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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Torres Queiruga, hoje em Lisboa: A finitude do mundo e o problema do mal

Agenda



O teólogo Andrés Torres Queiruga está hoje em Lisboa, para falar sobre A finitude do mundo e o problema do mal. Professor de Filosofia da Religião, na Universidade de Santiago de Compostela, Queiruga será interpelado por Joana Rigato, professora e doutoranda em Filosofia.
Natural da Galiza, Andrés Torres Queiruga é um dos mais importantes teólogos católicos contemporâneos e tem dedicado muita da sua investigação a questões como o mal ou a ressurreição. Nascido em 28 de Maio de 1940, em Aguiño (Ribeira), estudou no Seminário de Santiago de Compostela e na Universidade Pontifícia de Comillas. Já depois de ser ordenado padre viveu em Roma e na Alemanha, redigindo a sua tese de doutoramento, que dedicou ao teólogo compostelano Amor Ruibal.
Entre os cerca de 60 livros que publicou, muitos dos quais com tradução para português no Brasil, estão Teoloxía e sociedade, A revelación de Deus na realización do home, Creo en Deus Pai. O Deus de Xesús e a autonomía humana ou ainda Repensar a resurrección. A diferencia cristiá na continuidade das relixións e da cultura e Para unha filosofía da saudade.
Além dos livros, Torres Queiruga tem publicado também centenas de artigos em revistas e obras colectivas. O seu estudo sobre A ressurreição. Que quer dizer ‘ressuscitar dos mortos’? está incluído no livro Quem Foi Quem É Jesus Cristo? (ed. Gradiva), coordenado por Anselmo Borges. Fundador da revista galega de pensamento cristão Encrucillada, criada em 1977, Queiruga coordenou ainda uma equipa que traduziu a Bíblia para galego.

A intervenção de Queiruga em Lisboa surge a convite do Graal – movimento católico internacional de mulheres, e decorre no Terraço, espaço situado na Rua Luciano Cordeiro, 24 – 6º A. Este é o primeiro debate da série Terraço em Diálogo que o Graal se propõe retomar, com periodicidade mensal (quintas-feiras do final do mês). Cada sessão implica uma inscrição (cinco euros) e inclui uma pausa para uma refeição ligeira.

domingo, 15 de maio de 2011

Bento e Anselmo: Deus, a morte e o mal

Texto de Bento Domingues no "Público" de hoje, 15 de Maio. No DN de ontem, Anselmo Borges reflectiu sobre Deus e o mal a partir do pensamento do teólogo Queiruga.

Penso que Andrés Torres Queiruga, da Universidade de Santiago de Compostela, é um dos mais vigorosos e penetrantes teólogos católicos vivos, numa ousadia única de colocar a fé cristã em confronto radical com a modernidade e vice-versa. Acaba de publicar em castelhano uma obra seriamente original sobre o tema em epígrafe: Repensar el mal, que obriga a pensar.
Lá está o famoso dilema de Epicuro: Ou Deus pôde evitar o mal e não quis; então, não é bom. Ou quis e não pôde; então, não é omnipotente. Ou quis e pôde; então, donde vem o mal?
São precisamente os pressupostos do dilema que o autor começa por desmontar, a partir de uma ponerologia (de ponerós, mau): tratar do mal, antes de qualquer referência a Deus. De facto, o mal atinge a todos, crentes e não crentes, os próprios animais também sofrem. Todos passam por crises e doenças e todos morrem. E perguntamos: donde vem o mal? Ler mais aqui.