terça-feira, 26 de maio de 2015

Pentecostes, um mundo de irmãos, ecologia e combate à pobreza

Não desistir do Espírito do Pentecostes era a proposta de frei Bento Domingues, na sua crónica do último domingo, no Público:

No começo dos Actos dos Apóstolos, Jesus Cristo manifestou-se um bocado desesperado. Tinha passado a vida a tentar convencer os Doze de que foram chamados, não para ocupar lugares de chefia, mas para dar a vida por um mundo novo, no qual as pessoas são apreciadas pelo serviço que prestam. Ele próprio veio para servir, não para dominar. No entanto, a única pergunta que lhe fazem depois da ressurreição é miserável: Senhor, será agora que vais restaurar a realeza em Israel? O Mestre é muito firme: só vos pertence ser minhas testemunhas até aos confins da Terra e da única coisa que precisais é do Espírito de Deus. Foi ele que animou a minha vida.
Não celebramos a festa de Pentecostes por nostalgia. A Terra nunca foi um paraíso. Precisamos do espírito do Pentecostes para que nenhuma geração desista de um mundo onde não haja indigentes, mas irmãos.
(o texto pode ser lido na íntegra aqui)


Também Vítor Gonçalves escreveu sobre a mesma festa cristã, propondo uma Litania de Pentecostes:

Vem, Espírito Santo! Vem com o dom do Temor de Deus,
responsabilizar toda a humanidade no cuidado da vida e dos dons recebidos e adquiridos. Aquele temor que não é medo, mas atenção e fidelidade ao essencial, confiado na salvação oferecida em Jesus; aquele nos faz viver em mais amor e verdade, na comunhão com Deus – Trindade.
(o texto pode ser lido na íntegra aqui)


No DN de sábado, Anselmo Borges continuava a reflexão sobre Ecologia e religião, iniciada na semana anterior:

 “Dominai a Terra”, disse Deus aos primeiros homens, segundo o Génesis. Há quem acuse essa ordem divina da presente situação. Má interpretação, pois o que Deus mandou foi cuidar da Terra como quem cuida de um jardim. E aí está outra razão para o Papa Francisco publicar em breve uma encíclica sobre a preservação do meio ambiente: é preciso cuidar da natureza, porque é criação, dom e presente de Deus.
(o texto pode ser lido na íntegra aqui)


Já Fernando Calado Rodrigues escreveu acerca da pobreza e a falta de vontade política para combater o flagelo, sob o título Os pobres não votam:

Nos tempos de crise, não são os ricos os mais afetados, são os pobres os que mais sofrem. E muitos dos que antes não o eram acabam por ser lançados para níveis próximos do limiar da pobreza. Nesta última crise, que o país atravessa, resvalaram para essa situação mais duzentos mil portugueses.
É por isso urgente um envolvimento de todos – a começar pelos partidos políticos – na implementação de uma estratégia nacional para a erradicação da pobreza.
(o texto pode ser lido na íntegra aqui)

1 comentário:

Matilde Gago disse...

Obrigada por o que escreve.