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domingo, 22 de dezembro de 2013

Inquérito sobre a família até final do mês

O inquérito sobre a família, que prepara o Sínodo dos Bispos católicos do próximo ano, está disponível para resposta no RELIGIONLINE, através desta ligação, até final deste mês de Dezembro. O inquérito pretende aferir a opinião dos crentes católicos obre a realidade das famílias contemporâneas, incluindo questões como as uniões de facto, as uniões homossexuais e os divorciados que voltaram a casar. Ao mesmo tempo, pede-se opinião sobre os modos como as comunidades católicas e a Igreja no seu conjunto devem lidar com essas várias questões e com temas como a contracepção.
A iniciativa do blogue, mobilizando para a resposta ao inquérito, foi apresentada neste texto.
Mais tarde, publicámos uma segunda nota chamando a atenção para os problemas de tradução (que incluíam a transformação de uma pergunta numa afirmação) – e que pode ser lida aqui. 


sábado, 7 de dezembro de 2013

Sínodo dos Bispos: problemas de tradução, uma pergunta errada e as respostas no RELIGIONLINE

Chegou às quatro dezenas o número de respostas já enviadas por leitores deste blogue ao inquérito de preparação do Sínodo dos Bispos do próximo ano, sobre a família. Vários deles lamentam, nas respostas ou em mensagens paralelas, a deficiente tradução para português ou  da própria formulação de algumas perguntas ou, ainda, o facto de elas não fazerem sentido num inquérito destes.
De facto, há perguntas de informação geral, que bastaria pedir às nunciaturas ou às conferências episcopais. Saber, por exemplo, se “Existem uniões livres de facto, sem o reconhecimento religioso nem civil” e se se  dispõem “de dados estatísticos confiáveis” (4 b) ou se existe no país “uma lei civil de reconhecimento das uniões de pessoas do mesmo sexo, equiparadas de alguma forma ao matrimónio” (5 a) não implica fazer-se um inquérito destes, se o seu objectivo primeiro é pôr as pessoas a participar e a dar conta da sua experiência e de como as comunidades cristãs devem agir em relação a um conjunto de questões.
Mais grave é o que se passa, na tradução portuguesa, com a pergunta 1 b). De facto, em todas as outras línguas, fazem-se três perguntas: “Onde é conhecido, o ensinamento da Igreja é aceite integralmente? Verificam-se dificuldades na hora de o pôr em prática? Se sim, quais?” Mas, na versão portuguesa, que neste blogue também foi inicialmente usada, a formulação retira o ponto de interrogação da primeira frase, que fica assim (alterando profundamente o sentido): “Onde é conhecido, o ensinamento da Igreja é aceite integralmente.”
Nas outras línguas (pode conferir-se aqui, sob o título III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos - Documento de preparação...), a frase está sempre como interrogação:
- em espanhol: Allí donde se conocen las enseñanzas de la Iglesia ¿son éstas integralmente aceptadas? ¿se verifican dificultades para ponerlas en práctica? ¿Cuáles?
- em francês: Là où l’enseignement de l’Église est connu, est-il intégralement accepté ? Est-ce que des difficultés se vérifient dans sa mise en pratique? Lesquelles?
- em italiano: Dove l’insegnamento della Chiesa è conosciuto, è integralmente accettato? Si verificano difficoltà nel metterlo in pratica? Quali?
- em inglês: In those cases where the Church's teaching is known, is it accepted fully or are there difficulties in putting it into practice? If so, what are they?
- em alemão: Wird die Lehre der Kirche dort, wo sie bekannt ist, ganz angenommen? Zeigen sich bei ihrer Umsetzung in die Praxis Schwierigkeiten? Welche?
RELIGIONLINE sabe que houve algumas chamadas de atenção alguns dias depois de o inquérito ter sido posto a circular. Mas, apesar disso, a versão errada foi mantida nas versões do questionário distribuídas em Portugal.
Entretanto, a versão do questionário disponível para resposta neste blogue foi já corrigida nesse ponto, de modo a seguir a versão das restantes línguas.
Um esclarecimento final quanto ao prazo de respostas. O Vaticano pede que as respostas cheguem durante o mês de Janeiro. Por isso, o RELIGIONLINE aceitará respostas até final de Dezembro para, em Janeiro, elas serem enviadas às diferentes instâncias com que nos comprometemos: Conferência Episcopal Portuguesa, Nunciatura Apostólica em Lisboa e Sínodo dos Bispos.
Recordamos curtas indicações práticas: (1) no início, acrescentámos alguns dados de identificação, que sugerimos sejam também respondidos; (2) cada resposta tem espaço suficiente para textos longos, mas será bom que as respostas sejam tão sucintas quanto possível; (3) no final do inquérito, há uma caixa com indicação "enviar", que remete as respostas directamente para um mail deste blogue; (4) as respostas devem ser dadas até final de Dezembro. 



(foto reproduzida daqui)

sábado, 9 de novembro de 2013

Sínodo dos Bispos católicos sobre a família: RELIGIONLINE propõe todas as perguntas


Está em marcha a preparação da sessão extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a família, que decorrerá em Outubro de 2014. É conhecido que o documento de preparação propõe um questionário de 39 perguntas sobre a doutrina católica acerca da família, a sua prática e a atitude pastoral que a Igreja deve ter em relação às novas realidades que atravessam a instituição familiar.
Tal método não é novo, pois cada sínodo dos bispos tem sempre um documento preparatório, que se destina ao trabalho das comunidades católicas locais – mas que muitas vezes é ignorado ou dado para resposta apenas a alguns especialistas ou líderes de comunidades. Verdadeiramente novas são as expectativas criadas, desta vez, pelo documento, como também a própria dinâmica proposta pelo Papa Francisco e pelo Vaticano, conforme se infere da introdução do texto. Em vários comentários já surgidos, percebe-se aliás a tensão que este questionário está a provocar, com pessoas a dizer que apenas se pretende avaliar o conhecimento dos católicos acerca da doutrina enquanto outros destacam o desejo de que muitos crentes participem. Não por acaso, várias conferências episcopais colocaram já o questionário online, abrindo a possibilidade de que todos os interessados possam responder – incluindo, pelos vistos, pessoas de boa vontade que, sensíveis aos valores cristãos, queiram também participar.
Este será, como se lê no texto, “um itinerário de trabalho em duas etapas: a primeira, a Assembleia Geral Extraordinária de 2014, destinada a especificar o ‘status quaestionis’ e a recolher testemunhos e propostas dos Bispos para anunciar e viver de maneira fidedigna o Evangelho para a família; a segunda, a Assembleia Geral Ordinária de 2015, em ordem a procurar linhas de ação para a pastoral da pessoa humana e da família”.
É certo que o inquérito propõe perguntas de diferentes âmbitos. Algumas são apenas de mera recolha de informação (por exemplo quando se pretende saber se há uma lei civil de reconhecimento das uniões de pessoas do mesmo sexo, equiparadas de alguma forma ao matrimónio); outras são claramente mais dirigidas a responsáveis de comunidades católicas (por exemplo, quando se pergunta: “Com que atitude os pais se dirigem à Igreja? O que pedem? Somente os sacramentos, ou inclusive a catequese e o ensino da religião em geral?”). E também há perguntas onde se pedem números e dados estatísticos.
Por estas razões, cada interessado/a pode centrar-se, nas suas respostas, naqueles aspectos a que está mais sensível e que considere carecer de intervenção. Porque, independentemente da diversidade de âmbitos e dessas pequenas fragilidades de arrumação, esta é uma oportunidade que não deve ser descurada por quem defende uma maior participação na vida da Igreja.
Nesse sentido, RELIGIONLINE propõe a todos os interessados que possam responder ao inquérito. Os responsáveis deste blogue comprometem-se a fazer chegar todas as respostas recebidas através deste meio à Conferência Episcopal Portuguesa, ao cardeal Péter Erdõ, relator da assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos, e aos bispos Lorenzo Baldasseri e Bruno Forte, respectivamente secretário-geral do Sínodo e secretário especial da assembleia de 2014, e ainda à Nunciatura da Santa Sé em Lisboa.
Curtas indicações práticas: (1) no início, acrescentámos alguns dados de identificação, que sugerimos sejam também respondidos; (2) cada resposta tem espaço suficiente para textos longos, mas será bom que as respostas sejam tão sucintas quanto possível; (3) no final do inquérito, há uma caixa com indicação "enviar", que remete as respostas directamente para um mail deste blogue; (4) as respostas devem ser dadas até final de Dezembro. 



(foto reproduzida daqui)