quarta-feira, 8 de agosto de 2018
“O poder é necessário e é um serviço”
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
Sociedade Bíblica e difusão da Bíblia na construção da liberdade religiosa em Portugal
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Infografia histórica das religiões do mundo
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Em busca da essência, uma viagem pela liberdade
Hans Küng é um dos nomes decisivos da teologia contemporânea, a par de Metz, Moltmann, Queiruga, Ratzinger e alguns mais. É, assim, fundamental conhecer o seu pensamento, para lá da espuma mediática, que o reduz tantas vezes a frases polémicas em entrevistas; seria uma tremenda injustiça ficar apenas com esse ruído, num homem que marcou já, decisivamente, a teologia contemporânea.
Jesus, para Küng, é um judeu que se manifesta contra a violência, o legalismo e o ascetismo, e que não se afirma como condutor do povo como Moisés, como mestre moral à semelhança de Confúcio, como chefe de exército na esteira de Maomé ou como protótipo do iluminado como o foi Buda.
A pergunta e a resposta que ficam após a leitura desta obra, guardou-as Hans Küng para o fim: “Como se explica que nem os imperadores pagãos, nem os ‘ditadores cristãos’, nem os papas ávidos de poder, nem os inquisidores sinistros, nem os bispos mundanos, nem os teólogos fanáticos hajam logrado extinguir este espírito?” Mistério do cristianismo: “O que é extraordinário é que o espírito do Nazareno conseguiu sempre romper, apesar das falhas das pessoas, das instituições e das constituições, desde que os fiéis já não se contentavam com palavras e se punham a segui-lo de uma maneira muito prática. A verdade do cristianismo não é apenas verdade para conhecer, mas verdade que faz viver.” (p. 732)
quinta-feira, 23 de junho de 2011
10 viagens papais mais importantes da História
segunda-feira, 7 de março de 2011
"Assim começou o Cristianismo"
É interessante conhecer estes tempos inaugurais e constitutivos, para perceber melhor a actualidade e alguns dos seus desafios. Aqui está o vídeo, no YouTube:
Algumas ideias mais salientes:
- "El Cristianismo de los orígenes era bastante más plural que el Cristianismo de nuestro tiempo. Ya en los orígenes apareció como un movimiento muy plural".
- "Desde el punto de vista de los seguidores de Jesús, van construyendo la Iglesia (Ecclesia), lo que ocurre que desde el comienzo ya se va utilizando el término cristianismo. Ecclesia es el grupo de los que se dicen seguidores de Jesús, mientras que el Cristianismo es la cultura que tiene su inspiración en los valores evangélicos y llega al Imperio Romano, y que esto lo realizan mucho antes de contar con el apoyo imperial".
- "No se puede entender Europa sin entender ese componente esencial, que es el Cristianismo y cómo se forjó. Y desde el punto de vista creyente, la Iglesia ha de volver los ojos a los orígenes, sobre todo en momentos de crisis, para descubrir futuros nuevos.
- Estamos en ese momento."
- "En el Cristianismo de los orígenes las comunidades eran enormemente participativas. Era un movimiento muy plural, con gran capacidad de acogida e integración de la diversidad. Encontramos desde la carta a los Gálatas a la de Santiago, y ambas se reconocen, se aceptan. Esta capacidad de aceptación de la diversidad es una de las grandes lecciones que tenemos que aprender en la actualidad."
- "Encontramos [en los orígenes] inspiración y posibilidades que no se desarrollaron. Por ejemplo: un protagonismo muy notable de la mujer, que se constata en los Evangelios y en las cartas de Pablo. Quizá ese es un elemento que la Iglesia debe desarrollar en profundidad."
- "Todo lo que sea el diálogo franco y sincero con la sociedad es absolutamente necesario. Este Papa está muy preocupado con el diálogo con la cultura europea, y es legítimo. Pero el Cristianismo tiene que dialogar con otras culturas en el mundo globalizado. Y pienso especialmente en Asia. Que la Iglesia más que madre y maestra, se considere hermana de la Humanidad, que camina fraternamente con la Humanidad. La Iglesia tiene algo que decir, no lo oculta, lo propone, pero también tiene mucho que aprender. Tiene que tener capacidad de escucha para legitimar su capacidad de propuesta. El diálogo no es una simple estrategia para "vender" nuestra mercancía. Cuando nosotros dialogamos porque estamos convencidos de que tenemos que aprender. Eso no es debilidad de nuestras convicciones, sino la limitación de nuestros horizontes."
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
10 livros de 2009 que ainda saberá bem ler em 2010

Paul Johnson
Guerra & Paz
Que Karl Marx nunca tenha posto os pés num fábrica mas desejasse doutrinar a classe operária, ou que Jean-Jacques Rousseau abandonasse os seus filhos em orfanatos mas pretendesse iluminar a infância, para alguns, são pormenores que não contradizem as teorias que criaram. Paul Johnson, num relato que quis “factual e desapaixonado”, analisa a credibilidade moral destes intelectuais e de Tolstoi, Brecht, Russel, Sartre, entre outros. Analisar, neste caso, quer dizer demolir.
Dança dos Demónios
Coordenação de António Marujo e José Eduardo Franco
Temas e Debates e Círculo de Leitores
Intolerância em Portugal: Anti-semitismo, anti-islamismo, anticlericalismo, antiprotestantismo, antijesuitismo, antomaçonismo, antifeminismo, antiliberalismo anticomunismo e antiamericanismo. “Os temas aqui reunidos falam-nos de mitos de complô, estruturam-se na suspeita e na diabolização, no medo e na fobia”, escreve-se na badana.
A Mecânica de Deus
Guy Consolmagno
Publicações Europa-América
A religião explicada aos “techies”. O que é o “techie”? “Será qualquer um que perca mais tempo com as ligações ao aparelho de televisão do que propriamente a ver televisão”. Ou seja, cientistas e engenheiros. Bom humor, sentido crítico e catequese por um jesuíta, astrónomo, que não confiaria as chaves do seu automóvel a alguns papas da história, quanto mais as chaves do Reino dos Céus. “E mesmo assim, a Igreja e as suas doutrinas sobreviveram”.
A vertigem das Listas
Umberto Eco
Difel
No princípio era a lista. E com o desejo das listas, dos catálogos, da ordenação, nasceu a cultura. Listas retiradas de poemas, romances, Bíblia, catecismos, documentos reais... Listas de santos e anjos, de objectos do tesouro imperial, de relíquias, de obras de arte, de monstros, de cheiros, da qualidades de uma cidade...
Os desaparecidos. À procura de seis em seis milhões
Daniel Mendelsohn
D. Quixote
Um norte-americano parte à procura dos antepassados desaparecidos noHolocausto, em especial de um com que dizem que é parecido. Na busca, que existiu na realidade, vai reinterpretando os primeiros capítulos da Bíblia, incluindo “Caim e Abel”. E encontra uma povoação onde um homem nasceu na Áustria, estudou na Polónia, casou na Alemanha, teve filhos na URSS e morreu na Ucrânia. Fez tudo isto sem sair da sua aldeia. Vivia em Bolechow, que actualmente faz parte da Ucrânia. Era de lá a família do autor.
O que a civilização ocidental deve à Igreja católica
Thomas E. Woods, Jr.
Alêtheia
Desconte-se o tom por vezes apologético e temos uma obra que lembra alguns contributos da cultura católica para o mundo em que vivemos: universidades, direito internacional, arte, ciência, arquitectura, moral, economia. Um livro para desmontar o último preconceito aceitável da América (só?), o anticatolicismo. “Quando se trata de ridicularizar ou de parodiar a Igreja católica, poucas coisas são consideradas excessivas (…)”.
Caridade na Verdade
Bento XVI
Paulinas
Terceira encíclica do actual Papa, a primeira em exclusivo sobre doutrina social, quer dizer, sobre o que a Igreja Católica pensa da economia, da política e da sociedade. Centra-se na questão do desenvolvimento, que é a “inclusão relacional de todas as pessoas e de todos os povos na única comunidade da família humana”. E que é, de longe, o maior problema do mundo.
Não há futuro sem solidariedade
Dionigi Tettamanzi
Paulinas
Na Missa do Natal de 2008, o cardeal Dionigi Tettamanzi, arcebispo de Milão, perguntou aos seus fiéis: “Neste Natal, já marcado pelas primeiras vagas de uma grande crise económica, há uma interrogação que me atormenta: o que posso fazer como arcebispo de Milão? (…) Gostaria que cada um conservasse no coração esta pergunta e que se deixasse inquietar e converter por ela: O que posso eu fazer?” O cardeal criou um fundo para apoiar desempregados e escreveu este livro para notar que a sobriedade é virtude esquecida e mostrar como pode acontecer solidariedade no mundo da finança, na empresa, na escola, na família. Prefácio de Guilherme d’Oliveira Martins.
Pode um darwinista ser cristão?
Michael Ruse
Ana Paula Faria Editora
Começa assim: “Deixe-me ser franco. Penso que a evolução é um facto e que o darwinismo reina triunfalmente”. A resposta à pergunta do título é: “Claro que sim!”. Mas o livro mostra quer quem diz “claro que sim” sem saber o está em causa na teoria da evolução das espécies por meio da selecção natural poderia mudar de resposta – ou de religião – , conhecendo o darwinismo. Melhor livro do "Ano Darwin" no que diz respeito às relações entre fé e ciência.
Para lá do Tempo
Vários autores
Paulinas
Recolha das opiniões publicadas no jornal online "Página 1", da Rádio Renascença. Textos de um ou dois minutos de D. Carlos Moreira Azevedo, Cristina Robalo Cordeiro, Cristina Sá Carvalho, Fernando Adão da Fonseca, João Ferreira do Amaral, José Miguel Sardica, José Tolentino Mendonça, Luís António Santos, Luís Cabral, D. Manuel Martins, Manuel Pinto e Maria do Rosário Carneiro.


