sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

David Bowie: uma longa busca espiritual


“Bowie nunca banal.” Foi com este título que o L’Osservatore Romano se referiu à morte segunda-feira passada, em Nova Iorque, do músico inglês. O texto do jornal oficial do Vaticano recorda que o actual primaz anglicano fez da música de Bowie uma espécie de banda sonora pessoal. Aqui podem ler-se outros excertos da notícia.
Também o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício, reagiu à morte do músico, colocando uma mensagem na sua conta do Twitterna qual citava alguns versos de Space Oddity, um dos primeiros êxitos do “camaleão do rock”, como era designado: “Ground Control to Major Tom/Commencing countdown/ engines on/ Check ignition/ and may God's love be with you.


O amor de Deus, ou a espiritualidade, foram uma busca longa para David Bowie, contou o próprio, em 2004, à apresentadora e comediante Ellen DeGeneres, como recorda o Crux.
Na sua juventude, dizia o músico, Bowie sentira-se atraído pelo budismo tibetano, depois por Nietzsche, pelo satanismo e pelo cristianismo. “Acabei a cantar. Tem sido um caminho longo.” Um ano antes, em entrevista à BeliefNet, Bowie afirmara já: “A minha vida espiritual foi sempre pertinente para o que eu estava escrevendo. Sempre.”
Na edição italiana de L’Huffington Postacrescenta-se ainda que os frades da Basílica de São Francisco, em Assis, sublinharam a “profunda dimensão espiritual” de Bowie, confirmada pelo facto de o cantor rezar todas as manhãs. O cantor tinha dito já, também, que desejava viver na cidade de Francisco, como escrevera num texto no La Stampa, a 16 de Setembro de 1995. E justificava: “Quero estar próximo de Giotto. Sou obcecado pela arte: para mim, é como estar no Paraíso.
Após a sua morte, circulou nas redes sociais um vídeo de Bowie no Estádio de Wembley, num concerto de homenagem a Freddie Mercury, em que o músico ajoelha e reza o Pai Nosso, perante a multidão que assistia ao concerto:



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