqui)

O Papa foi posto em causa, mandou investigar o que se passava na questão dos abusos, começou a tomar decisões, escreveu uma carta duríssima aos bispos chilenos. Mas o que Francisco tem dito e feito ultrapassa, neste caso, o que se passa no Chile e está para lá do tema dos abusos. Uma viagem, em sete pontos, aos abalos que já se deram e às ondas de choque que o Papa está a provocar no catolicismo.

Terramoto, cataclismo, abalo, devastação — as palavras que se possam escolher não chegam para dizer o que se está a passar com a Igreja Católica, no Chile, nem aquilo que o Papa Francisco tem vindo a fazer em relação ao problema. Perante um drama de dimensão incalculável, a resposta do Papa tem sido invulgarmente dura e enérgica e reflecte a sua visão de muitos dos problemas que atravessam o catolicismo — e não apenas sobre o que se está a passar no Chile, e não só sobre a questão dos abusos sexuais.
(o texto pode continuar a ser lido aqui)

(Sobre alguns casos de abusos em Itália, pode ser lido, também no Público de hoje, este trabalhoe o editorial do jornal também é dedicado ao tema.)

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