sábado, 15 de dezembro de 2018
A magia do artesanato palestino, o Natal duro dos cristãos da Terra Santa
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Trindade, Médio Oriente e um diamante
terça-feira, 10 de junho de 2014
Senhor Deus de Paz, escutai a nossa súplica!

«Senhor Deus de Paz, escutai a nossa súplica!
Tentámos tantas vezes e durante tantos anos
resolver os nossos conflitos com as nossas forças
e também com as nossas armas;
tantos momentos de hostilidade e escuridão;
tanto sangue derramado;
tantas vidas despedaçadas; tantas esperanças sepultadas...
Mas os nossos esforços foram em vão.
Agora, Senhor, ajudai-nos Vós!
Dai-nos Vós a paz, ensinai-nos Vós a paz, guiai-nos Vós para a paz.
Abri os nossos olhos e os nossos corações
e dai-nos a coragem de dizer: «nunca mais a guerra»;
«com a guerra, tudo fica destruído»!
Infundi em nós a coragem
de realizar gestos concretos para construir a paz.
Senhor, Deus de Abraão e dos Profetas,
Deus Amor que nos criastes e chamais a viver como irmãos,
dai-nos a força para sermos cada dia artesãos da paz;
dai-nos a capacidade de olhar com benevolência
todos os irmãos que encontramos no nosso caminho.
Tornai-nos disponíveis para ouvir o grito dos nossos cidadãos
que nos pedem para transformar as nossas armas em instrumentos de paz,
os nossos medos em confiança e as nossas tensões em perdão.
Mantende acesa em nós a chama da esperança
para efectuar, com paciente perseverança,
opções de diálogo e reconciliação,
para que vença finalmente a paz.
E que do coração de todo o homem
sejam banidas estas palavras: divisão, ódio, guerra!
Senhor, desarmai a língua e as mãos,
renovai os corações e as mentes,
para que a palavra que nos faz encontrar seja sempre «irmão»,
e o estilo da nossa vida se torne: shalom, paz, salam!
Amen.»
Oração do Papa Francisco no encontro de oração que reuniu, neste domingo, dia 6 de junho, nos jardins do Vaticano, os Presidentes de Israel e da Palestina
domingo, 8 de junho de 2014
Encontro de oração que junta os presidentes Peres, Abbas e o Papa Francisco em directo
sábado, 7 de junho de 2014
Uma oração à espera de um milagre na Terra Santa
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Abrir portas para o futuro, tocar a tecla apropriada
sábado, 31 de maio de 2014
Papa Francisco na Terra Santa e Ascensão: A glória de Deus é o homem vivo
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Patriarca de Jerusalém, Fouad Twal: Nunca haverá paz na Terra Santa só para um povo, sem o outro
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Um Papa entre dois muros, na TSF
Manuel Vilas Boas acompanhou a viagem do Papa e conta agora, no programa "Um Papa entre dois muros", os sons, as músicas, as imagens mais marcantes desta viagem. O programa passa na TSF neste sábado, às 18h (com repetição na madrugada de domingo, à uma da manhã) e tem sonoplastia de Luís Borges
O programa estará disponível em www.tsf.pt
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Imagens de uma peregrinação (8)
A peregrinação de Bento XVI à Terra Santa fez-se também de imagens, símbolos, músicas, orações e textos. Aqui se registam algumas dessas memórias.
A fé monoteísta destruiu muitos ídolos e rituais. Coloca sua confiança num Deus Todo-Poderoso, que nos legou a mensagem da igualdade; declarando que todos os seres humanos foram criados à Sua imagem. (…)
Os líderes políticos e espirituais de hoje enfrentam um profundo desafio: como separar religião de terrorismo. Como evitar que terroristas se apoderem da consciência religiosa disfarçada em um ato de terrorismo na falsa aparência de uma missão religiosa.
A sua [do Papa] busca por paz e segurança entre nós e os nossos vizinhos e em todo o planeta aborda uma necessidade vital e promete: vida sem medos; vida sem lágrimas. (…)
Tudo o que podemos dizer é simplesmente agradecê-lo. Vossa Santidade veio em paz e partirá em paz e desejamos dizer a Vossa Santidade: Shalom.
Nas palavras do profeta Isaías: “Sim, saireis radiantes de alegria e sereis reconduzidos em paz à vossa casa.” (Isaías, 55, 12)
[O Presidente Peres, emocionado, já não conseguiu citar esta frase de Isaías; apenas se dirigiu ao Papa e disse: “Shalom, Deus o abençoe.” Bento XVI levantou-se e os dois homens abraçaram-se.]
(Discurso do Presidente israelita, Shimon Peres, na despedida do Papa, em Telavive, 15 de Maio; texto na íntegra, em português do Brasil e em outras línguas, em http://www.mfa.gov.il/PopeinIsrael/Portuguese/Pronunciamento_Presidente_Cerimonia_Despedida_Santo_Papa_15-May-2009.htm)
(Vídeo: canção final do encontro inter-religioso em Nazaré, com o Papa, 14 de Maio)
Imagens de uma peregrinação (7)
(Discurso do Papa Bento XVI no Santo Sepulcro, em Jerusalém, 15 de Maio)
Estendendo os seus braços sobre a Cruz, Jesus revelou a amplitude do seu desejo de atrair todos os homens a ele, unindo-os para que eles sejam um. Insuflando-nos o seu Espírito, ele desvelou o seu poder de nos tornar capazes de participar na sua missão de reconciliação. Nesse sopro, através da redenção que une, está a nossa missão! (…) No nosso desejo ardente de levar Cristo aos outros, de fazer conhecer a sua mensagem de reconciliação, experimentamos a vergonha das divisões. Todavia, enviados por Cristo ao mundo, fortificados pelo poder unificador do Espírito Santo, proclamando a reconciliação que conduz cada um a acreditar que Jesus é o filho de Deus, devemos encontrar a força para redobrar os nossos esforços para aperfeiçoar a nossa comunhão, para torná-la completa, para dar um testemunho comum.
(Discurso do Papa no encontro ecuménico, no Patriarcado greco-ortodoxo de Jerusalém, 15 de Maio)
domingo, 24 de maio de 2009
Imagens de uma peregrinação (6)
“Não permitais que as perdas de vidas e as destruições de que tenham sido testemunhas suscitem amargura ou ressentimento nos vossos corações. Resisti a qualquer tentação de recorrer a actos de violência ou terrorismo.”
(Bento XVI ao ser recebido, em Belém, pelo Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, 13 de Maio)
(Foto: portão da escola das Nações Unidas para rapazes no campo de refugiados de Aida, junto a Belém)
Imagens de uma peregrinação (5)
(Discurso do Papa Bento XVI, ao despedir-se do Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, Belém, 13 de Maio)
Imagens de uma peregrinação (4)
Imagens de uma peregrinação (3)
A peregrinação de Bento XVI à Terra Santa fez-se também de imagens, símbolos, músicas, orações e textos. Aqui se registam algumas dessas memórias.
Os líderes religiosos devem estar conscientes de que qualquer divisão ou tensão, qualquer tendência à introversão ou à suspeita entre crentes ou entre as nossas comunidades pode facilmente levar a uma contradição que ofusca a unidade do Omnipotente, atraiçoa a nossa unidade e contradiz o Único que se revela a si mesmo como "rico de amor e de fidelidade" (Êx 34, 6; Sl 138, 2; Sl 85, 11).
Jerusalém, que desde há muito tempo tem sido uma encruzilhada de povos de diferentes origens, é uma cidade que permite a judeus, cristãos e muçulmanos assumir o dever e, ao mesmo tempo, gozar do privilégio de dar testemunho conjunto da coexistência pacífica há muito tempo almejada pelos adoradores do único Deus; revelar o desígnio do Omnipotente, anunciado a Abraão, para a unidade da família humana; e proclamar a verdadeira natureza do homem, que procura Deus.
Comprometamo-nos a assegurar que, mediante o ensino e a orientação das nossas respectivas comunidades, as sustentaremos na sua fidelidade àquilo que verdadeiramente são como crentes, sempre conscientes da bondade infinita de Deus, da dignidade inviolável de cada ser humano e da unidade de toda a família humana.
(Discurso do Papa Bento XVI na recepção de Shimon Peres, no Palácio Presidencial em Jerusalém, 11 de Maio)
Os líderes espirituais podem preparar o caminho para os líderes políticos. Eles podem limpar os campos minados que obstruem a estrada da paz. Os líderes espirituais podem reduzir a animosidade, de forma a que os líderes políticos não procurem meios destrutivos. (…) Todos nós: judeus, cristãos, muçulmanos, todas as pessoas de fé, reconhecemos que o desafio de hoje não é a separação entre religião e estado, mas a separação intransigente entre religião e violência.
Este ano pode-se revelar uma oportunidade para nós e nossos vizinhos alcançarmos a paz. Enquanto muitas nuvens da política continuam a escurecer o horizonte; e as vozes de incitamento obscurecem o som da paz; e muita violência convergiu para as encruzilhadas das nossas vidas; a maioria das pessoas desta região deseja a paz. (…)
Daqui, de Jerusalém, desta terra sobre a qual os profetas caminharam, gostaria de fazer uma oração: Que os muros de hostilidade possam cair, que os ódios do passado possam desaparecer, que uma nova história traga um novo amanhecer, que permita que as próximas gerações possam nascer em paz, para viver em paz e para transmitir um legado de paz aos seus descendentes. Que possamos ver-nos livres de ameaças e violência e que a justiça seja garantida para todos os povos.
(Discurso de Shimon Peres na recepção ao Papa, no Palácio Presidencial em Jerusalém, 11 de Maio)
(Vídeo: Dudu Fisher e David D'Or, com as vozes do Coro da Paz, cantando em hebraico, árabe e inglês uma oração de paz, unidade e reconciliação entre povos e religiões; Palácio Presidencial de Jerusalém, 11 de Maio)
Imagens de uma peregrinação (2)

Tragicamente, o povo judeu experimentou as terríveis consequências de ideologias que negam a dignidade fundamental de cada pessoa humana. É justo e conveniente que, durante a permanência em Israel, eu tenha a ocasião de honrar a memória dos seis milhões de Judeus vítimas do Shoah e de rezar a fim de que a humanidade nunca mais tenha que ser testemunha de um crime de semelhante enormidade.
Infelizmente, o anti-semitismo continua a erguer a sua cabeça repugnante em muitas partes do mundo. Isto é totalmente inaceitável. Devem ser feitos todos os esforços para combater o anti-semitismo onde quer que seja e promover o respeito e a estima pelos membros de cada povo, raça, língua e nação em todo o mundo.
(Discurso do Papa Bento XVI na chegada a Jerusalém, 11 de Maio)
Alguém pode privar o vizinho das suas propriedades, das ocasiões favoráveis ou da liberdade. Pode tecer uma traiçoeira rede de mentiras para convencer os outros que certos grupos não merecem respeito. Todavia, por mais que se esforce, nunca pode apagar o nome de outro ser humano.
A Sagrada Escritura ensina-nos a importância dos nomes quando a alguém é confiada uma missão única ou um dom especial. Deus chamou a Abrão "Abraão" porque devia tornar-se o "pai de muitas nações" (Gn 17, 5). Jacob foi chamado "Israel" porque tinha lutado "com Deus e com os homens, e tinha vencido" (cf. Gn 32, 29).
Os nomes conservados neste venerado monumento para sempre terão um lugar sagrado entre os inúmeros descendentes de Abraão. Como aconteceu com Abraão, também a sua fé foi provada. Como com Jacob, também eles foram mergulhados na luta entre o bem e o mal, enquanto lutavam para discernir os desígnios do Todo-Poderoso.
Os nomes destas vítimas nunca possam perecer! Os seus sofrimentos nunca possam ser negados, diminuídos ou esquecidos! E possam todas as pessoas de boa vontade permanecer vigilantes a fim de desarraigar do coração do homem qualquer aspecto capaz de produzir uma semelhante tragédia!
(Discurso do Papa Bento XVI no Yad Vashem - Memorial do Holocausto, 11 de Maio)
(Foto: o Papa na Tenda da Memória do Yad Vashem, GPO de Israel)
Imagens de uma peregrinação (1)
Que disse o Papa a Deus?
Regressado a casa, Bento XVI terá dito a Deus que fez o que tinha podido, segundo a sua consciência e a dignidade; que fizesse Ele, agora, o resto. Deus terá respondido, lembrando um ditado, julgo que belga, que gosta de ajudar aqueles que O ajudam a Ele.
Passei recentemente pela Síria, Jordânia, Israel e Territórios Palestinianos e pude perceber melhor que o caminho da paz é dificílimo, exigindo um trabalho hercúleo. Mas, como disse Ernst Bloch, a partir de uma palavra enigmática de Heraclito: "Quem não espera o inesperado não o encontrará."
(o link remete para o texto integral do artigo)
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Carta de Bento a Jerusalém
Bento XVI prometeu e cumpriu. Tal como nos Camarões e Angola, o Papa alemão, que chegou no passado dia 8 à Terra Santa, veio para perturbar o status quo das governações. Viagens anunciadas como pastorais, mas eminentemente políticas.
Fixo-me no último dia. O muro já tinha sido arrasado em Belém e na terra do carpinteiro, em Nazaré, ficou o convite à resistência dos cristãos. Em Jerusalém, no engalanado patriarcado greco-ortodoxo, o Papa comprometia-se coma a comissão internacional de diálogo teológico, tendo quatro vezes falado de reconciliação. E dizendo que são uma vergonha as divisões das igrejas. Fez regressar a sua tese preferencial: o cristianismo só poderá ter futuro se for assegurado através das novas gerações que hão-de ou não acreditar no testemunho dos mais velhos. As igrejas não podem ser mera arqueologia.
Na despedida, em Telavive, Shimon Peres vergou-se à emoção quando ia citar o profeta Isaías. Não foram de circunstância as palavras do Presidente israelita, que sublinhou o importante contributo desta viagem para as relações entre os cristãos e os judeus. Peres recordou de modo solene que o terrorismo e as religiões não podem andar de mãos dadas.
Bento XVI acolheu a emoção do Presidente, mas não poupou nas palavras, mesmo lembrando a oliveira plantada pelo Papa no jardim de Peres. Evocou o Yad Vashem, símbolo do nazismo, que não pode ser negado nem apagado. Peres agradeceu. O Papa voltou à carga com o muro que trazia atravessado. Desnecessário como escândalo trágico.
Ficava para a história a carta de Jerusalém: “Não mais banhos de sangue, não mais confrontos, não mais terrorismo, não mais guerra, vamos quebrar o círculo vicioso da violência. Construa-se uma paz duradoura baseada na justiça. Que seja genuína a reconciliação. Reconheça-se o direito do Estado de Israel a existir e disfrutar de paz e segurança, com fronteiras internacionalmente estabelecidas. Reconheça-se, igualmente, que o povo palestiniano tem direito à soberania de uma pátria independente, a viver com dignidade e a deslocar-se livremente. Que a solução dois estados seja uma realidade e não apenas um sonho. Deixemos que a paz se estenda a estes territórios, para que seja uma luz para as nações, trazendo esperança para as muitas outras regiões afectadas pelo conflito.” Shalom.



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