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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Cardeal Maradiaga no encontro Terra Justa, em Fafe: “É preciso acrescentar lugares à mesa”

Reportagem


O cardeal Óscar Rodriguez Maradiaga nesta quarta-feira, em Fafe
(foto Manuel Meira)

À mesa do café Arcada, no centro de Fafe, o cardeal Óscar Rodriguez Maradiaga lembrou: “Todos estamos convidados à mesa. Não é preciso excluir ninguém, mas antes ir acrescentando lugares à mesa.”
A afirmação surgiu num dos momentos altos do primeiro dia do Terra Justa – Encontro Internacional de Causas e Valores da Humanidade. A iniciativa do Município de Fafe, editorial Novembro e Observatório para a Liberdade Religiosa prolonga-se até sábado, na cidade, com homenagens a duas personalidades e duas organizações: o cardeal Maradiaga, Maria de Jesus Barroso, a Amnistia Internacional e os Médicos do Mundo.
Óscar Maradiaga, que preside à Caritas Internationalis e coordena o grupo de nove cardeais conselheiros do Papa Francisco, utilizou a imagem da mesa para falar de economia e da exclusão que ela tem provocado em tantos lugares do mundo – também em Portugal. “A austeridade é uma palavra pouco querida na Europa. A austeridade não é um mal, é uma virtude. Mas se for entendida apenas como ajustes de macroeconomia, deve ser recusada, porque ajusta a macroeconomia mas produz mais pobreza.” E, parafraseando uma frase de Jesus, acrescentou: “A economia é para o homem e não o homem para a economia.” 
(Texto na íntegra aqui)



domingo, 14 de dezembro de 2014

Cardeal Maradiaga diz que evangelização deve tocar realidades como o trabalho e a economia


Cardeal Oscar Maradiaga em Lisboa 
(foto João Cláudio/OMP, reproduzida da Ecclesia)

O cardeal Oscar Maradiaga afirmou este sábado, em Lisboa, que a prática pastoral não pode separar a dimensão espiritual e social. E que, pelo contrário, ele tem de tocar realidades como o trabalho, a família, a alimentação, a segurança, bem-estar, a saúde e a economia.
Na conferência da Comissão Nacional Justiça e Paz, o presidente da Cáritas Internacional e coordenador do grupo de cardeais conselheiros do Papa insistiu na ideia da hierarquia de verdades que o cristianismo propõe. E citou a Evangelii Gaudium, a exortação do Papa Francisco: “A opção preferencial pelos pobres deve traduzir-se, principalmente, numa solicitude religiosa privilegiada e prioritária.”
A intervenção do cardeal foi escutada por cerca de 200 participantes, entre os quais três bispos – o patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, e o bispo de Beja, D. António Vitalino.
Mais informações sobre a intervenção do cardeal Maradiaga podem ser lidas aqui.
Noutro passo da sua conferência, o cardeal insistiu na ideia da coerência da fé, dizendo que um católico que não coloque a doutrina social da Igreja em prática, ainda que frequente os sacramentos, não é um católico “praticante” mas antes um “católico ritualista”.
Falando da actual crise internacional, Oscar Maradiaga afirmou: “A economia tomou conta da política. Manda na política. E às vezes pensamos que os políticos são os que decidem. E não são. São os grandes consórcios económicos. São esses grande lóbis de dinheiro que que ordenam aos políticos o que têm que fazer. Quando o ‘deus dinheiro’ está a reinar pouco espaço sobra para o bem-comum. Vocês não têm ideia da importância dos grandes consórcios económicos dos EUA, que inclusivamente acusaram o Papa Francisco de ser comunista simplesmente porque lhes disse uma verdade: Este tipo de economia mata. E isso não o podem aceitar”. (estas e outras declarações podem ser ouvidas aqui)
O texto da conferencia inicial do cardeal pode ser lido aqui.