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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Uma primavera "franciscana" em Madrid


Carlos Osoro, novo arcebispo de Madrid, com o Papa Francisco 
(foto reproduzida daqui)

O arcebispado de Madrid vive este sábado uma mudança importante: Carlos Osoro Sierra toma posse formal do cargo de arcebispo de Madrid, substituindo no lugar o cardeal Antonio María Rouco Varela.
Ordenado padre na diocese de Santander em Julho de 1973, bispo de Orense desde 1997 e, depois, arcebispo de Oviedo (2002) e de Valência (2009), Carlos Osoro significa uma mudança “franciscana” na diocese da capital espanhola. É essa a chave de leitura dos jornalistas Jesús Bastante e José Manuel Vidal, do sítio Religión Digital, que publicaram dois livros com biografias de Rouco e Osoro.
Carlos Osoro é, além de “boa pessoa”, alguém que trará “a primavera do Papa a Madrid”, por ser alguém com um perfil muito semelhante ao de Francisco – próximo dos outros, preocupado com o acolhimento de todos, mesmo de quem pensa diferente. Na altura da sua nomeação para Madrid, ele prometeu entregar-se “sem impor”, bem como falar “com todos” e sair pelas ruas. “Não sei fazer outra coisa”, disse.
E isto não acontece apenas desde que o Papa foi eleito: “Não se acomodou à linha de Francisco, sempre foi assim, um pastor com uma descomunal capacidade de trabalho e uma enorme proximidade das pessoas”, diz Jesus Bastante, autor de Carlos Osoro, el peregrino.
Nomeado arcebispo de Madrid no final de Agosto, quando o seu antecessor desejava ainda continuar por mais algum tempo, Carlos Osoro é um bispo preocupado em estar sobretudo com os que mais sofrem, implicado nas questões sociais (é muito crítico, por exemplo, dos desalojamentos que tem havido em Espanha). Sente que “a sociedade actual está ferida e quer uma Igreja ao lado das pessoas que sofrem”, diz o autor do livro.