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sábado, 7 de dezembro de 2013

Sínodo dos Bispos: problemas de tradução, uma pergunta errada e as respostas no RELIGIONLINE

Chegou às quatro dezenas o número de respostas já enviadas por leitores deste blogue ao inquérito de preparação do Sínodo dos Bispos do próximo ano, sobre a família. Vários deles lamentam, nas respostas ou em mensagens paralelas, a deficiente tradução para português ou  da própria formulação de algumas perguntas ou, ainda, o facto de elas não fazerem sentido num inquérito destes.
De facto, há perguntas de informação geral, que bastaria pedir às nunciaturas ou às conferências episcopais. Saber, por exemplo, se “Existem uniões livres de facto, sem o reconhecimento religioso nem civil” e se se  dispõem “de dados estatísticos confiáveis” (4 b) ou se existe no país uma lei civil de reconhecimento das uniões de pessoas do mesmo sexo, equiparadas de alguma forma ao matrimónio” (5 a) não implica fazer-se um inquérito destes, se o seu objectivo primeiro é pôr as pessoas a participar e a dar conta da sua experiência e de como as comunidades cristãs devem agir em relação a um conjunto de questões.
Mais grave é o que se passa, na tradução portuguesa, com a pergunta 1 b). De facto, em todas as outras línguas, fazem-se três perguntas: “Onde é conhecido, o ensinamento da Igreja é aceite integralmente? Verificam-se dificuldades na hora de o pôr em prática? Se sim, quais?” Mas, na versão portuguesa, que neste blogue também foi inicialmente usada, a formulação retira o ponto de interrogação da primeira frase, que fica assim (alterando profundamente o sentido): “Onde é conhecido, o ensinamento da Igreja é aceite integralmente.”
Nas outras línguas (pode conferir-se aqui, sob o título III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos - Documento de preparação...), a frase está sempre como interrogação:
- em espanhol: Allí donde se conocen las enseñanzas de la Iglesia ¿son éstas integralmente aceptadas? ¿se verifican dificultades para ponerlas en práctica? ¿Cuáles?
- em francês: Là où l’enseignement de l’Église est connu, est-il intégralement accepté ? Est-ce que des difficultés se vérifient dans sa mise en pratique? Lesquelles?
- em italiano: Dove l’insegnamento della Chiesa è conosciuto, è integralmente accettato? Si verificano difficoltà nel metterlo in pratica? Quali?
- em inglês: In those cases where the Church's teaching is known, is it accepted fully or are there difficulties in putting it into practice? If so, what are they?
- em alemão: Wird die Lehre der Kirche dort, wo sie bekannt ist, ganz angenommen? Zeigen sich bei ihrer Umsetzung in die Praxis Schwierigkeiten? Welche?
RELIGIONLINE sabe que houve algumas chamadas de atenção alguns dias depois de o inquérito ter sido posto a circular. Mas, apesar disso, a versão errada foi mantida nas versões do questionário distribuídas em Portugal.
Entretanto, a versão do questionário disponível para resposta neste blogue foi já corrigida nesse ponto, de modo a seguir a versão das restantes línguas.
Um esclarecimento final quanto ao prazo de respostas. O Vaticano pede que as respostas cheguem durante o mês de Janeiro. Por isso, o RELIGIONLINE aceitará respostas até final de Dezembro para, em Janeiro, elas serem enviadas às diferentes instâncias com que nos comprometemos: Conferência Episcopal Portuguesa, Nunciatura Apostólica em Lisboa e Sínodo dos Bispos.
Recordamos curtas indicações práticas: (1) no início, acrescentámos alguns dados de identificação, que sugerimos sejam também respondidos; (2) cada resposta tem espaço suficiente para textos longos, mas será bom que as respostas sejam tão sucintas quanto possível; (3) no final do inquérito, há uma caixa com indicação "enviar", que remete as respostas directamente para um mail deste blogue; (4) as respostas devem ser dadas até final de Dezembro. 



(foto reproduzida daqui)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Media e Religião no Ecclesia

No programa Ecclesia, passou já uma reportagem sobre o encontro que, a 12 de Fevereiro, debateu a presença/ausência do fenómeno religioso no tratamento jornalístico dos media em Portugal. A reportagem está entretanto online, para quem a quiser ver.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Para a memória de um encontro (2)


José Manuel Vidal, jornalista que trata a informação religiosa no "El Mundo" e dirige o site www.religiondigital.com, esteve no encontro sobre as religiões nos media, em Lisboa. De regresso a Madrid, deixou as suas impressões num dos blogues do site. O texto pode ler-se aqui, em bom galego. Na foto, José Manuel Vidal e Manuel Vilas Boas, que moderou o debate da tarde.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Religionline agora convidado no site do Público

A partir deste momento, Religionline passa a ser um blogue convidado do Público. Esta iniciativa, de jornalistas e investigadores do fenómeno dos media, pretende dar dimensão pública ao fenómeno religioso, quer na expressão mais noticiosa, quer na forma como é comentado, quer ainda na enunciação nem sempre explícita do modo como o religioso está presente na vida das pessoas. E fazê-lo de forma plural, rigorosa e o mais abrangente possível.

Nem de propósito, este alargar de horizontes do blogue dá-se num contexto em que de novo se coloca a questão da presença do religioso na praça pública. Em concreto, por causa das posições da Conferência Episcopal Portuguesa sobre a possibilidade dos casamentos de homossexuais vir a a ser discutida na próxima legislatura.

Ao mesmo tempo, estamos na véspera de um encontro que, em Lisboa, pretende debater a relação dos media com a questão religiosa. Esse debate, cujo programa está enunciado no post anterior, pretende fazer-se pelo lado do jornalismo, naquilo que traduz sobre os conteúdos e a qualidade do que os nossos media decidem publicar ou transmitir acerca do religioso. E também sobre o modo como a dimensão religiosa ou espiritual está tantas vezes presente nas artes, na cultura ou na vida social e acaba por passar ao lado do noticiário religioso mais estrito.

A quem já era leitor do blogue, esperamos que continue. A quem chega de novo, nomeadamente através do Público, esperamos que fique.