Livro
Na sua crónica Os dias da semana, publicada
no Diário do Minho de Domingo
passado, Eduardo Jorge Madureira Lopes escreve sobre o livro de Luigino Bruni, Redescobrir a Árvore da Vida. Um economista lê o
Livro do Génesis. Aqui fica o texto, com
o título Sobre a boa economia:
Ao contrário
do que sucede com os astrofísicos, cujas teorias não modificam a órbita dos
planetas, os economistas e as suas teorias condicionam fortemente as escolhas
económicas e, portanto, a vida de cada um. A constatação é do economista
italiano Luigino Bruni, coordenador do projecto Economia de Comunhão. O autor
de Redescobrir a Árvore da Vida. Um
economista lê o Livro do Génesis – obra apresentada na terça-feira, na
comunidade de leitores de S. Lázaro, pelo seu tradutor, José Alberto Bacelar
Ferreira – estabelece, por isso, uma correlação entre a crise financeira e
económica que temos vivido e as teorias económicas em voga nos últimos
decénios.
Luigino
Bruni, professor de Economia Política e editorialista do jornal Avvenire, constata que, nos anos mais
recentes, os melhores departamentos universitários de Economia do mundo foram-se
enchendo de economistas cada vez mais matemáticos e, simultaneamente, com uma
formação humanística cada vez mais escassa. Esses economistas – contra os quais
deveriam estar imunizadas as universidades católicas – podem perceber de
modelos hiper-especializados, mas são, geralmente, incapazes de ter uma visão
de conjunto do sistema económico; não conseguem, portanto, articular os modelos
com a realidade económica e social.
