Foto © Adriano Miranda
Desde sempre a Igreja
apresenta-se como “perita em humanidade” e “cuidadora dos pobres”. Mas nesta
quinta-feira, 16 de Abril, no Fórum Lisboa, entre as 19h e as 21h00, é ela que
vai ouvir as reflexões, os desafios e os reptos formulados por vozes
autorizadas conhecedoras da cidade e dos seus mecanismos da produção e da
reprodução da pobreza. É mais um encontro da iniciativa Escutar a Cidade com o título Pobreza,
emprego e crise financeira.
O jornalista da TSF
Fernando Alves, o perito em relações laborais António Brandão Guedes, a
socióloga Isabel Guerra e o economista Pedro Lains serão os oradores de uma
sessão em que a observação, a participação em muitos programas de luta contra a
pobreza, o conhecimento das situações de desemprego e a análise do impacto da
crise financeira nas classes de menores rendimentos estarão em diálogo com a
percepção que a Igreja da diocese de Lisboa tem da crise social em que vivemos
e com as respostas que tem procurado dar-lhe.
Identidades, comportamentos e modos de vida
Os encontros do
Escutar a Cidade permitiram já um conjunto de enunciados importantes para a
caminhada do Sínodo que os católicos do patriarcado estão a realizar até ao
Outono de 2016.
No primeiro encontro,
sobre Identidades,
Comportamentos e Modos de Vida,
o crítico e ensaísta António Guerreiro propôs Um breve léxico do nosso tempo, a partir de palavras como crise,
economia, futuro, política/biopolítica/despolitização, precariedade e trabalho.
E afirmava: “Não existe Igreja senão comprometida com este tempo, capaz de
agarrar a ocasião histórica. A história apresenta-se como um campo de tensões
percorrido por duas forças opostas: a primeira, a que S. Paulo chamava catechon é aquela que adia o fim ao
longo do curso linear e homogéneo do tempo cronológico; a segunda é a de um
tempo messiânico, a sua economia é a economia da salvação.” (o texto pode ser
lido aqui na íntegra)

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