(...) No dealbar das civilizações, o dia cíclico – do culto, da festa e da
divindade – assumiu-se como pausa natural e inquestionável, descanso,
regeneração pessoal e da comunidade.
O que estamos a verificar é uma tendência para fazer do domingo – que
herdou, na nossa cultura, estas características – um dia igual aos
outros, sem o que lhe é antropologicamente intrínseco. Um dia que é para
a família, para a comunidade, o encontro, o gratuito e a gratuidade, a
natureza, o ócio e o lazer que quebra rotinas, o simbólico e o
espiritual, tende a ficar ao serviço do apetite voraz do lucro, com
reflexo nas leis laborais e na organização empresarial. Numa visão
exagerada – ou talvez não –, seria apenas um dia transformado em horas
para troca, numa semana sem calendário, com descanso avulso.
Rever o sentido do domingo é um percurso que “poderia, mais
«laicamente», fazer descobrir o sentido profundo do ser e do devir em
que todos estamos mergulhados”
Ver aqui artigo completo da SIC Online
Mostrar mensagens com a etiqueta Empresários. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Empresários. Mostrar todas as mensagens
domingo, 28 de outubro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Há riscos de se vir a instalar uma "cultura de medo e submissão" nas empresas, denuncia Grupo da Comissão Justiça e Paz
O Grupo Economia e Sociedade (GES) da Comissão Nacional Justiça e Paz acaba de publicar o documento Reflexões em torno do “Acordo de concertação social 2012”
, no qual denuncia "os riscos de que venha a instalar-se uma cultura de medo e submissão entre os cidadãos", pelo "poder discricionário" que aquele acordo instaura a favor do patronato.
O "uso e abuso" desse poder poderá ter graves consequências em matéria de "despedimentos, de diminuição de férias e fixação de horário de trabalho", observa o GES, lembrando que "situações de trabalho, que pressionam os cidadãos trabalhadores para aceitarem condições injustas, apresentadas como “inevitáveis”, não favorecem a democracia nem na empresa nem no contexto mais amplo da sociedade".
O documento faz notar que a concretização do Acordo de concertação social 2012 e seu impacto na economia e na sociedade "vai depender quer da legislação que vier (ou não!) a ser aprovada quer da dinâmica que o mesmo vier a gerar por parte dos parceiros sociais e das relações sociais".
Nesta tomada de posição, o Grupo da Comissão Nacional Justiça e Paz faz apelo "à responsabilidade particular que cabe aos gestores cristãos na viabilização de relações laborais que em tudo salvaguardem a dignidade dos trabalhadores, a condição subjectiva do trabalho humano, a conciliação do trabalho com a vida familiar, o direito universal aos bens e demais orientações do Pensamento social da Igreja".
Ler o documento na íntegra: AQUI
Marcadores:
Comissão Nacional Justiça e Paz,
Economia,
Empresários,
Justiça social
sábado, 7 de março de 2009
Os empresários não ajudam a pagar a crise?
Apesar dos apelos do Presidente da República, apesar das declarações do primeiro-ministro no congresso do PS no passado fim-de-semana, um trabalho de Ana Rute Silva e Raquel Almeida Correia no suplemento de Economia do Público desta sexta-feira verifica: "Entre as cotadas no principal índice da bolsa de Lisboa, só o BES vai propor uma redução de salários. Nas restantes 19 ninguém se compromete e mesmo nas maiores empresas públicas, 'tirar' dinheiro aos gestores de topo não parece ser uma prioridade."
Já sabíamos, de estudos feitos nos últimos anos, que a maior parte dos empresários portugueses não lia livros nem jornais, que muitos deles querem é lucros fáceis explorando imigrantes ou trabalho infantil, que outros usam ao limite trabalho temporário e precário. Agora, ficamos a saber que, afinal, a crise não é para todos - os patrões das maiores empresas do país não se sentem moralmente obrigados a participar nos sacrifícios que a todos são pedidos.
Escândalo não é a palavra certa. É de imoralidade e falta de princípios (solidariedade, exemplo, coerência) que se trata.
Já sabíamos, de estudos feitos nos últimos anos, que a maior parte dos empresários portugueses não lia livros nem jornais, que muitos deles querem é lucros fáceis explorando imigrantes ou trabalho infantil, que outros usam ao limite trabalho temporário e precário. Agora, ficamos a saber que, afinal, a crise não é para todos - os patrões das maiores empresas do país não se sentem moralmente obrigados a participar nos sacrifícios que a todos são pedidos.
Escândalo não é a palavra certa. É de imoralidade e falta de princípios (solidariedade, exemplo, coerência) que se trata.
Subscrever:
Mensagens (Atom)