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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Dos Homens e dos Deuses em Coimbra, com Pedro Mexia

Agenda – Cinema



Há um monge que é o médico da aldeia, recebendo as pessoas com as suas queixas e as suas solidões. Há outros que regam e cultivam o jardim. Outros que se limitam a sobreviver ao peso dos anos e de uma vida já muito dada.  E há a violência e o terrorismo a cercar esses monges que rezam, que trabalham e que, sobretudo, fazem sua a vida das pessoas simples da aldeia.
Hoje, o filme Dos Homens e dos Deuses – é dele que se fala – passa em Coimbra, numa sessão organizada pela Comunidade de Acolhimento Cristão João XXIII e pelo grupo TEAR (Tecer a Espiritualidade coma  Arte e a Reflexão), do Instituto Universitário Justiça e Paz. A sessão conta com a presença de Pedro Mexia, cronista do Expresso e ex-director da Cinemateca, e realiza-se a partir das 21h30, no auditório do Museu do Mosteiro Velho de Santa Clara, em Coimbra.
Realizado por Xavier Beauvois, em 2010, o filme narra a história dos últimos meses dos monges de Tibhrine, qur foram raptados do mosteiro e depois assassinados, em 1996, em circunstâncias ainda por esclarecer.
Escrito e preparado muito a partir dos diários do irmão Christophe Lebreton, o filme tem vários momentos altos. Um deles mostra os monges numa Última Ceia, celebrada na noite de Natal, alegres e contentes com essa coisa simples que é conversar, comer e beber juntos.

A música, da cena final d’O Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky, remete para a convicção e a dúvida, a solidão e a comunidade, a alegria e a angústia.
Há um ano, Henri Teissier, arcebispo de Argel entre 1988 e 2008, que também foi ameaçado de morte durante os anos de chumbo da guerra civil no país (1992-1998), esteve em Portugal para apresentar uma pequena biografia do irmão Christophe Lebreton, um dos sete monges do mosteiro cisterciense de Tibhrine que foram executados. No livro Christophe Lebreton – Monge, Mártir e Mestre Espiritual para os Nossos Dias (Consolata Editora), Teissier explica como o pequeno diário do irmão Christophe é um precioso testemunho de um itinerário espiritual e apostólico único.