quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
Está a ser notícia
sábado, 15 de dezembro de 2018
A magia do artesanato palestino, o Natal duro dos cristãos da Terra Santa
sábado, 7 de junho de 2014
Uma oração à espera de um milagre na Terra Santa
domingo, 16 de janeiro de 2011
Bento sobre a Palestina e Anselmo sobre pobreza, riqueza e ética

Os casinos, que, pela sua natureza, andam ligados ao jogo, também podem ir além e tornar--se espaços de debates profícuos. Prova disso está o Casino da Figueira da Foz, que, ao longo de 2009 e 2010, foi palco desses debates, à volta de grandes questões, com figuras cimeiras, da literatura à política, da história à filosofia, da economia à teologia.
A última tertúlia, em Dezembro, teve como tema questões sociais e solidariedade, e o conferencista foi Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa e presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social.
Já na segunda parte, ousei perguntar-lhe, utilizando uma via mansa: "Dizem as más línguas que as Faculdades de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa (UCP) seguem uma orientação teórica mais no sentido de um capitalismo neoliberal do que propriamente mais social." E ele, inesperadamente, tanto mais quanto também foi vice-reitor da Católica: "Eu também ouço essas más-línguas. Os meus ouvidos têm escutado esses comentários, o que deve levar a fazer crer que algum fundamento existe." Questionado por Fátima Campos Ferreira sobre se a Doutrina Social da Igreja não é aplicada nos cursos de gestão da UCP, respondeu: "Pelos vistos, não." Há uma cadeira que trata disso, "mas é capaz de ser uma cadeira um bocadinho isolada do resto".
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
Belém, a casa do pão
Cheguei a Belém com António Marujo, do Público, e José Manuel Rosendo, da Antena 1, ainda o Sol não tinha nascido. Veio depois, quente e pertur- bador. A diligência do taxista árabe saíra frustrada. O check-point impôs que atravessássemos o muro de segurança como em radiografia. Passaportes vigiados, portas de alta segurança.
A circulação esteve cortada desde as seis, por uns longos três quilómetros que fizemos a pé. Íamos de Jerusalém a Belém. As paredes vestiam-se de festa. Bento XVI e Abbas nunca estiveram tão próximos. No palácio da Autoridade Palestiniana, o Presidente queixava-se do sofrimento que o povo, enquadrado, não tolerava mais. E porque é que Jerusalém não regressa à capital da Palestina?
Bento XVI haveria de, ainda em Belém, tomar o mote por três vezes: a Palestina tem direito a ser pátria e Estado com fronteiras. E o Vaticano disponibiliza-lhe toda a máquina diplomática.
A missa, na Praça da Manjedoura, soube a sacrifício glorioso e memória dos mortos em Gaza. Vinte palestinianos da Faixa foram recebidos por Bento XVI.
Uma nova cultura da paz foi a melhor proposta desta concelebração, feita com dez mil participantes a cantarem a plenos pulmões. E a registarem outra sugestão de Ratzinger: "Uma Igreja no Médio Oriente laboratório de diálogo e tolerância."
A visita das visitas morou em Aida, com os refugiados em fundo. Bento XVI foi à escola da ONU de papamóvel. No recinto, o teatro das crianças e jovens e a boa disposição do Papa que foi o mais longe de sempre na coisa política. As palavras medidas arrasaram o muro de nove metros de altura e 800 km de extensão. O pecado de Israel. Por experiência de casa, Ratzinger avisou que os muros não duram sempre. Isto aconteceu em Belém, casa do pão, como diz o nome hebraico, que gerou, sonhado por profetas, o príncipe da paz.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Como atravessar o muro e mais duas ideias
O mais caricato do episódio: um responsável da Sala de Imprensa do Vaticano que também não conseguia mostrar à soldadinha de chumbo o seu passaporte (ela estava enfiada numa cabine de vidro mas, sobretudo, não olhava para ninguém), para a fazer entender que havia ali perto mais um autocarro com umas dezenas de jornalistas que esperavam passagem. Isto tudo, num posto de controlo que deveria ter sido aberto duas horas antes. Depois? Três portas de alta segurança, um raio-x de aeroporto, mais duas soldadas que mal olham para as coisas que colocamos nas caixas e nós que ainda temos que passar uns aos outros as caixas de plástico.
Mas este foi o episódio divertido (degradante, para quem o tem que viver diariamente). Porque o dia foi cheio de palavras fortes. Duas, basicamente: o direito de um povo à dignidade (uma pátria, fim do bloqueio e fim do muro-prisão) e o direito de outro povo à estabilidade e à segurança (fim do terrorismo e não cedência à lógica e à espiral da violência).
Claro que cada palavra que se diga será sempre tomada como de defesa de uns e de ataque dos outros. O que me parece que o Papa Bento XVI conseguiu em Belém foi dizer exactamente que a violência já não permite uma saída (alguma vez permitiu? ou será que não aprendemos?). E acrescentou uma outra ideia, rara num Papa: a não-violência e a busca criativa de soluções para os problemas.
terça-feira, 12 de maio de 2009
O Muro que a todos nos envergonha
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Duas notas fundamentais na chegada do Papa a Israel
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Os dois lados estão á procura de um entendimento sobre o estatuto legal e finaceiro das propriedades da Igreja Católica em Israel, bem como acerca das actividades comerciais de comunidades cristãs no país. As negociações foram retomadas em 2004 após um hiato de dez anos A Santa Sé e Israel estabeleceram negociações diplomáticas em 1994.
A visita do Papa Bento XVI é apontada no sítio oficial do Governo israelita para o acontecimento como uma "ponte para a paz". Mas ela decorrerá sobre um campo minado, com diferentes facções de ambos os lados do conflito a tentarem explorar a presença do Papa em seu favor, como explica Ruth Ellen Gruber aqui.
A viagem decorre de 8 a 15 de Maio e o Religionline irá dar atenção privilegiada ao acontecimento.

