Mostrar mensagens com a etiqueta Ano Novo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ano Novo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Que procuras em 2018?



“Falta uma voz única na Europa para enfrentar o drama dos refugiados”, defende a jornalista Lumena Raposo no debate Que Procuras em 2018?, que passou na SIC Notícias nos dias de passagem de ano. A crise europeia a propósito do drama dos refugiados é um desafio que se mantém de 2017 para 2018, como coincidiram os participantes neste debate (além de Lumena Raposo, também a deputada Catarina Marcelino, o historiador José Eduardo Franco e eu próprio, moderados por Joaquim Franco.
No debate, os convidados começaram por ser desafiados a escolher a palavra que marcou o ano de 2018 e a projectar 2018. Além do drama dos refugiados, também o papel do Papa Francisco e a participação das mulheres nas estruturas religiosas – em particular na Igreja Católica –, bem como a intervenção social e política dos crentes foram outros temas abordados.
Os actuais europeus são descendentes de migrantes de há séculos. Por isso, a Europa tem de repensar a sua política sobre o tema. Porque, se não fosse a voz do Papa, onde estaríamos hoje, pergunta-se a dado passo.
O Papa Francisco, cujo papel talvez possa ser avaliado com rigor só daqui a algum tempo, responde a expectativas de uma maior participação na Igreja e de mais justiça no mundo. Por isso, a defesa de uma maior intervenção dos cristãos, no campo social e político, é outra das ideias deixadas no debate. Tal como a necessidade de respeitar os direitos humanos, sem relativismos culturais ou religiosos.
Também o papel das mulheres foi objecto de debate. Têm elas de facto um lugar secundário? Ou devem ter mais participação nos lugares de decisão?
Com um novo ano que começa, rompendo a rotina da nossa existência, é tempo de fazer balanços e reler o mundo e a vida. Assim se projectam expectativas a partir de um verbo transformado em substantivo. O debate pode ser visto no vídeo acima ou na página da SIC Notícias.



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O Papa no Ano Novo contra as "crescentes desigualdades"


O Papa Bento XVI referiu, na homilia da missa desta manhã, em Roma, que o mundo está marcado com “focos de tensão e conflito causados por crescentes desigualdades entre ricos e pobres, pelo predomínio duma mentalidade egoísta e individualista que se exprime inclusivamente por um capitalismo financeiro desregrado.
A afirmação na missa de Ano Novo retoma ideias da mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz, que a Igreja Católica propõe no início de cada ano. Nesse documento, o Papa fala também da “tarefa imensa de educar para a paz” em que as comunidades crentes estão envolvidas “de modo particular”.
Apesar dos problemas que as sociedades enfrentam, o Papa considerou “as inúmeras obras de paz, de que é rico o mundo, testemunham a vocação natural da humanidade à paz”. E acrescentou: “Em cada pessoa, o desejo de paz é uma aspiração essencial e coincide, de certo modo, com o anelo por uma vida humana plena, feliz e bem sucedida. Por outras palavras, o desejo de paz corresponde a um princípio moral fundamental, ou seja, ao dever-direito de um desenvolvimento integral, social, comunitário, e isto faz parte dos desígnios que Deus tem para o homem. Na verdade, o homem é feito para a paz, que é dom de Deus.”
Também na homilia da missa do Dia Mundial da Paz, o patriarca de Lisboa referiu as “leis fiscais que penalizam a família; a incapacidade de evitar que o drama do desemprego se abata sobre famílias inteiras” como dois factores que, somado às “leis permissivas que não valorizam o aprofundamento” dos valores constituivos da família, contribuem para o “período difícil” que estamos a viver. 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Ano Novo - O tempo, nas pequenas como nas grandes coisas



Ouvi dizer a um certo homem douto que o tempo não é senão os movimentos do sol, da lua e das estrelas, e eu não concordei. Porque não serão antes os tempos os movimentos de todos os corpos? Será que, se as luzes do céu parassem e continuasse a mover-se a roda do oleiro, deixaria de haver tempo com que medíssemos as suas voltas e disséssemos, ou que se move durante instantes iguais, ou que umas voltas são mais longas e outras menos, se a roda se movesse umas vezes mais vagarosamente e outras mais velozmente? Ou, dizendo isso, não falaríamos também nós no tempo, ou não haveria nas nossas palavras umas sílabas longas, outras breves, a não ser porque aquelas ressoam durante um tempo mais longo e estas durante um tempo mais breve? Ó Deus, concede aos homens a possibilidade de observarem nas coisas pequenas as noções comuns às pequenas e às grandes coisas.

(Santo Agostinho, Confissões, Livro XI, XXIII, 29; ed. Imprensa Nacional Casa da Moeda/Centro de Literatura e Cultura Portuguesa e Brasileira; trad. Arnaldo Espírito Santo, João Beato e Maria Cristina de Castro-Maia de Sousa Pimentel)