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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O Espaço Inter-Religioso: Novas Paisagens Culturais

Agenda


As tradições religiosas como contexto de diálogo e não apenas de potencial conflito, na contemporaneidade, é um dos pontos de partida para o seminário O Espaço Inter-Religioso: Novas Paisagens Culturais, cuja primeira sessão decorre esta terça-feira, dia 2, às 18h, na Universidade Católica Portuguesa (UCP), em Lisboa. O pensador, filósofo, teólogo e místico Raimon Pannikar – cujo centenário do nascimento ocorre no próximo dia 2 de Novembro e é pretexto para o Ano Pannikar – será o contexto deste seminário, que prevê duas lições sobre o autor de Mística, Plenitude de Vida
A comemoração do centenário do nascimento de Pannikar (na foto ao lado, reproduzida daqui) é uma oportunidade para visitar o pensamento e a obra deste autor que, ao entrecruzar mundos intelectuais e religiosos distintos, personifica os desafios do nosso tempo. Pela sua reflexão original, faz olhar de modo renovado para temas clássicos da filosofia, da teologia e da espiritualidade de introdução ao seu pensamento. Uma oportunidade, como se lê na apresentação do curso, “para visitar o pensamento e a obra deste autor que, ao entrecruzar mundos intelectuais e religiosos distintos, personifica os desafios do nosso tempo” e que, “pela sua reflexão original, faz olhar de modo renovado para temas clássicos da filosofia, da teologia e da espiritualidade”. 
A proposta de formação prevê ainda a abordagem dos problemas do diálogo intercultural e duas oficinas sobre o diálogo inter-religioso em contextos históricos e geográficos diversos.
Promovido pelo Instituto de Estudos da Religião (IER) da Faculdade de Teologia da UCP, o seminário é orientado por Alexandre Palma e Peter Hanenberg, membros do IER. Os temas das cinco sessões (todas as terças, dias 2, 9, 16, 23 e 30 de Outubro, sempre entre as 18h00 e as 20h00) serão R. Panikkar: mito, símbolo e diálogo(Alexandre Palma); R. Panikkar: o ritmo cosmoteândrico(Alexandre Palma), Diálogo intercultural: conceitos e práticas(Peter Hanenberg), Música e Teologia: um diálogo entre Hildegard von Bingen e Al-Ghazali(Rui Fernandes) e Vivências cristãs em contexto islâmico(Adel Sidarus). 
Mais informação sobre objectivos e condições de acesso podem encontrar-se aqui


terça-feira, 10 de abril de 2018

Humanismo trágico da razão, humanismo redimido da cruz e um monge que gosta de cozinha porque isso tem a ver com a ética


Enzo Bianchi, fundador do mosteiro de Bose (foto reproduzida daqui)

Agenda

O humanismo trágico da razão e o humanismo redimido da cruz. Diálogo ou disputatio? é o título do debate entre Enzo Bianchi, monge e prior da comunidade monástica de Bose, e Massimo Cacciari, filósofo e professor da Università Vita-Salute San Raffaele, que decorre amanhã, quarta-feira, dia 11, às 18h, no auditório Padre José Bacelar e Oliveira (edifício antigo), da Universidade Católica Portuguesa (UCP), em Lisboa.
O debate, em italiano e português, com tradução simultânea e entrada livre, insere-se no ciclo Lições (italianas) sobre os Estudos de Religião, promovido pelo CITER (Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião), da UCP.
No debate, lê-se na página do CITER, Massimo Cacciari e Enzo Bianchi são convidados a falar de humanidade trágica e humanidade crucificada, “perguntando-se o quão ‘sustentável' seja uma humanidade desprovida de futuro, que des-espera, ao reconhecer a própria condição trágica, e quão o seja uma humanidade que escandalosamente afirma poder esperar precisamente a partir da cruz, dando-se um futuro a partir da morte”. 
Figura de referência do catolicismo italiano, Enzo Bianchi é monge secular (não ordenado), teólogo e ensaísta. A comunidade de Bose, diz ainda o mesmo texto, propõe uma escolha de vida cristã orientada para a radicalidade evangélica, que conjuga a tradição monástica em chave ecuménica, acolhendo monges católicos, protestantes e ortodoxos.
Massimo Cacciari é professor emérito da Faculdade de Filosofia da Universidade Vita-Salute San Raffaele, de Milão, da qual foi co-fundador e primeiro Presidente. Foi também professor em outras faculdades, deputado ao Parlamento Europeu e sindaco (presidente do município) de Veneza, bem como fundador e responsável editorial de várias revistas que marcaram a vida política, cultural e filosófica italiana entre os anos 1960 e 1990, como Angelus Novus, Contropiano, Laboratorio Politico, Centauro e Paradosso.
Ambos têm dezenas de obras publicadas. Outros elementos biográficos e  sobre o tema do debate podem ser lidos aqui.
Numa entrevista que lhe fiz em Setembro de 2006, Enzo Bianchi dizia: “É mais fácil fazer emergir a gratuidade do evangelho, a liberdade do cristão. É necessária muita coerência, mas a mensagem cristã é mais escutada numa sociedade laica em que o evangelho é proposto, do que numa civilização de cristandade em que o evangelho seria imposto. É difícil, mas é mais fecundo e dá mais frutos.” (a entrevista pode ser lida aqui)
Em Outubro de 2009, Enzo Bianchi explicava, noutra entrevista, a relação entre a cozinha e a ética e porque razão devem os cristãos buscar consensos nas sociedades laicizadas de hoje.
Em Portugal, estão publicados alguns livros de Enzo Bianchi: Para Uma Ética Partilhada (ed. Pedra Angular), A Paróquia (Paulinas), Viver É Cristo (Paulus) e Jesus e as Mulheres

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Dizer a humanidade com voz de mulher – Lucetta Scaraffia em Lisboa





Lucetta Scaraffia (foto reproduzida daqui
onde também se pode ler uma entrevista com a historiadora e ensaísta)


Dizer a humanidade com voz de mulher é o título da conferência que Lucetta Scaraffia, professora de História Contemporânea da Universidade de Roma La Sapienza, fará na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, na próxima terça-feira, dia 10, às 18h (Auditório Padre José Bacelar e Oliveira, no edifício antigo da UCP). 
A conferência, em italiano, e com tradução simultânea e entrada livre, é promovida pelo CITER (Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião), em parceria com o Instituto Italiano de Cultura, no âmbito do ciclo Lições Italianas sobre Estudos de Religião. 
Responsável editorial da revista Donne, Chiesa, Mondo (Mulheres, Igreja, Mundo; a colecção da revista, em italiano, pode ser consultada e lida aqui), publicada na primeira quinta-feira de cada mês como suplemento do jornal L’Osservatore Romano, do Vaticano, Scaraffia é também ensaísta e jornalista e tem-se dedicado à investigação sobre história das mulheres e história religiosa. Publicou vários trabalhos sobre religiosidade feminina, cristianismo e sexualidade e acerca do lugar das mulheres na Igreja Católica. O futuro é também feminino?, livro dedicado a este último tema, com o contributo de várias mulheres e dirigido por Lucetta Scaraffia, está também disponível em Portugal, numa edição da Paulinas.
Um outro livro da sua autoria, resultado da sua participação, como observadora, no recente Sínodo dos Bispos sobre a família, é Dall’ultimo banco. La chiesa, le donne, il sinodo (Desde o último banco. A Igreja, as mulheres, o sínodo, também já editado em espanhol; nesta outra ligaçãopode ler-se um texto, em italiano, acerca do livro).
Nessa obra, resume-se numa informação divulgada pelo CITER, a autora defende a ideia de que a Igreja Católica está muito atrasada em relação à história e ao Evangelho, “enquanto a diversidade de carismas que derivam da diferença de género permanecerem conjugados como exclusão e subordinação e não como igualdade efectiva”. Na sua obra e nos seus textos, Scaraffia defende a necessidade de pensar e propor novos “espaços e modalidades de participação feminina na vida eclesial”. 

Na conferência de terça-feira, a directora de Donne Chiesa Mondo “irá destacar como entre os humanismos a construir num diálogo entre vozes diferentes e não necessariamente reconciliáveis, não pode faltar a voz da mulher”. Esta deve ser “uma forma de expressão de subjectividades que, na história milenar da humanidade, foram confinadas à mera funcionalidade biológica e a uma condição de subordinação e mutismo social, na radical remoção e mortificação da sua autonomia simbólica, ética e antropológica.” E defenderá ainda que nenhum humanismo “pode renascer no nosso tempo se não for nele audível uma inconfundível voz de mulher”.  

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Uma era (pós) secular? Religião e mudança global


Agenda

O Instituto de Estudos da Religião, da Universidade Católica Portuguesa, promove, a partir desta terça-feira, dia 27 de Fevereiro, um seminário modular de formação avançada sobre o tema Uma era (pós) secular? Religião e mudança global.
Na apresentação da iniciativa, explica-se que, com os cientistas sociais Charles Taylor e José Casanova como mentores, um grupo de investigadores participou num projecto internacional, visando a exploração das dinâmicas de mudança que afectam a experiência religiosa num contexto global. A investigação partiu da realidade portuguesa, contexto em que a erosão de uma identidade religiosa maioritária potenciou a disseminação de referências religiosas noutras margens e em novas paisagens espirituais.
Coordenado por Alfredo Teixeira e Alexandre Palma, o seminário tem ainda, como colaboradores, José Tolentino Mendonça, Luís Lóia, Luísa Almendra, Mário Avelar, Nelson Ribeiro, Paulo Fontes, Paulo Pires do Vale e Steffen Dix.
Dirigido a estudantes interessados em formação especializada nos Estudos Religiosos, agentes de educação, comunicação, cultura, mediação social, desenvolvimento humano e assistência religiosa ou outros interessados, o seminário terá ainda sessões nos dias 6, 13, 20 e 27 de Março, sempre entre as 18h e as 20h.
Mais informações sobre o seminário estão disponíveis aqui e também nesta ligação; os temas e coordenadores de cada sessão estão referidos neste vídeo.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Fim-de-semana teológico: modernidade, intrigantes linguagens da fé e reforma da Igreja

Agenda

De amanhã até sábado, a teologia marcará forte presença no Porto e em Lisboa: no Porto, realiza-se o colóquio internacional Catolicismo, modernidade e anti-modernidade; em Lisboa, decorrem as V Jornadas de Teologia Prática, sobre As intrigantes linguagens da fé e o IV Colóquio de Teologias Feministas, com o tema A reforma da Igreja. Entre os diferentes contributos para as três iniciativas, estão o da actriz Maria do Céu Guerra, da escritora Alice Vieira, do biblista e poeta José Tolentino Mendonça, do patriarca de Lisboa, dos historiadores Luís Salgado de Matos, Maria Lúcia de Brito Moura e de várias teólogas estrangeiras.
A primeira iniciativa, que cruza a teologia com outras áreas do saber, decorre entre quinta-feira e sábado, promovida pelo Centro de Estudos do Pensamento Português, da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (Porto). No colóquio sobre Catolicismo, modernidade e anti-modernidade, serão debatidas questões como cientismo, metafísica e religião; missionação, laicização e secularização; educação e ensino: doutrinas e instituições; e as relações entre Igreja e Estado. Um último painel analisará o tema geral nas realidades de Portugal, Galiza, Brasil e Bélgica. O programa detalhado está disponível aqui.
Na sexta-feira, o dia começa pela Católica, mas desta vez em Lisboa: pouco depois das 10h, Maria do Céu Guerra fará uma performance sobre o Cântico dos Cânticos, na versão de Fiama Hasse Pais Brandão. Mesas de debate sobre a fé sensível, os lugares das linguagens (homilia, blogue e quotidiano), as parábolas, narrativas e profecias ocuparão depois o tempo até às 18h. O programa completo pode ser consultado aqui.
Precisamente às 18h tem início a primeira intervenção do Colóquio de Teologias Feministas. Organizado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, mas decorrendo nas suas instalações de Lisboa, o colóquio tem duas conferencistas convidadas: Maaike de Haardt, presidente da ESWTR (Sociedade Europeia de Mulheres na Pesquisa Teológica) e Marta Maria Zubía Guinea, professora de Direitos Humanos e Cristianismo, na Universidad de Deusto, Espanha.
Mais elementos a propósito deste colóquio podem ser lidos aqui e a apresentação e o programa estão disponíveis aqui.  

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Imaginar a Igreja

Agenda



Imaginar a Igreja – Sinodalidade, Colegialidade, Ministério de Pedro é o tema das 35ªs Jornadas de Estudos Teológicos, da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, que decorrem entre amanhã (quarta) e dia 26 (sexta).
Alphonse Borras, teólogo belga e especialista em Direito Canónico, e Salvador Pié-Ninot, professor de Teologia Fundamental e Eclesiologia na Faculdade de Teologia da Catalunha e na Universidade Pontifícia Gregoriana, são dois dos intervenientes na iniciativa, cuja oportunidade foi suscitada por questões levantadas pelo Papa Francisco, “quando se fez anunciar como o bispo de Roma e isso interpelou imediatamente e teologicamente”, como referiu o director da Faculdade, em declarações à agência Ecclesia.
No programa, que pode ser consultado aquifica a faltar o testemunho das experiências de renovação comunitária animadas pelo Movimento por um Mundo Melhor/Serviço de Animação Comunitáriaquer no âmbito paroquial quer no diocesano. Apesar de em número diminuto, essas dinâmicas estão presentes em Portugal (além e outros países) desde há três décadas. Nessas experiências, a sinodalidade é uma das dimensões mais incentivadas, de modo a que cada comunidade dê espaço à maior diversidade de carismas e à participação de todos naquilo que a todos diz respeito.

Na convocação das jornadas, é recordada a afirmação do Papa Francisco na exortação Evangelii Gaudium (nº 27): “Sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais à evangelização do mundo actual que à auto-preservação. A reforma das estruturas, que a conversão pastoral exige, só se pode entender neste sentido: fazer com que todas elas se tornem mais missionárias, que a pastoral ordinária em todas as suas instâncias seja mais comunicativa e aberta, que coloque os agentes pastorais em atitude constante de ‘saída’ e, assim, favoreça a resposta positiva de todos aqueles a quem Jesus oferece a sua amizade.”

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Um ecumenismo de socorro

Crónicas


Na sua crónica de ontem no Público, sob o título Consciência ecuménica, consciência baptismal, frei Bento Domingues escreve sobre a urgência de um “ecumenismo global de socorro”:

A maioria dos cristãos nada sabe das outras tradições eclesiais, a não ser os lugares-comuns de desconfiança mútua, transmitidos em casa ou nas igrejas. A verdadeira falta de ecumenismo entre as igrejas cristãs é uma falta de cristianismo e não apenas de inconvenientes a propósito de baptismos e casamentos que se resolvem de forma mais ou menos burocrática.
Em certas zonas do mundo, o cenário é devastador: matam-se os cristãos sem perguntar pela identidade eclesial. O cristianismo está a ser completamente eliminado. É urgente um ecumenismo global de socorro.

(o texto integral pode ser lido aqui)

No domingo anterior, com o título Um Papa anticlerical?, escrevia frei Bento Domingues:

Veio o Papa Francisco. Como já disse noutras ocasiões, não apareceu com o Direito Canónico na mão, para dizer o que era para continuar na mesma e o que era para reformar, como se fosse um burocrata. Veio participar numa reforma que envolvesse a Igreja toda, embora destacando responsabilidades e neutralizando forças de obstrução. Não no estilo de mandar fazer. Começou por ser ele a agir conforme aquilo que depois tem vindo a propor, em diversas circunstâncias. (...) Em todas as ocasiões denuncia o clericalismo, com expressões tais que levam alguns a julgar que pertence a uma organização anticlerical! O Papa perdeu a devoção aos monsenhores. Pobres daqueles que já se julgavam na calha.

(o texto integral pode ser lido aqui)

Da crónica da semana anterior, com o título Mensagem do Papa sobre a paz, já neste blogue se tinha destacado uma pergunta:

Bergoglio criou um problema que não sei como o irá resolver: não se cansa de denunciar a economia que mata. Que poderá ele fazer para que nas instituições universitárias católicas, o ensino no campo da economia, da finança, da gestão, da política não só denuncie e recuse qualquer tipo de participação nesse homicídio, mas sobretudo, que poderá ele fazer para que os professores e alunos dessas instituições investiguem e façam propostas que sirvam a fraternidade como fundamento e caminho da paz?

O texto completo dessa crónica pode ser lido aqui.

(ilustração reproduzida daqui)