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segunda-feira, 23 de junho de 2014

O pecado original e o Papa como fazedor de pontes

Crónicas

Na sua crónica deste Domingo, no Público, frei Bento Domingues escreve sobre Um Pecado Muito Original:

Perguntaram-me na Feira do Livro: será verdade que alguns biblistas católicos andam empenhados em dar cabo do pecado original? Respondi que já não era sem tempo, mas que eu não pertencia a essa tribo e que o melhor seria ir bater a outra porta. Após uns dedos de conversa, insistiram em conhecer a minha opinião! (...)
O P. Carreira das Neves é um biblista infatigável. Ainda estava quente o seu recente livro sobre Lutero (Ed. Presença) e já nos presenteava com a Condição Humana sem Pecado Original (Ed. Franciscana). Passa em revista algumas das referências bíblicas mais congeladas, durante séculos, por leituras historicisantes (Cf. Gen.1-3;Sl.51,7; Rom 5, 12-16) e constrói uma espécie de antologia, exegética e teológica, sobre o chamado pecado original. Para mim, em não existir como se existisse, de modo omnipresente e desde sempre, consiste a sua grande originalidade. 
(texto completo disponível aqui)


Sexta-feira, no Correio da Manhã, Fernando Calado Rodrigues escreve sobre o Papa Francisco, como O fazedor de pontes:

Francisco tem-se destacado como Sumo Pontífice, ou seja, altíssimo mediador dessa reconciliação que não é bem vista pelos fundamentalistas de todas as três religiões, presentes também entre os católicos. Basta consultar a Internet para tropeçar em inúmeras críticas à atitude tolerante e conciliadora do Papa. Contrariamente ao que se possa pensar, não quer, contudo, uma uniformização das diferentes e peculiares identidades de cada pessoa, crença ou cultura, o que ele denomina de má globalização. Propõe, isso sim, uma sadia globalização, em que as especificidades de cada um não ponham em causa o bom entendimento entre todos. Tal como acontece no seu relacionamento com os seus amigos judeu e muçulmano.
(texto completo disponível aqui)

domingo, 18 de outubro de 2009

O pecado original e a política

No seu artigo de sábado no DN, Anselmo Borges reflecte sobre o pecado original e a política. E escreve:

O risco é servir-se em vez de servir. Ou servir alguns apenas e não o bem comum. Corromper e deixar-se corromper. Não respeitar a separação de poderes e, concretamente, a independência do poder judicial. E que acontecerá quando o poder, mesmo conquistado legitimamente, se exerce sem competência intelectual, moral e técnica?
A tentação é tamanha que mesmo na Igreja se esqueceu a revolução única do cristianismo: Deus não se revelou como omnipotência abstracta, mas força infinita do amor criador. E Cristo disse: "Não vim para ser servido, mas para servir."

Aqui pode ler-se o texto completo.